Seguir o O MINHO

País

Número de casas aumenta mas a ritmo “bastante inferior”

Censos2021

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

Portugal registou um ligeiro aumento no número de edifícios e alojamentos para habitação, mas a um “ritmo bastante inferior” ao registado em décadas anteriores, segundo os resultados preliminares dos censos 2021, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“De acordo com os Resultados Preliminares dos Censos 2021, o número de edifícios destinados à habitação era de 3.587.669 e o de alojamentos de 5.961.262, valores que face a 2011 representam um aumento de 1,2% e 1,4%, respetivamente”, concluiu a autoridade estatística.

No entanto, o crescimento do parque habitacional entre 2011 e 2021 é bastante inferior ao verificado na década anterior, quando os valores se situavam na ordem dos 12% para edifícios e 16% para alojamentos. Por regiões, os Açores e o Algarve registaram o maior crescimento no número de edifícios e de alojamentos destinados à habitação, com subidas de 2,8% e 2,5% ao nível dos edifícios, respetivamente, e 2,8% nos alojamentos, em ambas as regiões.

O número de alojamentos destinados à habitação aumentou em 221 municípios portugueses (72% do total de municípios, com Madalena (Açores), Vizela, Lousada, Campo Maior e Odemira a registarem as maiores subidas no número de alojamentos, com valores situados entre os 13,5% e os 6,3%.

No sentido oposto, Tarouca, Penela, Coruche, Mação e São Vicente foram os municípios onde se registaram as descidas mais significativas, com o número de alojamentos a variar entre os -10,5% e -4,6%.

Em 2021, o número médio de alojamentos por edifício em Portugal é de 1,7, um valor que se mantém desde 2011.

A Área Metropolitana de Lisboa é a região que regista o valor mais elevado, com 3,3 alojamentos por edifício, enquanto os Açores e o Alentejo registam os valores mais baixos, de 1,1 e 1,2, respetivamente.

Populares