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Futebol

“Num clube como o Gil Vicente, três ou quatro jogadores é quase meia equipa e isso nota-se”

Ricardo Soares

em

Declarações após o jogo entre Farense e Gil Vicente, da 13.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio de São Luís, em Faro, e que terminou com a vitória dos anfitriões, por 3-1:

– Ricardo Soares (Treinador do Gil Vicente): “Não entrámos bem no jogo. Não entrámos com os níveis de intensidade e agressividade que o jogo pedia e disso aproveitou-se o Farense.

Tivemos muita dificuldade nas bolas paradas. Sabíamos que era um dos pontos fortes do Farense, mas não fomos suficientemente fortes e, na primeira vez que houve uma bola parada, o Farense faz golo.

Depois, também cometemos alguns erros de posicionamento em posse de bola, expusemo-nos demasiado e os equilíbrios não estavam devidamente corretos, o que permitiu que o Farense saísse em transições. Isso criou-nos alguma desconfiança e, por outro lado, também deu confiança ao Farense.

Também cometemos alguns erros não forçados e, a este nível, não se podem cometer erros desse tipo. Pagámos caro, reagimos depois, fizemos o 2-1, estávamos bem no jogo e novamente sofremos um golo, repito, num erro não forçado. Mesmo com mais um [jogador], tivemos pouco critério e pouca qualidade. Devíamos ter feito mais e melhor.

Os reforços que eu gostaria de ter eram aqueles que não puderam hoje participar no jogo. Não eram assim tão poucos. Num clube como o Gil Vicente, três ou quatro jogadores é quase meia equipa e isso nota-se, não porque os outros não têm qualidade – claro que têm -, mas porque se perdem algumas rotinas”.

– Sérgio Vieira (Treinador do Farense): “Muitas vezes, não é possível as duas coisas [jogar bem e vencer]. Mas vencer é aquilo que satisfaz toda a gente. Nem sempre quando se joga bem se ganha, já tivemos esse exemplo esta temporada.

Hoje definimos isso como objetivo: os jogadores entraram em jogo tentando jogar bem, ter posse, explorar os espaços vazios e criar situações de finalização. Conseguimos chegar a uma vantagem confortável de 2-0, mas algumas contrariedades começaram a aparecer, mexendo com os jogadores.

O último lugar na tabela mexe de forma indireta, não direta porque, internamente, o nosso foco é o que conta no final do campeonato. Mas há sempre uma forma indireta de pressionar os adeptos, a gestão do clube, as nossas decisões e os jogadores.

Felizmente, com esta vitória saltámos aqui quatro posições e queremos dar continuidade a isso para aumentarmos os índices de confiança e não deixarmos que esses fatores perturbadores mexam com os jogadores.

[Sem derrotas no Estádio de São Luís] O segredo não é apenas os jogos em casa. Sabemos que há uma energia extra e é um fator especial jogar na nossa casa, onde sentimos a energia dos adeptos e existe toda uma história riquíssima deixada por jogadores que contribuíram para momentos marcantes, o que alimenta a nossa motivação e capacidade de superação.

Quando jogámos no Estádio Algarve sentimos esse vazio emocional, mas já passou. Temos de agarrar-nos à nossa determinação, resiliência e princípios de jogo para levar o clube ao nível que ele merece, que é um nível muito alto no futebol português”.

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