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Novos vídeos mostram vison-americano a ‘passear’ no rio Cávado em Barcelos

Espécie invasora

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Foto: Pedro Gonçalves

Duas semanas depois das primeiras imagens de um vison-americano no rio Cávado em Barcelos, na zona da Quinta do Brigadeiro, em Vila Frescainha S. Martinho, surgiram esta sexta-feira novos vídeos daquele mamífero no mesmo local.

Os vídeo foram partilhados por Pedro Gonçalves no grupo de Facebook da Barca – Associação Amigos do Cávado, que tem desenvolvido nos últimos anos diversas iniciativas de limpeza, proteção e dinamização do rio que atravessa Barcelos.

Como O MINHO noticiou, já tinham sido filmados visons-americanos no rio Selho em Guimarães e há relatos da sua presença no rio Ave e no Este, em Braga, na zona de Gualtar.

O vison-americano, neovison vison, é um mamífero da família mustelidae e está relacionado com doninhas e lontras.

Vison-americano filmado no rio Cávado em Barcelos

A moda acabou por ser a razão de ter ‘viajado’ do continente norte-americano para o europeu. “Foi introduzida na Europa para criação em quintas para o comércio de peles. No entanto, quer por fugas de animais a partir destas quintas, quer pela sua libertação deliberada e ilegal por parte dos proprietários das quintas, quando a atividade deixa de ser rentável, ou por grupos de defesa dos direitos animais, estabeleceram-se populações ferais em grande parte da Europa”, pode ler-se na tese de mestrado em Biologia da Conservação de Ana Duarte.

Visons-americanos filmados no rio Selho em Guimarães

“Em Portugal, o vison-americano foi introduzido na década de 80, sendo provavelmente proveniente de quintas de criação localizadas na região da Galiza, existindo apenas uma quinta de criação em Portugal, na cidade de Valença do Minho”, refere o mesmo estudo, que alerta que o vison-americano “pode ainda vir a afetar negativamente as populações de rato-de-água (Arvicola sapidus) e as populações de anfíbios já de si debilitadas”.

“Atualmente, a introdução de espécies exóticas é considerada uma das principais ameaças à diversidade biológica”, sublinha a tese de Ana Duarte.

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