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Alto Minho

Viana aprova benefícios fiscais para projetos que vão criar mais de 1.100 empregos

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Viana do Castelo. DR

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, em reunião de executivo, um conjunto de benefícios de isenção de Imposto Municipal sobre Transações Onerosas de Imóveis (IMT), integrado no Regime de Incentivos do Município, para a instalação de diversas empresas e investimentos no concelho, anunciou esta segunda-feira a autarquia liderada pelo socialista José Maria Costa.

Em causa está a Alumibarros, Caixilharia em Alumínio, Lda., uma empresa com atividade de fabricação de portas, janelas e elementos similares em metal que pretende expandir o seu negócio e que para expandir o seu negócio vai avançar com um novo projeto de 195 mil euros, criando três novos postos de trabalho.

Já a JN Automóveis, comercialmente conhecida por Auto Valverde, é uma empresa de serviços de reparação, manutenção e comércio de automóveis, fundada em 1986 e que em 2015, promoveu um investimento global de mais de 650 mil euros, com a aquisição de novas instalações na Zona Industrial de Neiva. O novo investimento rondará os 550 mil euros e criará 10 novos postos de trabalho.

O BONTAZ Centre é um dos líderes em equipamentos de peças automóveis, especializado na conceção e fabrico de componentes para motores. O projeto para Viana do Castelo passa pela criação de três atividades: escritórios de estudos, montagem de subconjuntos e fabricação de componentes em metal, estando previsto um investimento total de 22 milhões de euros e a criação de 500 postos de trabalho no prazo de três anos.

Outra das empresas é a Eugénia Lopes & Filhos, Lda. que, no âmbito do seu processo de crescimento e consolidação, pretende ampliar as suas instalações, num novo investimento rondará os 150 mil euros e dotará a empresa dos meios necessários para o aumento da carteira de clientes, com a consequente criação de 8 postos de trabalho.

A Eurostyle Systems Portugal – Indústria de Plásticos e de Borracha, S.A. pretende proceder à ampliação/expansão do edifício de indústria de transformação plástica situado no Parque Empresarial de Lanheses, melhorar acessos, criar parque de estacionamento, criar área verde circundante e melhorar as condições ambientais. O projeto prevê um investimento total de 18 milhões de euros e a criação de 100 postos de trabalho até 2019.

A SERRATEC, Produção de Componentes Industriais, S.A. é uma empresa especializada na conceção e fabrico de componentes metálicos ou em outros materiais, através de processos de maquinagem, torneamento, fresagem, e outros métodos e processos industriais e irá efetuar um projeto que prevê um investimento total de 10 milhões de euros e a criação de 50 postos de trabalho.

De acordo com os números avançados pela autarquia, no total, estes novos investimentos podem criar até 1.171 novos empregos no concelho do Alto Minho.

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Alto Minho

Provedoras de Cerveira e Tomiño (Galiza) distinguidas por “boa prática” de cidadania

A entrega do prémio teve lugar em Iztapalapa, México

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Foto: Arquivo

O projeto da Provedoria Transfronteiriça Cerveira-Tomiño, criado em 2017 pela eurocidade constituída pelos dois municípios vizinhos recebeu hoje, no município de Iztapalapa, México, uma menção honrosa por “Boa Prática em Participação Cidadã 2019”.

Em comunicado feito, esta quarta-feira, a eurocidade constituída por Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, e Tomiño, na Galiza, adiantou que a distinção foi atribuída pelo Observatório Internacional da Democracia Participativa (OIDP), criado em 2001 e constituído por mais de 800 vilas, cidades e organizações de todo o mundo.

“A eurocidade Cerveira-Tomiño apresentou a experiência das provedoras transfronteiriças como um instrumento impulsionador da participação cidadã. Na fundamentação da candidatura destacou-se que apesar das fronteiras físicas terem sido banidas da União Europeia, ainda persistem muitas fronteiras burocráticas que impedem uma cooperação eficaz entre as comunidades locais”, explica a nota.

Para os dois concelhos vizinhos, “a existência de instituições pioneiras de carácter transfronteiriço como as provedoras ou o Orçamento Participativo Transfronteiriço facilitam o a cidadania com o objetivo de construir eurocidadania e zonas francas sociais com maior igualdade e melhor qualidade de vida”.

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Alto Minho

PSD quer saber “qual o ponto da situação” da inspeção da ACT de Viana na Kyaia

Trabalhadores queixam-se de fazer 20 minutos extra para compensar pausas para lanche

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Foto: Divulgação

O PSD questionou hoje o Governo sobre “qual o ponto” de situação da inspeção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de Viana do Castelo na Kyaia quanto ao “diferendo” sobre pausas para descanso.

Numa questão dirigida à ACT e ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, os deputados Emília Cerqueira, Jorge Mendes e Eduardo Teixeira explicam que a administração daquela empresa de calçado, sediada em Guimarães, mas com unidade de produção em Paredes de Coura há 31 anos, “introduziu unilateralmente”, em 08 de outubro, duas pausas de dez minutos.

Segundo os deputados, “a introdução de tais pausas é até desejável, dada a sua influência na melhoria das condições de prestação do trabalho,” mas “em consequência, a entidade patronal está a exigir aos trabalhadores a prestação de 20 minutos de trabalho suplementar com vista a compensar essas pausas”.

Os deputados referem ainda que lhes foi transmitido, numa reunião com os trabalhadores, que aqueles que “se recusam a prestar esses 20 minutos de trabalho têm visto esse tempo descontado na sua remuneração mensal” e que “desta situação foi dado conhecimento à ACT”.

Por isso, o PSD questionou a ACT e o ministério da tutela sobre qual o ponto de situação da ação inspetiva levada a cabo pelo ACT de Viana do Castelo relativamente ao diferendo que opõe “os trabalhadores da empresa e a administração”.

A empresa Kyaia emprega cerca de 350 pessoas, produzindo três marcas de calçado, sendo que o horário de trabalho na empresa sempre foi praticado em dois períodos, um de manhã das 8:30 às 12:30 e o período da tarde das 13:30 às 17:30, prestados de forma contínua.

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Alto Minho

Violência Doméstica: BE quer conhecer iniciativas no Alto Minho de apoio a vítimas

579 participações do crime de violência doméstica, no distrito, contra cônjuge ou análogo

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Alexandra Vieira e José Maria Cardoso, deputados eleitos pelo círculo de Braga. Foto: Divulgação / BE

O Bloco de Esquerda entregou um requerimento na Assembleia da República que visa “aferir” as iniciativas desenvolvidas pelas câmaras municipais do distrito de Viana do Castelo de apoio às vítimas de violência doméstica, informou o partido.

No documento, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda afirma que “a violência contra as mulheres é uma forma de discriminação e uma violação de direitos humanos, constituindo o principal problema de segurança pública em Portugal”.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), em 2018, no distrito de Viana do Castelo, ocorreram 579 participações do crime de violência doméstica contra cônjuge ou análogos.

“A violência contra as mulheres e crianças constitui uma realidade sobre a qual é premente intervir, sendo fundamental mobilizar todos os agentes e as câmaras municipais que desempenham, aqui um papel essencial”, acrescentam.

No requerimento entregue no parlamento, os deputados do Bloco de Esquerda querem saber “quais as diligências que estão previstas, designadamente na disponibilização de habitação para vítimas de violência doméstica e seus filhos e filhas, bem como na criação de mais casas abrigo e acolhimentos de emergência”.

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