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Novos imigrantes estão a “aumentar significativamente”, sobretudo brasileiros, diz Cabrita

Em 2014 foram concedidas 35 mil novas autorizações de residência e, no ano passado, foram 62 mil

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Foto: DR/Arquivo

Os novos imigrantes estão a “aumentar significativamente” em Portugal, principalmente os oriundos do Brasil, que nos primeiros quatro meses do ano somaram 17.000 com nova autorização de residência, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.


Na sessão de abertura do congresso do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF), que representa a maior parte destes profissionais, Eduardo Cabrita destacou “o crescimento do fluxo de turistas” no país, bem como “o aumento significativo” das novas Autorizações de Residência (AR) em 2018 e nos primeiros quatro meses deste ano.

“Portugal tem hoje uma economia em grande crescimento, isso faz com que só nestes quatro meses tenham sido dadas tantas AR como todo o ano de 2014. Faz com que tínhamos passado de 44 milhões de passageiros controlados nos aeroportos em 2016 para 55 milhões em 2018”, disse o ministro.

Segundo Eduardo Cabrita, em 2014 foram concedidas 35.000 novas AR e, no ano passado, foram 62.000.

O ministro indicou também que, entre janeiro e abril deste ano, foram 30.000 as novas AR, ou seja, foram dadas quase tantas novas AR este ano como em 2014.

Entre os novos imigrantes que estão a chegar a Portugal, Eduardo Cabrita destacou o grande afluxo de cidadãos oriundos do Brasil, que são “a principal nacionalidade de novos migrantes”.

“A estabilidade social e económica e política do Brasil tem aqui justificado que este seja o país com maior afluxo de novos residentes. Foram 28.000 novas AR para cidadãos brasileiros em 2018 e foram 17.000 só nestes primeiros quatro meses de 2019. É, por isso, que tem pouco sentido falar nas recusas de entrada que são 0,02%, isto é, um em cada cinco mil pedidos de entrada”, precisou.

Segundo o ministro, as recusas de entrada são pontuais e visam garantir a segurança, abrangendo todas as nacionalidades.

Eduardo Cabrita deu também conta que os imigrantes que já residem em Portugal querem continuar a viver no país, tendo as renovações das AR passado das 17.000 em 2014 para quase 86.000 em 2018.

Além “do crescimento exponencial do afluxo” de imigrantes, o ministro adiantou que este ano vai continuar a aumentar o número de passageiros no aeroporto de Lisboa, devendo “certamente ultrapassar” os 30 milhões de passageiros.

De acordo com Eduardo Cabrita, entraram nos aeroportos portugueses 44 milhões de passageiros em 2016 e, no ano passado, foram 55 milhões.

Já entre janeiro e abril, o número de passageiros controlados pelo SEF no aeroporto de Lisboa voltou a crescer 10%, passando dos 2,5 milhões para cerca de 2,8.

“Significa isto que Portugal é hoje um pais novamente atrativo“, sustentou.

O congresso do sindicato que representa os inspetores do SEF realiza-se ao longo do dia de hoje com o tema “Preparar Portugal para a Imigração do Século XXI; Uma Escola para o SEF – Caminhos para a Formação Específica e a Qualificação”.

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País

Comissão Europeia atribui cenário mais pessimista para Portugal à queda no turismo

Previsões

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Valença. Foto: DR / Arquivo

O comissário europeu da Economia disse hoje que o agravamento da projeção para a contração da economia portuguesa deve-se sobretudo a uma retoma abaixo do esperado no setor do turismo, e mencionou a reabertura tardia das fronteiras com Espanha.

Na conferência de imprensa de apresentação das previsões macroeconómicas intercalares de verão, nas quais Portugal foi o Estado-membro que viu mais agravada a projeção de contração do respetivo Produto Interno Bruto (PIB) – Bruxelas estima agora uma recessão de 9,8%, contra 6,8% em maio –, Paolo Gentiloni admitiu que, “sim, há uma diferença nestas previsões de verão relativamente às da primavera”.

“A diferença deve-se a um desempenho pior do que o esperado no primeiro trimestre e a uma recuperação mais lenta do que o previsto no turismo estrangeiro, particularmente no número de voos, e também no atraso da reabertura da fronteira com Espanha, que só aconteceu há alguns dias”, apontou o comissário.

Segundo Gentiloni, esta acentuada revisão em baixa das projeções para a evolução do PIB português “confirma como a incerteza em torno de voos e do turismo global podem afetar particularmente economias muito dependentes” do setor turístico.

“Penso que como enfrentar [este problema] é uma das missões da nossa estratégia de recuperação e dos nossos pacotes [de propostas]”, declarou o comissário.

Bruxelas agrava projeção de contração em Portugal para 9,8%

Quando questionado sobre se as previsões hoje atualizadas serão tidas em conta na decisão sobre a alocação dos apoios aos Estados-membros ao abrigo do proposto Fundo de Recuperação, Gentiloni não quis alongar-se, mas disse imaginar “que a chave de alocação será discutida pelos líderes de todos os pontos de vista, incluindo este”, no Conselho Europeu de 17 e 18 de julho, no qual os chefes de Estado e de Governo da UE vão tentar ‘fechar’ um acordo sobre o plano de recuperação (que inclui também o orçamento plurianual para 2021-2027).

A Comissão Europeia agravou hoje as suas previsões económicas para Portugal este ano face aos choques da covid-19, estimando agora uma contração de 9,8% do PIB, muito acima da anterior projeção de 6,8% e da do Governo, de 6,9%.

Nas previsões intercalares de verão hoje divulgadas, o executivo comunitário reviu em baixa as projeções macroeconómicas, já sombrias, da primavera para o conjunto da zona euro e da UE, mas mostra-se particularmente mais pessimista relativamente a Portugal, ao agravar a projeção de recessão em três pontos percentuais, apenas parcialmente compensada em 2021 com um crescimento de 6,0% (neste caso ligeiramente mais otimista do que os 5,8% antecipados na primavera).

Bruxelas mais pessimista projeta recessão de 8,7% do PIB na zona euro

O executivo comunitário espera então agora uma contração em Portugal acima da média da zona euro (-8,7%) e da UE (-8,3%), quando há dois meses estimava que ficasse abaixo, ao antecipar uma queda da economia portuguesa de 6,8%, contra 7,7% no espaço da moeda única e 7,6% no conjunto dos 27 Estados-membros.

“Com o confinamento a começar a diminuir em maio, a atividade económica está lentamente a retomar, mas para muitas empresas, tais como companhias aéreas e hotéis, é expectável que a mesma permaneça bem abaixo dos níveis registados antes da pandemia durante um longo período. O PIB deverá assim recuar 9,8% em 2020, antes de recuperar em torno dos 6% em 2021”, aponta a Comissão, que adverte ainda para riscos sobretudo para o lado negativo, “devido ao forte impacto do turismo estrangeiro”, setor “onde as incertezas no médio prazo permanecem significativas”.

Bruxelas nota que “a atividade económica em Portugal inverteu-se acentuadamente em março, uma vez que a pandemia de covid-19 trouxe perturbações significativas, particularmente para a grande indústria hoteleira do país”, o que levou a que, no primeiro trimestre do ano, o PIB caísse 3,8% na comparação em cadeia e 2,3% em termos homólogos, apesar dos dados muito positivos nos primeiros dois meses do ano”.

A Comissão estima que, no segundo trimestre do ano, o desempenho económico se deteriore a um ritmo ainda muito mais acentuado, de cerca de 14% na comparação trimestral em cadeia, “refletindo contrações dramáticas na maior parte de indicadores económicos”.

“O turismo tem sido o setor mais dramaticamente afetado, com as visitas a colapsarem quase 100% em abril relativamente a um ano antes”, sublinha.

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PSP e GNR apertam fiscalização de motas

Operação

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Foto: DR / Arquivo

A PSP e a GNR vão aumentar a fiscalização a partir de hoje e até 13 de julho dos veículos de duas rodas com motor para prevenir a sinistralidade e os comportamentos nas estradas.

Em comunicado, a PSP adianta que a Operação “2 ou 4 rodas, há espaço para todos” vai ser realizada a nível nacional e visa também prevenir os comportamentos dos demais utentes da via que coloquem em causa a segurança dos condutores dos veículos de duas rodas.

Durante a operação, a PSP vai fiscalizar a condução perigosa no contexto de corridas, exibições de habilidades e acrobacias com veículos na via pública, a correta utilização do capacete de proteção, o cumprimento da sinalização semafórica, a correção dos procedimentos prévios à realização da manobra de ultrapassagem e a correta mudança da via de trânsito e adequada sinalização de manobras.

A operação vai também incidir sobre o cumprimento dos limites de velocidade e das regras de prioridade e a deteção de situações de condução sob o efeito do álcool.

A PSP lembra que entre 01 de janeiro e 15 de junho de 2020 registou 13.656 acidentes de viação com danos (uma quebra de 31% em relação a 2019, com 19.710 acidentes) e, 4.727 acidentes de viação com vítimas (uma quebra de 35% em relação a 2019, com 7.259 acidentes).

Destes acidentes resultaram 36 vítimas mortais (uma diminuição de 41% em relação a 2019, com 61 vítimas), e 5.559 feridos, 247 dos quais em estado grave (uma variação global de 38% em relação a 2019, em que foram registados 8.924 feridos, dos quais 342 em estado qualificado como grave).

Das vítimas mortais registadas este ano, 19 (53%) resultaram de despistes e 10 (28%) de atropelamentos, segundo os dados da PSP.

A PSP destaca também que a sinistralidade com veículos de duas rodas com motor representa, entre 01 de janeiro e 15 de junho, 35% da sinistralidade com vítimas (1.617 ocorrências), de que resultaram oito mortos e 1.745 feridos, dos quais 76 em estado grave.

Também a Guarda Nacional Republicana (GNR) vai intensificar a partir de hoje e até dia 13 ações de sensibilização e de fiscalização rodoviária para prevenir comportamentos de risco durante a condução de motociclos e ciclomotores nas estradas com mais tráfego.

A GNR adianta hoje em comunicado que a operação “Moto” 2020 visa inverter a tendência de aumento da sinistralidade e contribuir para um ambiente rodoviário mais seguro.

A GNR lembra que este ano, cerca de 30% do total de vítimas mortais em acidentes de viação após o fim do estado de emergência, estão relacionadas com acidentes envolvendo estes veículos.

De acordo com dados da GNR, em 2018 e 2019, 1.123 pessoas morreram ou ficaram gravemente feridas em acidentes com veículos de duas rodas a motor.

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Bruxelas mais pessimista projeta recessão de 8,7% do PIB na zona euro

Previsões

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Foto: DR / Arquivo

A Comissão Europeia reviu hoje em baixa as projeções para a economia da zona euro este ano devido à pandemia de covid-19, estimando agora uma contração de 8,7% do PIB.

Nas previsões intercalares de verão hoje publicadas, o executivo comunitário aponta que, “dado o levantamento das medidas de confinamento estar a ser levado a cabo a um ritmo mais gradual do que o assumido” nas anteriores projeções da primavera, há dois meses, “o impacto na atividade económica em 2020 será mais significativo do que o antecipado”.

Assim, a Comissão, que em maio projetava para este ano uma contração, já recorde, de 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no espaço da moeda única, prevê agora um recuo de 8,7%, apenas parcialmente compensado em 2021, com um crescimento de 6,1% (na primavera apontava para 6,3%).

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