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Novo romance de Mia Couto é uma homenagem à cidade da Beira, onde nasceu

Literatura

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Mia Couto no Gerês. Foto cedida a O MINHO

O escritor moçambicano Mia Couto classificou hoje o seu novo romance, “O Mapeador de Ausências”, como uma homenagem à cidade da Beira, onde nasceu e viveu até aos 17 anos e onde hoje lançou a nova obra.


“É uma homenagem à cidade da Beira e não seria justo que eu começasse por lançar este livro fora da cidade que é a mãe desta história”, disse à Lusa, à margem do evento no auditório da Faculdade de Economia da Universidade Católica de Moçambique.

“É uma história que se desenvolve a partir da minha memória sobre a minha cidade”, explicou, ao realçar a importância da urbe: “aqui me transformei num contador de histórias”.

No livro “O Mapeador de Ausências”, um poeta desloca-se pela primeira vez em muitos anos à terra natal, nas vésperas do ciclone que a arrasou em 2019 – numa alusão ao Idai, ciclone que atingiu o centro de Moçambique em março do último ano, e provocou 603 mortos e afetou a vida, até hoje, de dezenas de milhares de pessoas.

“Há um poeta que vem à procura da sua infância” e que “vai começar a perceber que aquilo que é presente para ele no sentido temporal, nasce da ausência de alguém”, descreveu.

Na obra, Mia Couto recorda o pai – o jornalista e poeta Fernando Leite Couto – entre outras figuras que, apesar de ausentes, permanecem vivas nas suas memórias.

O autor cresceu durante a época da guerra pela independência de Moçambique e hoje lança “O Mapeador de Ausências”, numa altura em que o país é palco de outros confrontos armados, no centro e norte, apelando a que as histórias das vítimas não fiquem por contar.

“Acho importante que a informação”, através dos órgãos de comunicação social, “transmita não só relatórios sobre as agressões, os ataques feitos por terroristas, mas construa a história das pessoas que estão a ser assassinadas”.

Autor de mais de 30 livros, Prémio Camões em 2013, Mia Couto regressa ao romance depois de ter publicado em 2019 a coletânea de textos de intervenção cívica “O Universo num Grão de Areia” e “O Terrorista Elegante”, três novelas curtas escritas em parceria com o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

“O Mapeador de Ausências” será publicado em Portugal em novembro, pela Editorial Caminho.

LFO/JYJE // MAG

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País

Governo “não pondera, para já, avançar com cercas sanitárias”

Covid-19

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Foto: DGS

O Governo não vai avançar, para já, com a implementação de cercas sanitárias nos concelhos mais afetados pela pandemia de covid-19.

O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, durante a habitual conferência de imprensa da Direção-Geral da Saúde.

“Temos aprendido muito neste processo pandémico e não se consideram, para já, as cercas sanitárias”, disse o secretário de Estado.

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País

PCP diz que ainda “não estão preenchidos” critérios para viabilizar documento

Orçamento do Estado para 2021

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Foto: DR

O PCP afirmou hoje que, neste momento, “não estão preenchidos” os critérios para viabilizar a proposta de Orçamento do Estado para 2021, e que passam por “uma resposta global” aos problemas do país.

Em conferência de imprensa no parlamento pouco antes de arrancarem as votações na especialidade do documento, às 15:00, o líder parlamentar comunista, João Oliveira, foi questionado se tal significa que não haveria condições para o partido se abster, como fez na generalidade.

“Corresponde a isso, os critérios que identificámos na apreciação do Orçamento do Estado relativamente ao seu destino na votação final global, no nosso entender neste momento não são critérios que estejam preenchidos”, afirmou, acrescentando que o PCP fará, nos próximos dias, “a verificação do que venha a ser a opção do Governo relativamente à resposta global aos problemas do país e à aprovação em concreto das propostas que corporizem essa solução”.

João Oliveira recusou tratar-se de um ultimato ou último aviso ao Governo, mas de “um ponto de situação” pouco antes de se iniciarem as votações, lembrando os critérios definidos pelo PCP para o seu posicionamento “para que não haja nem ilusões nem deturpações”.

“Se houver um Orçamento do Estado que dê resposta global aos problemas do país, o PCP não terá problemas em viabilizá-lo, se não der resposta, não teremos dificuldade nenhuma em chumbá-lo”, assegurou.

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País

Estudo sugere que imunidade a reinfeção duram seis meses para maioria

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

As pessoas contagiadas com o novo coronavírus ficam menos suscetíveis a serem novamente infetadas durante os seis meses seguintes, segundo um estudo anunciado hoje no Reino Unido.

A investigação da Universidade e dos hospitais universitários de Oxford, que ainda não foi sujeita a avaliação de outros cientistas, centrou-se no estudo de 12.080 voluntários que trabalham nos hospitais universitários e foram testados regularmanete entre abril e novembro.

“Este estudo contínuo com uma grande quantidade de sujeitos mostrou que uma infeção dá proteção contra a reinfeção à maior parte das pessoas durante pelo menos seis meses”, declarou um dos autores, David Eyre, do departamento de saúde pública da Universidade de Oxford.

“Não encontrámos nenhuma infeção com sintomas nos participantes que testaram positivos para anticorpos, enquanto 89 dos que testaram negativo foram infetados com o vírus e tiveram sintomas”, refere.

Considera ainda que se trata de “uma boa notícia, porque se pode ter a certeza que, pelo menos a curto prazo, a maior parte das pessoas infetadas não voltam a sê-lo”.

O estudo acrescenta que “os níveis de anticorpos diminuem com o tempo, mas o estudo mostra que existe alguma imunidade entre as pessoas que foram infetadas”.

Mais de 56 milhões de casos de infeção pelo SARS-CoV2 foram diagnosticados e mais de 36 milhões foram dados como curados, com raros casos de reinfeção.

Um outro estudo realizado pelo Imperial College de Londres e pelo instituto Ipsos Mori e divulgado no mês passado mostrou que a imunidade adquirida pelas pessoas que recuperaram da infeção diminui “bastante rapidamente”, especialmente quando se trata de pessoas sem sintomas, dissipando-se em poucos meses.

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