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Braga

Novo hotel em Braga: vereador do Urbanismo vota contra, presidente da Câmara a favor

Projeto na Avenida Central tem a mão do empresário António Salvador

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Ricardo Rio e Miguel Bandeira. Foto: DR / Arquivo

É a primeira divisão entre os vereadores da maioria (PSD/CDS) na Câmara de Braga. O vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira vota esta terça-feira, em reunião de Câmara, contra o projeto de construção de um hotel de luxo na área de proteção patrimonial do Recolhimento das Convertidas, na Avenida Central. O presidente do Município, Ricardo Rio vota a favor.

Foto: DR

Em causa a volumetria do edifício a edificar pelo grupo Hotti-Braga Hotéis, SA, de que é sócio o empresário bracarense, António Salvador. O projeto prevê a reconversão de três prédios, mantendo a fachada original mas crescendo para as traseiras.

Ricardo Rio acha que a volumetria é aceitável e lembra que a Direção Regional de Cultura do Norte não se opôs. Já Bandeira, em despacho em que leva a decisão à reunião de vereadores refere que o parecer da Direção Regional é omisso no que toca à volumetria, e manifesta-se “desfavorável” ao hotel, “na convicção de que a presumida excecionalidade do hotel não pode, nem deve, sobrepor-se à excecionalidade primordial do imóvel patrimonial classificado do Recolhimento das Convertidas”.

Contactado por O MINHO, Rio disse que a discordância de opiniões não afeta as relações institucionais e pessoais na Câmara, nomeadamente entre ele mesmo e Miguel Bandeira, sendo um saudável exemplo de prática democrática.

A este propósito, o vereador do PS, Artur Feio disse que só em reunião que decorre esta noite é que será decidido qual o sentido de voto dos socialistas, mas estranhou que Bandeira tenha posto a questão ao executivo municipal: “ele tem poderes para aprovar ou chumbar um dado projeto, desde que o faça nos termos legais. Tem medo de os usar”, pergunta.

O MINHO tentou, mas não conseguiu, contactar o vereador comunista, Carlos Almeida.

O Hotel Plaza Central integrará o conjunto arquitetónico protegido e está projetado para os edifícios contíguos à Casa de Recolhimento das Convertidas, na avenida Central.

O projeto prevê a requalificação do edifício, mantendo as fachadas, com a edificação de um novo bloco de seis andares e um total de 110 quartos.

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