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Famalicão

O “novo circo” chega com tudo ao Minho

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Foto: Thiago Correia

O circo é hoje uma arte que concilia a modernidade e a tradição. Não há espaço mais democrático, desde o mais pequenino, passando pelo mais engraçado, aqueles que buscam actividades desportivas ou querem exercitar a criatividade, há lugar para todos.

Uma arte popular, mas também uma arte que se integra nos diferentes movimentos culturais contemporâneos. O novo circo funde-se com a música, a dança e a iconoclastia de todas as culturas do mundo.

O Instituto Nacional de Artes do Circo nasceu da necessidade de espaços como esse no país. Sua nova sede, em Vila Nova de Famalicão, recebe neste sábado dia 14 de outubro das 10h as 13h, um open day para toda a gente da região que quiser conhecer o espaço.

“Havia uma lacuna muito grande de espaços e locais onde pudéssemos nos concentrar, ensaiar e criar”, explicou Bruno Machado que faz parte do conselho diretivo do instituto, junto com Juliana Moura e André Borges.

Bruno nasceu em Vila Nova de Famalicão, formado pela Chapitô e National Center For Circus Arts de Londres. Ele esteve em diversos países como Espanha, França, Inglaterra e percebeu que lá haviam vários espaços de circo que cá não havia. Logo depois ele conheceu a Juliana e juntos começaram a desenhar o projeto.

“Tivemos em contato com outros espaços de circo também, para nos ajudarem para perceber como que podíamos desenhar a coisa de uma forma mais correta e depois foi nascendo. Não conseguimos logo termos um espaço nosso porque a infraestrutura é muito grande e é um projeto arrojado, completamente privado”, comentou.

O projeto, nasceu em 2012 e inicialmente foi desenhado em Famalicão, porém para arrancar eles precisavam de um espaço que ainda não existia no concelho.

“Precisávamos de um espaço que em Famalicão ainda não existia e já tinha uma pequena estrutura na Maia, o espaço é um clube de ginástica, por isso em relação aos materiais de acrobacia que são materiais que não se encontram em qualquer sítio, tinha lá, então arrendamos um espaço daquele clube para arrancarmos com o projeto”, explicou Juliana, brasileira, nascida em Santo André, São Paulo, formada em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela Escola Nacional de Circo também no Rio de Janeiro.

O INAC passou a ser o maior núcleo de “produção” e “partilha” de circo. Diariamente cerca de 35 pessoas envolvidas com o circo passavam pelo instituto.

Devido a grande procura e grande demanda o espaço passou a não ser o suficiente, fazendo com que eles voltassem a Famalicão.

“Já não podíamos estar lá, porque o próprio clube já tinha a atividade deles e a procura estava sendo muito grande para atividades também, não só profissionais como outras e isso uniu com o convite da própria câmara de Famalicão a voltarmos a casa, digamos assim” salientou.

A volta a Famalicão

Em setembro de 2017 o INAC volta a Vila Nova de Famalicão em um espaço amplo e arrojado. O Instituto possui suas instalações na zona do Lago Discount, Lugar do Xisto. No total são 1.500 metros quadrados dedicados a formação e criação a proporcionar o fomento as artes do circo.

“Em 2012 tínhamos esse primeiro objetivo que era suprir essa necessidade de formação cá. Só que depois percebemos que na verdade era necessário mesmo muito mais do que isso, não só formação, mas espaço para treino, atividades, ou seja, um lugar onde o circo pudesse ser trabalhado nas suas diversas áreas. Um ponto de encontro mesmo para que as pessoas viessem. Um lugar onde o profissional possa vir desde as 9h da manhã que vai ter um espaço. Por isso o nome instituto, podia ser escola profissional, podíamos ter focado só na formação, mas não estamos focados só nisso”, explicou Juliana.

“Em Portugal não existe espaços que estejam preparados para criação artística dentro do circo contemporâneo. Vamos acolher brevemente uma companhia espanhola e uma companhia italiana também, ainda este ano para residências artísticas. O INAC funciona em varias vertentes, em varias linhas de trabalho social, inclusão, profissional o de lazer com miúdos desde pequeninos até grandes”, completou Bruno.

Agora o INAC, além de ser referência internacional de formação de circo em Portugal, passará a ser também referência no que se diz respeito a espaço de formação, criação e apresentação.

Mercado de Trabalho

E o que esses profissionais podem esperar após a formação? Segundo Bruno, Portugal tem abraçado o circo de uma forma muito boa.

“Portugal, com esta explosão de turismo nestes últimos anos, veio crescendo, com isso também foi crescendo vários festivais. Então quando se fala no circo e nas artes de rua também, as coisas estão muito interligadas, houve mais mercado ainda para se criarem novas companhias e novos festivais e trazer alguns artistas que estavam lá fora com vontade de voltar a Portugal, mas não vinham porque não tinham trabalho”.

“O circo tem invadido até espaços mais formais, digamos assim, em relação a outras áreas é muito mais marginal, mas já começa a dividir espaço com a dança, com a musica, já se vê programações. Temos um festival só de circo, ou seja, a nível do território nacional, já se começa a expandir o mercado, começa a se ver a procura do circo contemporâneo não só para entretenimento, porque esse já havia”, afirma Juliana.

Hoje, o INAC atende cerca de trinta alunos de diversos países como Finlândia, Irlanda, Suécia, Israel e outros, além de quinze professores.

Mas como essas pessoas chegam ao instituto? Juliana conta diversos fatores.

“Elas chegam porque estão a procura de circo e quando se fala circo fala-se no mundo. Aquela essência nómada,  então assim não é difícil, a pessoa que se interessa pelas artes do circo geralmente tem o horizonte mais aberto, procura fora, então é muito natural essa troca cultural e aqui na Europa as fronteiras são muito próximas. Da nossa parte também como escola é importante dizer que nós temos um corpo docente com muita experiência e com boa formação, isso também chama a atenção. Nesse momento também temos um espaço que chama a atenção porque não há um espaço como esse em território nacional, com essa dimensão”.

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Metalomecânica acentua tendência de crescimento em Famalicão

Economia

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Foto: Divulgação / Famalicão Made IN

O volume de negócios da indústria metalomecânica cresceu 17% em Vila Nova de Famalicão, acima dos 312 milhões de euros, informou hoje o Famalicão MadeIN.

Dados macroeconómicos
• Número de Pessoas ao Serviço: 3.031
• Número de Empresas: 288
• Volume de Negócios: 312 M€
• Volume de Exportações: 171 M€
• Valor Acrescentado Bruto (VAB): 107 M€

De acordo com aquela agência de investimento da autarquia, trata-se de “um crescimento superior a dois dígitos, em linha com a tendência dos últimos anos, e que atesta o peso cada vez mais significativo do setor na economia do concelho. Resulta, aliás, da aposta numa estratégia de expansão e modernização da capacidade instalada em infraestruturas e tecnologia de vanguarda, que tem sido decisiva para a afirmação da indústria metalomecânica famalicense no plano nacional e internacional”.

De acordo com a fonte, a robustez do setor encontra também leitura no valor acrescentado bruto, que cresceu 14%, para os 107 milhões de euros, de acordo com os mais recentes dados macroeconómicos divulgados pelo INE, no Anuário Estatístico Regional 2018, bem como no número de empresas existentes no concelho (288 contra 286) e no número de pessoas ao serviço (3031 contra 2782), um aumento de 9%.

Quanto às exportações, há a registar um ligeiro decréscimo para os 171 milhões de euros (face aos 174 milhões em 2017), correspondendo a 8% do total das exportações do concelho, sendo Espanha (23%), França (21%), Alemanha (9%) e EUA (6%) os principais mercados das vendas internacionais.

“Em Vila Nova de Famalicão, empresas de dimensão mundial produzem o que outras não são capazes. Vantagem competitiva em todo o mundo e aspeto altamente diferenciador é precisamente o que estas empresas conquistam ao produzirem máquinas para setores tão diversos como o têxtil, naval, militar, químico, petrolífero e automóvel, entre outros”, destaca o Famalicão MadeIN.

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Mulher morre atropelada em Famalicão

Vale de S. Cosme

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Foto: DR / Arquivo

Uma mulher com cerca de 50 anos morreu hoje atropelada por um automóvel em S. Cosme, Vila Nova de Famalicão, disse fonte dos bombeiros.

Segundo a fonte, a mulher iria entrar na sua viatura e terá sido colhida por uma outra que no momento estava envolvida num acidente de viação.

O alerta foi dado pelas 14:15 e o óbito foi declarado no local.

Para o socorro, foram mobilizados os Bombeiros Voluntários Famalicenses e uma viatura médica de emergência e reanimação.

A GNR tomou conta da ocorrência.

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Rixa com disparos no centro de Famalicão acaba com mulher detida

Em duas artérias

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Foto: DR / Arquivo

Uma mulher foi detida, na manhã de sábado, no centro de Famalicão, por condução sob efeito de álcool, na sequência de uma intervenção da PSP por alegada rixa. O caso deu-se em duas artérias da cidade – Praça D. Maria II e Rua Capitão Manuel Carvalho.

Segundo a PSP, aquela polícia foi alertada para uma rixa entre vários indivíduos, pelas 07:30, com disparos de arma de fogo. Aquando da chegada dos elementos policiais, os referidos indivíduos já se tinham posto em fuga numa viatura que foi identificada pelos agentes.

Após diligências, os agentes intercetaram  cinco indivíduos, duas mulheres e três homens, com idades compreendidas entre os 21 e 43 anos, suspeitos dos factos mencionados.

“No decorrer da intervenção policial, não lhes foram encontrados indícios do uso de armas de fogo, contudo na sequência da fiscalização efetuada, foram pelos próprios confirmados os desacatos, negando utilização de armas de fogo”, refere a PSP em nota enviada a O MINHO.

De seguida, foi efetuado o teste alcoolémia à condutora do veículo, tendo apresentado uma TAS de 1,63 gramas por litro no sangue, motivo pelo qual foi a mesma detida e notificada para comparecer nos Serviços do Ministério Público do Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão.

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