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País

Novas regras para o tráfego aéreo entraram hoje em vigor

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

As novas regras para o tráfego aéreo em Portugal entraram em vigor às 00:00 de hoje, dia em que são permitidas ligações aéreas com mais países, no âmbito do controlo da pandemia de covid-19.

A partir de hoje, duplica o número de países externos à União Europeia e ao Espaço Schengen que podem ter ligações aéreas regulares de e para Portugal por apresentarem um quadro epidemiológico positivo.

A lista de países inclui a Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Geórgia, Japão, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Tailândia, Tunísia e Uruguai.

O tráfego aéreo continua aberto com os países que integram a União Europeia, os países associados ao Espaço Schengen (Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça) e o Reino Unido.

O ministro da Administração Interna, Eduardo cabrita, já tinha referido que os voos de e para outros destinos serão permitidos apenas em viagens essenciais.

A autorização de viagens essenciais estava limitada, até agora, a voos com origem em e para países lusófonos e EUA.

São consideradas viagens essenciais as que permitem o trânsito, entrada ou saída de Portugal aos cidadãos nacionais da União Europeia (UE) ou de países associados ao Espaço Schengen e respetivos familiares e aos estrangeiros com residência legal num estado-membro da UE, bem como aquelas que sejam realizadas por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias.

Os passageiros continuam a dever apresentar um teste negativo de rastreio à covid-19, realizado nas 72 horas anteriores à partida. Esta medida é excecionada aos que estejam em trânsito e não tenham de deixar as instalações aeroportuárias.

Os cidadãos nacionais e estrangeiros com residência legal em Portugal e ainda o pessoal diplomático acreditado em Portugal que, a título excecional, não apresentem aquele comprovativo terão de fazer o teste à chegada, em instalações no interior do aeroporto, e a expensas próprias.

Caso estes se recusem a fazer o teste à chegada incorrem nos crimes de desobediência e propagação de doença contagiosa.

Relativamente aos cidadãos estrangeiros será recusada a entrada em território nacional de todos os passageiros que embarcarem sem o teste realizado, sendo a companhia aérea objeto de uma contraordenação em caso de incumprimento.

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País

Estudo descobre mecanismo de plasticidade molecular na doença de Parkinson

Saúde

Foto: DR / Arquivo

Um estudo da Universidade de Coimbra (UC), liderado pelo neurocientista Miguel Castelo-Branco, da Faculdade de Medicina, revela “um mecanismo surpreendente de reorganização funcional do cérebro”.

Publicado na PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), revista da Academia Americana de Ciências, o estudo teve como objetivo “avaliar a capacidade de reorganização do cérebro na fase inicial de uma doença neurodegenerativa, a doença de Parkinson”, refere a UC numa nota hoje divulgada.

A investigação, que foi desenvolvida com a colaboração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), “insere-se numa estratégia de estudar a capacidade que o cérebro tem de se readaptar ao longo da vida na saúde e na doença”.

Para isso, a equipa, que também integra investigadores do Coimbra Institute for Biomedical Imaging and Translational Research (CIBIT) e do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), “combinou de forma única um conjunto de métodos funcionais e moleculares de imagem que permitissem avaliar os movimentos oculares” – uma função que na doença de Parkinson está alterada muito precocemente – dos participantes no projeto durante a realização de tarefas muito simples.

O resultado do estudo é surpreendente, porque “a plasticidade foi demonstrada a nível funcional e molecular no cérebro adulto, que se pensa ter menor plasticidade que o cérebro jovem”, afirma, citado pela UC, Miguel Castelo-Branco.

“Para além do mais, este efeito foi observado numa fase inicial de uma doença neurodegenerativa, a doença de Parkinson. Isto mostra as reservas de compensação que o nosso cérebro tem, mesmo na adversidade”, sublinha.

Sabendo-se que os sistemas visual e motor se modificam na doença de Parkinson, o artigo agora publicado, que tem como primeira autora a investigadora do CIBIT Diliana Rebelo, demonstrou que “a falência do sistema de execução de movimentos oculares é compensada nas fases iniciais da doença pelo recrutamento aumentado da parte do sistema visual que os programa”.

Os autores do estudo detetaram ainda, usando a técnica de PET (tomografia por emissão de positrões), um mecanismo molecular que “explica esta compensação funcional ao nível das estruturas que estão na base da comunicação entre os neurónios: as sinapses”.

Verificou-se, prosseguem os especialistas, que “os níveis de um tipo de recetores (D2) de dopamina, que é a molécula chave na doença de Parkinson, ajustavam-se em várias partes do cérebro, relacionadas com a programação de movimentos oculares. Esse ajustamento tinha uma relação íntima com o padrão de compensação funcional encontrado”.

De forma mais simples, pode dizer-se que “há uma espécie de reorientação dos circuitos oculares, de reformação de conexões, mesmo a nível molecular. É quase como se houvesse um ‘shift’ para a parte mais posterior do cérebro”, ilustra, citado pela UC, Miguel Castelo-Branco.

A descoberta de um elo entre plasticidade sináptica e reorganização da atividade cerebral na doença de Parkinson “abre caminho para, em trabalhos futuros, se entender os limites da reorganização do cérebro adulto e na aplicação à reabilitação neurológica”, informa.

Ou seja, esclarece o docente da Faculdade de Medicina da UC, este estudo demonstra que “a reabilitação em doentes de Parkinson é possível. Estes resultados podem ter impacto para atrasar o declínio”.

Por outro lado, “este trabalho também dá informação sobre o efeito dos fármacos, isto é, fornece informação que pode ser relevante para a terapêutica, porque a dopamina é a molécula central na doença de Parkinson”.

“Ao olharmos para os mecanismos de compensação molecular, ficamos com muito mais informação sobre os efeitos terapêuticos dos fármacos”, que “nomeadamente dá pistas para ajudar a prevenir efeitos secundários associados à terapêutica”, conclui.

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País

Costa deseja sucesso a Biden e quer relançamento das relações com EUA

Política

Joe Biden e Kamala Harris. Foto: Twitter / Joe Biden

O primeiro-ministro, António Costa, enquanto presidente em exercício do Conselho da UE, dirigiu hoje os “votos dos maiores sucessos” ao novo Presidente norte-americano, Joe Biden, sublinhando a necessidade de um relançamento das relações com os Estados Unidos.

Discursando no Parlamento Europeu, em Bruxelas, na apresentação das prioridades da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, Costa, abordando aquela que é a terceira prioridade do semestre – a vertente de política externa, de “uma União Europeia aberta ao mundo” -, lembrou que hoje mesmo há uma mudança de administração em Washington, que espera que abra as portas a uma nova relação transatlântica com os EUA.

“E neste dia em que tomará posse o Presidente Joe Biden, não posso deixar de lhe dirigir os votos dos maiores sucessos no seu mandato e de referir a necessidade de relançarmos as relações, cada vez mais próximas, com os Estados Unidos”, nomeadamente nas áreas do clima, da luta contra a covid-19, na defesa do multilateralismo, da segurança, do comércio, e também do digital, declarou.

No contexto da maior abertura da Europa ao mundo, Costa defende que a Europa deve procurar também, “naturalmente, continuar a reforçar, desde logo, as parcerias de vizinhança, a Leste e a Sul, e a parceria estratégica com o continente africano”, além das relações transatlânticas com o Reino Unido, os Estados Unidos e a América Latina.

O chefe de Governo deixou também uma palavra em particular para o “novo vizinho e velho aliado” Reino Unido, que deixou em definitivo a União no dia em que Portugal assumiu a sua quarta presidência do Conselho da UE, em 01 de janeiro passado.

“Atenção especial merece, obviamente, o Reino Unido, novo vizinho e velho aliado, que continuará a ser um importante parceiro para a União Europeia”, disse Costa, que espera em breve o consentimento do Parlamento Europeu ao acordo de comércio e cooperação alcançado na véspera de Natal entre a UE e Londres.

“Vacinação é condição para recuperação pós-pandemia”

Apontando que “a principal marca” da presidência portuguesa, quanto ao Indo-Pacífico, “será promover uma parceria mais próxima e estratégica entre as duas maiores democracias do Mundo, a União Europeia e a Índia”, Costa lembrou aquele que será o principal evento do semestre em termos de relações com países terceiros: “acolheremos uma cimeira UE-Índia, no Porto, em maio, centrada na cooperação em matéria do digital, comércio e investimento, produtos farmacêuticos, ciência e espaço”.

O primeiro-ministro português reiterou que a UE deve reforçar a sua autonomia estratégica apontando que, “como esta pandemia evidenciou, a Europa não pode estar totalmente dependente do fornecimento por terceiros de bens essenciais, nem de cadeias de valor tão extensas, que têm um elevado risco de interrupção”.

“Trata-se de um debate muito exigente porque implica ao mesmo tempo a política industrial, a política de concorrência e a política comercial”, admitiu, ressalvando de imediato que tal “não pode significar nem uma deriva protecionista, nem a mirífica promoção de «campeões europeus»”.

Por fim, Costa fez questão de se referir ao que classificou como “uma questão central da relação da Europa com o Mundo: as migrações”, um tema que admite não ser consensual entre os 27.

“Estamos cientes das diferentes sensibilidades existentes. Mas as migrações são uma realidade desde que existem seres humanos no planeta. E assim continuará a ser enquanto a espécie humana conseguir sobreviver. É também inegável que a sua gestão exige uma ação europeia comum. Devemos, portanto, continuar o trabalho sobre o novo Pacto para as Migrações e o Asilo, tentando encontrar o equilíbrio adequado entre as suas dimensões interna e externa, sem esquecer também a migração legal”, declarou

António Costa, na condição de presidente em exercício do Conselho da UE, debate hoje com o Parlamento Europeu, em Bruxelas, as prioridades da presidência portuguesa para o primeiro semestre do ano.

Menos de uma semana após ter acolhido a visita a Lisboa de uma delegação do colégio da Comissão Europeia liderada pela presidente Ursula von der Leyen, na passada sexta-feira, e de também já ter recebido o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, no lançamento da presidência, no início do mês, Costa completa assim a ronda de discussões institucionais sobre o programa do semestre com o Parlamento Europeu.

No final do debate no hemiciclo, Costa, Von der Leyen e Sassoli darão uma conferência de imprensa conjunta, às 13:00 locais (12:00 de Lisboa), após o que o primeiro-ministro terá reuniões separadas com os líderes das duas maiores bancadas do Parlamento Europeu, o alemão Manfred Weber, presidente do grupo do Partido Popular Europeu (PPE), e a espanhola Iratxe García, presidente do grupo dos Socialistas e Democratas (S&D).

A terminar a agenda da deslocação de hoje de António Costa a Bruxelas, está prevista uma nova reunião com Charles Michel, na sede do Conselho, às 17:00 locais.

Sob o lema «Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital», a presidência portuguesa da UE, até final de junho, assume como grandes prioridades a promoção de uma recuperação da crise económica e social provocada pela pandemia alavancada pelas transições climática e digital, a concretização do Pilar Europeu dos Direitos Sociais da UE e o reforço da autonomia de uma Europa aberta ao mundo.

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País

Instituto apela à dádiva de sangue, reservas dão para quatro a 19 dias

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

O Instituto Português do Sangue apelou à dádiva, lembrado que as suas reservas dão para entre quatro e 19 dias e que os grupos sanguíneos mais afetados são o A positivo, A negativo, O negativo e B negativo.

Numa nota enviada às redações, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) alerta para o facto de os meses de janeiro e fevereiro serem “particularmente exigentes para a manutenção das reservas de sangue em níveis confortáveis”, devido ao frio e às constipações, sublinhando que, este ano, a situação é agravada pela pandemia de covid-19, as medidas de confinamento e as regras para garantir a segurança para dadores e profissionais.

Segundo os dados do IPST, à data de 19 de janeiro, do grupo sanguíneo “A positivo”, o mais prevalente na população portuguesa, há reserva para quatro dias, e do “O negativo” (dador universal) e “B negativo” existe reserva para cinco dias.

“No entanto, a reserva estratégica nacional, que considera também as reservas existentes nos hospitais, é de 12 a 35 dias, consoante os grupos sanguíneos. Apesar da suspensão da atividade programada não urgente em alguns Hospitais, a necessidade diária de componentes sanguíneos mantém-se”, frisa o IPST.

“Vacinação é condição para recuperação pós-pandemia”

O instituto pede que se dê sangue, relembrando que “mesmo em tempos de pandemia é possível continuar a ajudar a salvar vidas, já que nos locais de colheita foram reforçadas todas as medidas para que o ato se efetue com segurança” e as deslocação para efeitos de dádiva são permitidas pelas autoridades.

Para ser dador de sangue, basta ter entre 18 e 65 anos (o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos), ter peso igual ou superior a 50 quilos e ter hábitos de vida saudável.

Na terça-feira, a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepodabes) tinha apelado à dádiva de sangue, alertando que diversos grupos sanguíneos apresentam reservas nacionais inferiores a sete dias.

“As reservas nacionais de sangue apresentam neste momento níveis preocupantes em diversos grupos sanguíneos. Mesmo em pandemia os hospitais continuam a necessitar de sangue para dar resposta às necessidades dos seus doentes”, alerta a Federação, pedindo aos portugueses para que mantenham as suas dádivas.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação explicou que os grupos A positivo, O negativo e B negativo são os que preocupam mais porque só têm reservas para quatro dias, enquanto o O positivo, A negativo e o AB negativo “estão um pouco melhor, mas não estão bons”.

O responsável disse também que devido à pandemia as unidades móveis a circular pelas grandes cidades não estão a funcionar assim como há dificuldades em encontrar locais para a colheita, nomeadamente quartéis de bombeiros, enquanto se mantiver a situação do covid-19.

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