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Nova Política Agrícola Comum pode ser oportunidade para apostar nos biológicos

Diz Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (Agrobio)

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da direção da Agrobio defendeu que a Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020 pode constituir uma oportunidade para apostar nos biológicos, apesar dos cortes previstos no âmbito do próximo quadro comunitário.

“A futura Política Agrícola Comum vai deixar um maior grau de flexibilidade a cada país para apostar naquilo que verdadeiramente acha que é estratégico. Nós estamos expectantes e a conversar com o Governo no sentido de poder apostar nesta agricultura”, afirmou Jaime Ferreira, em declarações à Lusa.

De acordo com o responsável da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (Agrobio), apesar de o ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia) retirar recursos do orçamento da UE, “onde há uma dificuldade, também há uma oportunidade”.

Posto isto, a Agrobio defendeu que mais dinheiro não significa melhores resultados, por isso, é importante saber como alocar os recursos disponíveis.

“Nós temos que colocar o dinheiro onde resultem bens públicos […]. Não é a União Europeia (UE) que nos diz onde vamos colocar o dinheiro. Desta vez, vai-nos ser dada a oportunidade de fazer escolhas como nunca houve. Não há mais desculpas, ou se quer apostar na agricultura biológica ou não se quer”, vincou.

O presidente da direção da Agrobio disse ainda acreditar que da parte do executivo haverá “interesse e vontade” em apostar neste tipo de produção, através de, por exemplo, incentivos para novos agricultores, de um programa de conversão da agricultura tradicional para a biológica e de ações de sensibilização para novos agricultores.

Jaime Ferreira considerou ainda ser “muito positiva” a entrada do PAN no Parlamento Europeu, acrescentando que os partidos ‘verdes’ são os que mais lutam pela promoção da agricultura biológica, impulsionados pelos consumidores que defendem “as questões ambientais, o bem-estar animal e a promoção de uma agricultura menos poluente e mais sustentável”.

A Comissão Europeia propôs, em 01 de junho de 2018, uma verba de cerca de 7,6 mil milhões de euros no Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2021-2027, a preços correntes, abaixo dos 8,1 mil milhões do orçamento anterior, com uma ligeira subida nos pagamentos diretos e cortes no desenvolvimento rural.

Também a preços correntes, para o QFP 2021-2027 está prevista uma verba de 4,2 mil milhões de euros no primeiro pilar da Política Agrícola Comum (PAC) (referente a pagamentos diretos) e de 3,4 mil milhões no segundo (para o desenvolvimento rural).

Criada há 34 anos, a Agrobio dedica-se, sobretudo, a apoiar os agricultores e a promover a agricultura biológica junto dos consumidores, tendo também uma vertente ligada à educação ambiental.

Esta organização não-governamental conta, atualmente, com cerca de oito mil associados, entre agricultores e consumidores.

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País

Grande maioria dos casos de diabetes são diagnosticados sem suspeita clínica prévia

Saúde

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Foto: Ilustrativa / DR

Cerca de 80% dos casos de diabetes são diagnosticados sem qualquer suspeita prévia, segundo as conclusões preliminares de um estudo hoje reveladas pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

A assinalar hoje o Dia Mundial da Diabetes, a Apifarma recorda que as análises clínicas integram uma longa cadeia de cuidados que vai desde a identificação precoce da predisposição genética até à monitorização dos tratamentos prescritos aos diabéticos.

Para sensibilizar a opinião pública para a importância das análises clínicas e do diagnóstico precoce, a Apifarma Diagnósticos – comissão que representa o conjunto das empresas que desenvolvem atividade na área dos Dispositivos Médicos para Diagnóstico ‘in vitro’ – está a conduzir o estudo “A Relevância dos Resultados das Análises Clínicas para o Diagnóstico e Gestão Clínicos – Contributo para a Diabetes”, com o Centro de Investigação Sobre Economia Portuguesa (CISEP) e sob coordenação de Carlos Gouveia Pinto.

Os resultados preliminares indicam que os meios de diagnóstico aportam um triplo benefício: primeiro clínico, ao dotarem os médicos de informação de suporte à decisão – cerca de 66% das decisões clínicas são influenciadas pelos resultados das análises; segundo económico, ao permitirem poupanças resultantes de melhores decisões por parte dos prestadores de cuidados de saúde; e por último qualidade de vida dos doentes, ao permitirem comparar os resultados de diferentes terapêuticas.

O estudo, que integra um painel de especialistas de Medicina Geral e Familiar com larga experiência no acompanhamento de doentes diabéticos, indica que em cerca de 80% dos casos o diagnóstico laboratorial positivo da Diabetes foi feito sem existir qualquer suspeita clínica prévia.

As primeiras conclusões indicam que o contributo do Diagnóstico ‘in vitro’ para a prevenção das complicações crónicas da Diabetes varia entre os 35% (no caso do pé diabético e no acidente vascular cerebral isquémico) e os 80% (no caso da doença renal diabética). No caso da doença cardiovascular isquémica, o valor situa-se nos 45%.

Este contributo, designado Fator Atribuível (FA), foi avaliado tendo em conta medidas preventivas das complicações da diabetes, como os rastreios para a retinopatia e a neuropatia diabética, o exame dos pés e o controlo de outros fatores de risco cardiovascular como a hipertensão arterial e o tabagismo, por exemplo.

O estudo indica ainda que cerca de 65% dos doentes com diabetes tipo 2 realizam Automonitorização da Glicemia Capilar (AMG), cerca de 20% dos quais atuam de acordo com os resultados da AMG.

Na avaliação do controlo metabólico (glicémico), no contexto dos cuidados de saúde primários, o doseamento da hemoglobina glicada A1c é realizado em média duas vezes por ano e influencia a modificação/intensificação terapêutica e a consequente melhoria do controlo glicémico em 75% das situações com controlo glicémico.

O estudo, cujos resultados serão apresentados integralmente no primeiro trimestre de 2020, dedica ainda um capítulo aos benefícios económicos do controlo da diabetes que permitirá calcular os custos evitados apenas com a diminuição dos internamentos e tratamentos em ambulatório, resultantes do controle da glicemia na diabetes tipo 1 e tipo 2, independentemente da medicação utilizada.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da doença.

Estima-se que a diabetes afete 13,3% da população com idades entre os 20 e os 79 anos, das quais 44% desconhecem ter a doença. Diariamente são diagnosticados com diabetes em Portugal cerca de 200 novos doentes. Os dados sugerem que a doença afete mais de um milhão de portugueses, enquanto a “pré-diabetes” afetará cerca de dois milhões (Estudo Prevadiab 2009).

O Programa Nacional para a Diabetes estabelece como metas evitar que 30.000 pessoas com maior risco de ter diabetes venham a ter a doença; que 30 mil pessoas que têm a diabetes saibam que têm a doença; diminuir em 5% o número de pessoas com diabetes que morrem antes dos 70 anos.

Instituído pela International Diabetes Federation (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta à crescente prevalência da diabetes no mundo, o Dia Mundial da Diabetes foi adotado pelas Nações Unidas no âmbito de um movimento a que foi dado o nome Unidos pela Diabetes, em 2006.

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País

Expansão do PIB abranda para 0,3% em cadeia e mantém-se em 1,9% em termos homólogos no 3.º trimestre

Economia

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O Produto Interno Bruto cresceu 0,3% no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores, metade do registado no segundo trimestre, mantendo o ritmo de crescimento, de 1,9%, na comparação com o mesmo período de 2018, divulgou o INE.

Segundo a estimativa rápida do INE, “comparativamente com o segundo trimestre de 2019, o PIB aumentou 0,3% em termos reais (variação em cadeia de 0,6% no trimestre anterior), refletindo o contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, superior ao registado no segundo trimestre, e o contributo negativo mais intenso da procura externa líquida”.

Já em termos homólogos, o INE indica que “a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB semelhante ao observado no segundo trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado, enquanto o investimento registou um crescimento menos intenso”.

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País

Estradas encerradas na serra da Estrela devido à queda de neve

Frio

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Foto: DR / Arquivo

Algumas das estradas de acesso à serra da Estrela estão hoje encerradas devido à queda de neve, formação de gelo e vento forte, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco.

De acordo com a fonte, às 09:00, estavam encerrados os troços Piornos/Torre, Torre/ Lagoa Comprida, Lagoa Comprida/Loriga e Lagoa Comprida/Sabugueiro, não havendo previsão para a sua reabertura.

Para hoje, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê “agitação marítima forte na costa ocidental e descida de temperatura, bem como queda nas regiões Norte e Centro, acima de 1.000 a 1.200 metros, descendo temporariamente a cota para 800/1.000 metros.

Está ainda previsto “vento forte no litoral oeste e nas terras altas, com rajadas até 95 quilómetros por hora, podendo atingir 110 quilómetros por hora nos pontos mais altos da serra da Estrela”.

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