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Nova fase de testes preventivos contra a covid-19 a funcionários de lares começa nesta semana

Segundo o Governo

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Foto: DR / Arquivo

Os funcionários dos lares de idosos vão ser testados preventivamente a partir desta semana, na segunda fase do programa de testagem preventiva à covid-19, anunciou hoje o Governo, de modo a identificar casos positivos e controlar a propagação.


Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) dá conta que a segunda fase do programa de testagem preventiva começa ainda nesta semana e que irá decorrer de forma gradual, em cada uma das cinco regiões do território continental, para “progressivamente” chegar a todos os distritos do país.

“Na nova fase deste Programa, serão testados preventivamente os funcionários dos lares com 50 ou mais utentes. Nos distritos de Lisboa e Porto, por serem meios urbanos de maior risco epidemiológico, serão testados os lares com capacidade igual ou superior a 30 utentes”, diz o ministério, que acrescenta que o critério “poderá vir a ser alterado caso existam situações de surto na comunidade”.

De acordo com o MTSSS, será feita testagem regular em cada um dos lares de idosos de forma faseada por grupos de funcionários, de modo a “sinalizar as situações de maior risco”, estando previsto que a testagem decorra durante os próximos cinco a seis meses.

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“Este Programa vai ser concretizado no terreno em parceria com as instituições científicas e de ensino superior”, acrescenta o ministério.

Lembra que a testagem preventiva nestas estruturas residenciais de idosos é uma das medidas do ministério de apoio aos lares, a par com a linha telefónica, lançada no dia 02 de outubro e que foi criada para garantir “um acompanhamento permanente destas instituições, monitorizando e dando respostas às suas necessidades”.

Além destas duas medidas, o Governo criou 18 brigadas distritais de intervenção rápida, compostas por mais de 400 profissionais, entre pessoal ajudante de ação direta, auxiliares de serviços gerais, enfermeiros, psicólogos e médicos, que começaram a funcionar a 01 de outubro e que “atuam quando a instituição ou a estrutura municipal de Proteção Civil não conseguem assegurar a reposição de recursos humanos em situação de crise”.

Desde esse dia, as brigadas já foram acionadas 12 vezes.

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Presidente da República propõe estado de emergência até 07 de janeiro

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O Presidente da República enviou hoje para o parlamento o projeto de decreto que renova o estado de emergência de 09 a 23 de dezembro, mas anunciando já nova renovação até 07 de janeiro de 2021.

“Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou esta noite em sentido favorável, o Presidente da República acabou de enviar à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma renovando, pelo período de 15 dias, até 23 de dezembro, o estado de emergência para todo o território nacional”, lê-se numa nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet.

De acordo com a mesma nota, o chefe de Estado enviou este decreto “anunciando nova renovação até 07 de janeiro, permitindo ao Governo adotar medidas necessárias à contenção da propagação da doença covid-19 e desde já anunciar medidas previstas para os períodos de Natal e Ano Novo”.

Este é o sexto diploma do estado de emergência de Marcelo Rebelo de Sousa no atual contexto de pandemia de covid-19, para vigorar entre 09 e 23 de dezembro, e será debatido e votado na sexta-feira na Assembleia da República.

Uma posterior renovação por mais 15 dias que abranja o período do Natal e a passagem de ano vigorará de 24 de dezembro até 07 de janeiro.

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PSD a favor da renovação da emergência e aceita menos restrições no Natal

Covid-19

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Foto: DR

O presidente do PSD, Rui Rio, assegurou hoje que o partido manterá na sexta-feira o voto favorável à renovação do estado de emergência e disse aceitar caso o Governo decida aligeirar algumas restrições na época do Natal.

“Nem sequer nos vamos abster, vamos votar a favor, não nos vamos esconder atrás de nada, estamos na hora de unir esforços. É a nossa posição desde a primeira hora, continua a ser assim e será sempre assim enquanto eu for presidente do partido”, assegurou Rui Rio, no Palácio de Belém, em Lisboa, após ter sido recebido em audiência pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que está hoje a ouvir os nove partidos com assento parlamentar sobre a renovação do estado de emergência.

Questionado sobre a possibilidade de as restrições impostas devido à pandemia de covid-19 serem aligeiradas na época do Natal, Rui Rio defendeu que o Governo deve anunciá-las “o mais rapidamente possível” para que as pessoas se possam organizar.

“Eu compreendo que o Governo possa vir a decretar para o Natal uma situação de menor rigor em relação a estas medidas que têm estado em vigor”, disse, acrescentando que, se a decisão do executivo for voltar a ‘apertar’ as restrições para o Ano Novo, “também vai bem”.

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Suspeitos do homicídio de filho de ex-PJ admitiram crime em tribunal

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Os três arguidos acusados da morte de um jovem, em dezembro de 2019, no Campo Grande, em Lisboa, admitiram hoje o crime em tribunal, tendo dois deles dito que tentaram socorrer a vítima.

Na sessão de hoje, no Campus da Justiça, no Parque das Nações, o principal suspeito reafirmou ter utilizado uma faca de cozinha, que largou num caixote do lixo público no Campo Grande.

Os três são acusados da morte de um jovem, filho de um antigo inspetor da Polícia Judiciária (PJ), na noite de 28 de dezembro, quando saia de um restaurante de ‘fast-food’ no Campo Grande.

De acordo com as declarações prestadas hoje em tribunal, os três arguidos abordaram a vítima para lhe roubaram o telemóvel, mas o jovem reagiu ao assalto, o que terá levado um deles a atingi-lo com uma arma branca.

Dois dos suspeitos disseram ao coletivo de juízes que tentaram socorrer a vítima, enquanto o principal suspeito terá fugido.

Em julho, o Ministério Público (MP) acusou os três jovens do homicídio do filho de um antigo inspetor da PJ, na altura com 24 anos.

Os arguidos estão acusados de 14 crimes, entre homicídio, roubo, ofensas à integridade física e crimes de dano.

De acordo com a informação disponível na página da Procuradoria-Geral Regional de Lisboa (PGDL), dos três acusados pelo homicídio do filho do antigo inspetor da PJ, um está igualmente acusado de um crime de ofensa à integridade física simples, um crime de dano, oito de roubo agravado e cinco de roubo simples, outro deles está acusado de nove crimes de roubo agravado, três de roubo simples e um de tráfico de droga e o terceiro de oito crimes de roubo agravado, quatro de roubo simples e um de recetação.

Segundo a PGDL, um outro homem, que atuava com os três arguidos, não foi acusado de homicídio, mas foi acusado do crime de recetação, no âmbito de diversos roubos que o grupo terá levado a cabo entre 19 de outubro e 28 de dezembro do ano passado, nas zonas de Sintra e Lisboa.

Os três arguidos tinham 16, 17 e 20 anos de idade na altura do crime.

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