Seguir o O MINHO

País

Nova consulta do luto ajuda doentes oncológicos e familiares a lidar com morte

No Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central

em

Foto: DR / Arquivo

Dezasseis familiares de doentes oncológicos são seguidos na nova consulta de apoio do luto do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, onde uma equipa ajuda a lidar com a morte e a retomar rotinas.

A consulta funciona no Hospital dos Capuchos e está integrada na atividade da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte de Cuidados Paliativos (EIHSCP), que aqui pretende identificar de forma precoce o risco de um luto prolongado, ajudando a família a ultrapassar a situação e a retomar as suas rotinas.

“Há ainda muito o conceito de que os cuidados paliativos são para doentes moribundos, mas não é nada disso. A morte é um processo que pode ser longo”, explicou à agência Lusa a coordenadora da equipa, Alice Cardoso.

A responsável explicou que esta nova consulta foi possível graças a um protocolo celebrado entre o CHULC e o Instituto São João de Deus, financiado pela Fundação La Caixa, que visa desenvolver um modelo de cuidados que beneficie os doentes acompanhados por esta equipa.

“Há todo o processo da doença, a que se segue a morte. Esse processo da doença deve ser acompanhado por uma equipa de cuidados paliativos e esta ligação que criamos com o doente é que nos vai permitir identificar, naquela família, se as pessoas estão a saber lidar adequadamente com a situação”, explicou Alice Cardoso.

Dar ferramentas para que a família saiba responder ao sofrimento e à iminência de perda e, depois, ajudar a lidar com a morte é o principal objetivo desta equipa multidisciplinar, que inclui médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos.

“Quando vemos um doente queremos sempre conhecer as pessoas com quem vive, com quem mais lida, o seu núcleo mais próximo”, disse Alice Cardoso, lembrando que, por vezes, o doente consegue lidar bem com a situação e a família não.

“Se há pessoas que conseguem fazer este processo sozinhas, com apoio de amigos e familiares e colegas de trabalho, outras não conseguem retomar as suas rotinas, nem relacionar-se com outras pessoas, inclusive com familiares”, afirmou.

Os casos mais complicados, a equipa encaminha para uma consulta específica que funciona no Hospital de Santa Maria.

“As situações mais complicadas de luto, que a psicóloga entenda que são de tal nível patológico que não esteja ao ser alcance tratar, são enviadas para uma equipa de Santa Maria para lutos complicados e casos extremos”, disse Alice Cardoso, recordando que “o processo de luto tem sempre as mesmas fases, mas as pessoas podem levar tempos diferentes a fazer o luto”.

Entre o luto pela perda de um familiar por doença oncológica ou a perda surpresa, num acidente, por exemplo, Alice Cardoso diz que “todos passam pelas mesmas fases” neste processo.

“A grande vantagem que há no facto de os doentes oncológicos [e família] serem acompanhados é que vai havendo preparação para o que vem aí. Numa situação em que não haja preparação, o embate vai ser maior, mas as fases do luto pelas quais se passa são as mesmas. A forma e a ordem em que estas fases são vividas é que pode ser diferente de pessoa para pessoa”, explicou.

Em princípio, “num espaço de até um ano a situações fica normalizada, mas poderá ser um pouco mais”, disse Alice Cardoso, explicando que o protocolo assinado não tem prazo de validade e, enquanto a avaliação deste trabalho for positiva, a consulta vai manter-se.

A responsável conta ainda que, após a morte do doente, o “desligar” das famílias da equipa médica acaba por ser natural e trazer “sentimentos muito distintos”.

“Vai sendo normal, os telefonemas e as visitas vão espaçando. Eles próprios se vão apercebendo. São fases muito intensas e as famílias ficam naturalmente apegadas aos elementos da equipa”, afirmou.

A coordenadora da equipa lembra que, mais tarde, quando alguém da equipa encontra algum familiar, acaba por ser um “misto de emoções”.

“Por um lado, percebe-se a alegria por nos verem, mas também a tristeza porque lembramos sempre algo de triste. Quando retomam a sua vida nós passamos a ser apenas uma memória”.

Anúncio

País

PCP acusa PS de se aliar a PSD e CDS para tirar direitos aos trabalhadores

Legislativas 2019

em

Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral do PCP acusou este sábado o PS de se ter aliado de novo ao PSD e CDS para a aprovar a nova legislação laboral, que considerou ser “um ensaio para criar futuras gerações de trabalhadores sem direitos”.

“O PS não mudou porque tem uma natureza de classe muito concreta. E essa marca de classe foi revelada quando se tratou de alterar a legislação laboral. Recusando as propostas do PCP, lá voltou a contar com o PSD e CDS para manter a caducidade da contratação coletiva, a desregulação dos horários de trabalho, a legalização abusiva da precariedade, o alargamento do período experimental, medidas que são um ensaio para criar as futuras gerações de trabalhadores sem direitos”, disse Jerónimo de Sousa.

O líder comunista, que falava a centenas de militantes comunistas que preparam a próxima edição da Festa do Avante, na Quinta da Atalaia, no Seixal, lembrou que foi a luta de gerações inteiras que conquistou esses direitos dos trabalhadores, e advertiu que será a luta das atuais e das novas gerações que os há de reconquistar.

Apesar das críticas ao “Governo minoritário do PS”, como lhe chamou, Jerónimo de Sousa não se mostrou arrependido pelo apoio dado pelo PCP ao executivo socialista, mas defendeu que é necessário “reforçar a CDU nas próximas eleições legislativas.

Jerónimo de Sousa justificou a necessidade de reforço do PCP lembrando que foi pela ação e iniciativa do PCP e do PEV, que se afastou “o pesadelo do governo PSD e CDS e encetamos o caminho da “reposição de direitos e rendimentos dos trabalhadores e do povo, muitos deles já considerados por alguns para todo o sempre”.

“Decidimos, e decidimos bem, manter a nossa relação com o governo minoritário do PS, conquistando direitos que não seriam conquistados se não tivesse sido a determinação e a persistência o PCOP e dos Verdes”, disse.

“O Governo do PS não se libertou dos eixos centrais da política de direita, nem da submissão à política do euro da União Europeia nem e dos interesses do capital monopolista. Tínhamos consciência de que o PS não tinha mudado. O que mudou foram as circunstâncias”, acrescentou o dirigente comunista.

No encontro com os militantes envolvidos na preparação da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa reiterou o apelo ao voto na CDU, lembrando que as próximas eleições legislativas podem determinar o curso da vida política nacional nos próximos anos.

Continuar a ler

País

Portugal não consegue cumprir neutralidade carbónica com exploração de lítio – QUERCUS

Impacto ambiental

em

Foto: DR / Arquivo

Um estudo da associação ambientalista QUERCUS revela que, se o Governo avançar com a campanha de exploração de lítio, Portugal “não vai conseguir cumprir a neutralidade carbónica”.

Samuel Infante, da QUERCUS, referiu este sábado que o relatório sobre o impacte de emissões de CO2 da mineração de lítio em Portugal, que será apresentado na segunda-feira, aponta que, se o Governo avançar com a campanha de exploração de lítio, “Portugal não vai conseguir cumprir a neutralidade carbónica”.

O responsável que hoje falou do assunto aos jornalistas na Torre, o ponto mais alto da Serra da Estrela, à margem de uma ação organizada por um grupo de cidadãos e associações ambientais contra a exploração de lítio em Portugal, disse que, segundo o estudo, a exploração de lítio irá “ter um impacto muito significativo em termos da qualidade de vida” das populações e ao nível do desenvolvimento local das regiões abrangidas.

O estudo, elaborado a nível nacional, revela o “completo contrassenso do Governo” em estar “por um lado a querer atingir a neutralidade carbónica” e, por outro, “avançar com um plano de mineralização do lítio que contraria todo esse investimento e todos esses compromissos que Portugal tem estado a assumir a nível mundial no combate às alterações climáticas”, reforçou o dirigente da QUERCUS.

“É um contrassenso e não podemos, por um lado, querer que Portugal assuma a neutralidade carbónica, os compromissos das Nações Unidas, o combate às alterações climáticas, a descarbonização da economia e, por outro lado, estar a querer apostar na mineração com esta dimensão, com esta escala, com este impacto. E isso vai pôr em causa todos os compromissos internacionais que Portugal tem vindo a assumir”, disse Samuel Infante.

Para o ambientalista, se o Governo quer cumprir os compromissos que assumiu perante as alterações climáticas, “não pode avançar” com o plano de mineração previsto para o país.

O relatório, que vai ser apresentado na segunda-feira, será enviado ao Governo, a quem a QUERCUS irá também pedir esclarecimentos.

Cerca de 400 pessoas participaram hoje na Torre numa ação organizada por um grupo de cidadãos e associações ambientais contra a exploração de lítio em Portugal.

A ação, que decorreu no ponto mais alto de Portugal continental, consistiu na criação da mensagem “Não às minas. Water is life [A água é vida]” e no desenho da “árvore da vida, com o recurso aos corpos das pessoas, que foram filmados com um ‘drone’.

A iniciativa foi promovida pelas organizações Awakened Forest Project e Wildlings, com o apoio de outras entidades como a Tamera, Teia da Terra ou Linha Vermelha.

A ação popular surgiu contra a estratégia internacional do Governo português de lançar Portugal como destino para a mineração de lítio, no que a QUERCUS chama já de “corrida ao lítio”, com 10,1% do território para prospeção, segundo os promotores.

Continuar a ler

País

Ryanair diz que todos os voos sairam hoje de manhã, quarto dia de greve em Portugal

Greve de tripulantes

em

Foto: DR / Arquivo

A Ryanair informou este sábado que todos os voos que tiveram Portugal como origem ou destino foram esta manhã realizados, com 97% de pontualidade, apesar da greve dos tripulantes da companhia de aviação ‘low cost’, que se prolonga até domingo.

Numa nota publicada no seu sítio na Internet, a companhia de aviação salienta que hoje, até às 10:00, todos os voos que tiveram como destino e/ou que partiram de Portugal decorreram “como planeado e com 97% de pontualidade (devido a alguns atrasos no controlo de tráfego aéreo)”.

“Não esperamos quaisquer problemas nos voos para/desde Portugal no resto do dia”, acrescentou a Ryanair.

A Ryanair salienta ainda que na sexta-feira, terceiro dia de greve, a empresa “completou” os 212 voos programados para ou desde Portugal, 91% dos quais com cumprimento do horário, tendo transportado 38.000 passageiros.

A empresa opera em Portugal em Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada.

A greve dos tripulantes, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), teve início na passada quarta-feira e termina no domingo.

A paralisação conta com serviços mínimos decretados pelo Governo, que abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de Berlim, Colónia, Londres e Paris.

Na base desta greve está, segundo referiu o SNPVAC, o facto de a Ryanair continuar a “incumprir com as regras impostas pela legislação portuguesa, nomeadamente no que respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ao número de dias de férias e à integração no quadro de pessoal dos tripulantes de cabine contratados através das agências Crewlink e Workforce”.

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Vamos Ajudar?

Reportagens da Semana

Populares