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Alto Minho

Nova Águas do Alto Minho investe 33 milhões e quer contratar mais 30 trabalhadores

Nova empresa pública

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo (Arquivo)

A Águas do Alto Minho, empresa de gestão de redes de água em baixa e saneamento, vai investir mais de 33 milhões de euros nos próximos três anos em sete concelhos da região, informou, este sábado, a administração.


A empresa quer ainda contratar “entre 20 a 30” trabalhadores para os quadros, que já contam com 120 funcionários que transitaram dos serviços das autarquias.

A Águas do Alto Minho é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca, Monção e Melgaço – reprovaram a constituição daquela parceria.

Segundo o presidente do conselho de administração da Águas do Alto Minho, Carlos Martins, daquele montante, “mais de 13 milhões de euros vão ser orientados para processos de natureza tecnológica ou de renovação de redes com o objetivo de reduzir significativamente as perdas”.

“Porque somos ambiciosos, queremos até final de 2022 reduzir as perdas, que hoje se estimam em cerca de 40%, para um valor abaixo dos 30%. No final 2024 queremos que esse valor esteja já abaixo dos 20%. Acredito que estas metas são possíveis com o nosso trabalho empenhado de toda a equipa”, afirmou Carlos Martins, durante a cerimónia que marcou o início da atividade da Águas do Alto Minho.

Na sessão, presidida pelo ministro do Ambiente, e com a presença dos presidentes dos sete municípios envolvidos na parceria com o grupo Águas de Portugal e dos trabalhadores, Carlos Martins adiantou que a nova empresa vai gerir 600 infraestruturas entregues pelas autarquias, 65 das quais vão ser intervencionadas por se encontrarem “em situação crítica estrutural ou ambiental”.

“A Águas do Alto Minho já é uma das 10 maiores empresas de água em baixa em Portugal. Daqui a dois anos queremos estar entre as 10 melhores do setor. É esse desafio que me move e que, em equipa, vamos conseguir alcançar”, frisou.

Formalizada em julho de 2019, a empresa emprega “cerca de 120 trabalhadores que aceitaram passar dos quadros dos municípios para a nova empresa”, mas esse número “poderá aumentar até aos 140 a 150 funcionários”

“Conseguimos integrar 86% a 87% dos trabalhadores das sete câmaras. Cerca de 30 decidiram não integrar a nova empresa e, desses, 20 fazem-nos falta. Durante os próximos seis meses, os municípios vão disponibilizar trabalhadores, sendo que a empresa suportará o encargos até que sejam contratados os funcionários necessários”, explicou.

A empresa começou a operar no dia 01 de janeiro, servindo 100 mil clientes com abastecimento de água, em baixa, e saneamento de águas residuais.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, sublinhou que a Águas do Alto Minho é um empresa de “cariz exclusivamente público”.

“É uma empresa pública e publica será”, reforçou.

Já o presidente da Câmara de Viana do Castelo, e líder da CIM do Alto Minho, José Maria Costa, referiu-se à nova empresa como “um projeto para garantir o futuro das gerações futuras e um grande desafio à inovação e da qualidade do serviço prestado na região”.

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Alto Minho

Carro abalroado por comboio em Caminha. Ocupantes escapam ilesos

Acidente

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Um carro foi abalroado por um comboio, ao início da manhã desta sexta-feira, na passagem de nível de Coura, em Seixas, Caminha, mas os ocupantes conseguiram escapar, confirmou O MINHO junto de fontes da GNR e dos bombeiros.

Em circunstâncias por apurar, o carro ficou preso na passagem de nível e os ocupantes abandonaram a viatura antes do embate, pelo que não há feridos a registar.

Segundo a Rádio Vale do Minho, que avançou a notícia, no carro seguiam três pessoas.

O alerta foi dado às 07:52.

Os Bombeiros de Caminha prestaram socorro com quatro operacionais e duas ambulâncias.

Além da GNR, também esteve no local um representante da REFER.

Entretanto, a viatura já foi retirada do local e circulação na Linha do Minho reposta.

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Viana do Castelo

219 mil euros para reforçar transportes públicos em Viana

Transportes públicos

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Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, o contrato a estabelecer com a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho para receber 219.228 euros destinados ao reforço da oferta de transporte público coletivo.

Em causa está o Programa de Apoio à Densificação e Reforço da Oferta de Transporte Público (PROTransP) que tem como objetivo “promover o reforço dos atuais serviços e a implementação de novos serviços de transporte público, regular e flexível, que resultem em ganhos em termos da acessibilidade dos territórios e das suas populações aos principais serviços e polos de emprego”.

No final da reunião camarária que aprovou aquela medida, o autarca socialista José Maria Costa explicou que “o montante atribuído ao município corresponde a cerca de um terço do valor total atribuído à CIM do Alto Minho, 624,7 mil euros”.

Aquela estrutura agrega os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo.

Segundo José Maria Costa aquela verba será investida “na retoma de algumas redes de transportes que estavam desativas ou na criação de novas linhas”.

As 21 CIM do país vão receber 15 milhões de euros para reforçarem a oferta de transporte público coletivo com o objetivo de reduzir o uso do transporte individual, de acordo com um diploma publicado, em maio, no Diário da República.

O diploma, estabelece as regras para a aplicação e distribuição pelas 21 CIM de 15 milhões de euros, já previstos no Orçamento do Estado para 2020, no âmbito do PROTransP.

O autarca de Viana do Castelo, que é também presidente da CIM do Alto Minho disse tratar-se de um “bom programa”, mas disse que a verba atribuída à região “não é suficiente”.

“Temos de encontrar uma fórmula mais generosa para o próximo ano. A CIM do Alto Minho já pediu ao Governo que, no próximo Orçamento de Estado esta linha de financiamento de reforço das redes de transportes nos territórios de baixa densidade tenha continuidade e, se possível, aumentada”, especificou.

Segundo o autarca, os municípios da região estão “a notar muita dificuldade das empresas transportadoras na manutenção das concessões”.

“Temos de criar novos serviços públicos e, para isso, temos de fazer o pagamento desses serviços públicos para assegurar a mobilidade das populações”, reforçou.

De acordo com o diploma do Governo, as CIM, como autoridades de transporte, terão de desenvolver “ações que promovam o reforço e a densificação da oferta de transporte público coletivo em zonas onde a penetração deste modo de transporte é mais reduzida”, com o objetivo de promover o uso do transporte públicos em relação ao automóvel.

Os critérios de distribuição das verbas pelas CIM “tem em consideração o potencial de captação de procura ao automóvel, aferido com base na população que utiliza o automóvel nas deslocações pendulares”, com base nos dados dos Censos de 2011.

As CIM vão receber 40% das verbas que lhes foram atribuídas agora e os restantes 60% até trinta dias após a apresentação de um plano de aplicação do PROTransP.

Este plano deverá ser remetido nos próximos dois meses ao Fundo Ambiental, com a descrição das medidas a executar, dos serviços de transporte considerados essenciais, as datas de início e de fim das medidas, estimativas de encargos e previsão do número mensal adicional de passageiros a transportar.

Até 15 de fevereiro de 2021, as CIM têm de remeter ao Fundo Ambiental relatórios anuais de execução do programa, que resultarão num relatório nacional de avaliação, a ser publicado até 30 de abril de 2021 pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Além do PROTransP, também o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART) pretende promover o uso dos transportes públicos, mas as verbas do PART são distribuídas pelas duas Áreas Metropolitanas, de Lisboa e do Porto.

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Viana do Castelo

Viana lança a concurso duas empreitadas de mais de um milhão de euros

Obras públicas

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Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, a abertura de concursos públicos para a realização de duas empreitadas, nas áreas do desporto e cultura, num valor superior a mais de um milhão de euros.

Uma das empreitadas prende-se com a reabilitação do pavilhão municipal José Natário, com uma “estimativa orçamental” no valor de 807 mil euros.

De acordo com a proposta hoje aprovada em reunião ordinária do executivo municipal, o projeto prevê a “adaptação” do pavilhão “às novas exigências regulamentares, nomeadamente, acessibilidades, caminhos de evacuação, coberturas, balneários e recuperação do piso desportivo”.

O prazo de execução da obra, agora lançada a concurso público, é de 180 dias.

Em causa está o antigo pavilhão municipal de Monserrate, rebatizado pela Câmara Municipal, em novembro de 2019, numa homenagem póstuma ao empresário José Natário, fundador da Juventude de Viana, equipa de hóquei em patins que disputa a primeira divisão nacional da modalidade.

A autarquia decidiu ainda abrir concurso público da empreitada de execução do Fórum Cultural das Neves, comum a três freguesias, Vila de Punhe, Mujães e Barroselas, todas na margem esquerda do rio Lima, em Viana do Castelo.

O município “pretende dotar o lugar das Neves de um equipamento apropriado para acolher eventos culturais”, sendo que “o projeto de execução apresenta uma estimativa orçamental de 295.700 euros”.

A empreitada, com prazo de execução de 180 dias, e prevê a reconstrução integral de um edifício no centro daquele lugar, “visa a promoção e divulgação do Castro de Roques, assim como a criação de um espaço para exposições temporárias e permanentes, colóquios e palestras”.

O Castro de Roques, também referido como Monte Santinho, distribui-se pelas freguesias de Vila de Punhe, Vila Franca e Subportela. Trata-se de um castro da Idade do Ferro, considerado uma das maiores cividades desse período na Península Ibérica.

No período antes da ordem do dia, a vereadora do PSD, Cristina Veiga, manifestou o “repúdio” da bancada “pela intenção do Governo de aprovar um regime especial de expropriações, que vai contra a vontade das populações, que veem nele o risco de destruição do seu património privado e coletivo”.

Segundo Cristina Veiga, “no caso concreto da mineração de depósitos minerais, esta lei vem legitimar o Ministério do Ambiente e Ação Climática ou as assembleias municipais a declarar qualquer parcela de território como de utilidade pública, expropriando sem grandes impedimentos”, referindo à eventual exploração de lítio na Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo.

Na resposta, o presidente da Câmara, José Maria Costa não quis pronunciar-se sobre documentos que disse não estarem em vigor.

A vereadora social-democrata questionou sobre “inúmeras falhas estruturais” nos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, apontando os exemplos dos “equipamentos obsoletos ou fora de prazo, propositadamente alterados para fingir uma função ou simplesmente insuficientes, como é o caso das botas, um par para cada bombeiro e muitas já danificadas, sem grande possibilidade de serem substituídas”.

“Grande parte da corporação encontra-se desmotivada, porque há mais de 20 anos, incompreensivelmente, não progride na sua carreira”, disse Cristina Veiga.

O autarca socialista acusou a vereadora de “estar mal informada” e garantiu que a corporação “é das mais bem equipadas do país”. José Maria Costa admitiu “atrasos” no processo de progressão nas carreiras, mas garantiu que o “organigrama de progressão está a ser cumprido”.

No final da sessão camarária, o período aberto ao público, ficou marcado pelo debate, entre o presidente da Câmara e vários eleitos da Junta de Darque (CDU), com troca de acusações, sobre a construção de uma rotunda, na avenida do Cabedelo, naquela freguesia, prevista na última fase da empreitada dos novos acessos rodoviários ao porto de Mar, e que é contestada por implicar o abate de 30 das 170 árvores (plátanos) existentes naquela artéria.

A construção da rotunda deveria ter sido iniciada no dia 14, mas foi embargada por moradores.

A contestação motivou, na semana passada, uma reunião extraordinária do executivo municipal, a pedido da oposição (PSD E CDU). No final dessa sessão, José Maria Costa anunciou a suspensão da construção da rotunda, até 30 de setembro, para avaliar com os moradores o abate das árvores.

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