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Norte (outra vez) em alerta máximo: 10.850 infetados e 63 mortos na última semana

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O número de infeções por covid-19 não para de aumentar em todo o país, mas o Norte voltou a ser a região onde se encontram o maior número de contágios ao longo da última semana.


Desde a passada segunda-feira, dia 19 de outubro, foram registados 10.850 casos de infeção pelo novo coronavírus, lamentando-se 63 mortos.

Embora sem discriminar os dados em termos de casos ativos, sabe-se que os concelhos de Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras são os que mais preocupam, levando a que o Governo anunciasse medidas especificas para os três municípios, como o dever de permanência no domicílio, proibição de eventos com mais de cinco pessoas, cancelamento de feiras e mercados, teletrabalho obrigatório e encerramento de todos os estabelecimentos até ás 22:00 horas. Também as visitas aos lares de idosos estão suspensas.

No entanto, o agravar da situação parece ter já entrado no Minho, com os concelhos de Vizela e de Guimarães a ficarem sob apertada vigilância do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde, podendo conhecer novos desenvolvimentos nos próximos dias.

Nos últimos quatro dias, o concelho de Guimarães registou 401 novos casos do vírus, um número preocupante para as autoridades de saúde. Domingos Bragança, presidente da Câmara, tem dado a cara pela obrigatoriedade de utilização de máscaras na rua e mostrou-se várias vezes preocupado com a situação no concelho, levando a que na última reunião da comissão municipal de proteção civil, fossem tomadas algumas medidas.

Vizela a “ferro e fogo”

Também Vizela registou 134 vasos nos últimos quatro dias, número que, tendo em conta a sua parca população e área geográfica, pode indicar que será um concelho em estado máximo de alerta.

Víctor Hugo Salgado, autarca de Vizela, está infetado com covid-19, e manifestou hoje vontade perante as autoridades de saúde para que as restrições aplicadas aos três concelhos vizinhos do distrito do Porto sejam também implementadas em Vizela.

Em entrevista à Rádio Vizela, o autarca, que desenvolveu uma pneumonia na sequência da infeção, mostrou-se apoiante dessas medidas no concelho, uma vez que, segundo o próprio, existem mais de 300 casos ativos.

O facto de Vizela estar “apertada” entre outros concelhos, numa área de apenas 24 quilómetros quadrados para cerca de 24 mil habitantes, leva a que o edil queira medidas em vez de “colocar a cabeça debaixo da areia”.

“E para se ir além não se deve ficar pelo concelho de Vizela, achamos que estas medidas devem ser prolongadas também, possivelmente, ao concelho de Guimarães”, disse Víctor Hugo Salgado, que admitiu estar em contacto permanente com Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, para que essas medidas possam ser adoptadas “possivelmente esta semana”.

O presidente da Câmara não acredita que implementar essas medidas só em Vizela possa resolver o problema. “Este não é um problema única e exclusivamente de concelhos como Lousada, Felgueiras e Paços de Ferreira, mas também de Vizela, entre outros, como é o caso de Guimarães”, afirmou.

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Estimativas apontam para pico nos cuidados intensivos esta semana

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Foto: DR / Arquivo

A ocupação máxima de pessoas internadas em Unidades de Cuidados Intensivos deverá ocorrer esta semana e, no final do ano, vai registar-se o pico de mortes por covid-19, segundo estimativas apresentadas hoje na reunião do Infarmed.

Estas são algumas das projeções a curto prazo apresentadas hoje pelo professor e epidemiologista Manuel do Carmo Gomes, da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa.

O especialista lembrou que o número de pessoas internadas nos hospitais tem vindo a baixar e, segundo estudos feitos pela sua equipa, o máximo de ocupação em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) deverá ocorrer “por volta da primeira semana de dezembro”.

Segundo Carmo Gomes, entre os dias 2 a 6 de dezembro as UCI deverão ter em média 530 pacientes.

Medidas a anunciar no sábado vão vigorar até 07 de janeiro

O especialista apresentou uma “fotografia” do que se passava nos hospitais a 1 de dezembro: nas enfermarias, a grande maioria (41%) eram pessoas com 80 anos ou mais.

Já nos cuidados intensivos, os mais velhos não tinham tanta presença. “A UCI é dominada pelos doentes de 60 a 80 anos de idade”, resumiu.

O grupo etário dos 70 aos 79 anos é quem fica mais tempo internado em hospital, em especial quando requer assistência nos cuidados intensivos. A estes seguem-se os doentes na faixa etária dos 60 aos 69 anos.

Para Carmo Gomes, ter em atenção quem é que de facto está nas UCI e nos enfermarias é “um dos muitos pontos que influenciam as decisões sobre a prioridades de vacinação”.

Vacinas começam em janeiro para 950 mil pessoas prioritárias

Já no que toca às projeções para o número de vítimas mortais por covid-19, o especialista reconheceu que estes dados “têm tido algumas oscilações, o que os torna um bocadinho imprevisíveis”.

No entanto, está previsto que o pico de mortes seja atingido no final do mês. Nessa altura, segundo contas do epidemiologista, irão registar-se, em média, cerca de “76 óbitos diários”.

Resultado: Até ao final do ano, o país deverá registar entre seis mil a 6.500 vítimas mortais de covid-19 desde o início da pandemia.

Portugal já ultrapassou no entanto o pico dos contágios da segunda vaga: “Ultrapassámos o pico dos contágios e pensamos que estamos próximo do pico dos internados em hospital”, anunciou o especialista.

O pico de novos casos tendo em conta o início dos sintomas ou de notificações terá ocorrido entre os dias 18 a 21 de novembro, com uma média diária a rondar os 5.600 novos casos. Já os contágios terão ocorrido cerca de cinco dias antes, ou seja, entre 12 a 15 de novembro.

Para estas “boas notícias” contaram as medidas implementadas pelo Governo, referiu.

No final das exposições, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, questionou os especialistas sobre quais as medidas que entendem que deveriam ser implementadas no Natal e fim do ano.

Baltazar Nunes, epidemiologista do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), lembrou que um dos fatores que mais promove a transmissão é a presença de indivíduos infecciosos na população, e por isso defendeu que se deviam reduzir os contactos 14 dias antes e após o natal.

“Quando se iniciar o processo de reencontro das famílias, quanto menos forem os indivíduos infecciosos na população menor será a probabilidade de haver um indivíduo infeccioso num grupo familiar”, recordou.

No período imediatamente antes destes momentos de reencontro, Baltazar Nunes sugeriu que se copiasse a ideia do Reino Unido de criar “bolhas de Natal”: “As famílias que se vão reencontrar devem tentar reduzir ao máximo o número de contactos que tem com outros grupos nos 14 dias antes do Natal para reduzir ainda mais a prevalência de infecciosos”, explicou

Para o especialista, “impor medidas de restrição de mobilidade entre concelhos durante esse período de tempo poderá ter problemas a nível da sua adoção, ou seja, se a população está ou não está disponível para adotar essas medidas”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.495.205 mortos resultantes de mais de 64,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.724 pessoas dos 307.618 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Vacinas começam em janeiro para 950 mil pessoas prioritárias

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Foto: DR / Arquivo

As vacinas contra a covid-19 vão começar a ser administradas a partir de janeiro, sendo os grupos prioritários as pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas, residentes e trabalhadores em lares, e profissionais de saúde e de serviços essenciais.

A informação foi hoje divulgada por Francisco Ramos, coordenador do grupo que preparou o plano de vacinação, segundo o qual numa segunda fase a prioridade será para pessoas com mais de 65 anos sem patologias associadas, e pessoas com mais de 50 anos, mas com um leque mais alargado de patologias associadas, como a diabetes.

Na apresentação do plano, em Lisboa, o responsável estimou que sejam vacinadas 950 mil pessoas numa primeira fase, sendo 250 mil o grupo dos lares, 400 mil as pessoas com mais de 50 anos e comorbilidades associadas e 300 mil profissionais.

Na segunda fase serão vacinadas 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos e cerca de 900 mil com patologias associadas e mais de 50 anos.

Menos de dois mil novos casos diários no Natal se se mantiverem regras

Francisco Ramos especificou que as pessoas com mais 50 ou mais anos da primeira fase da vacina (universal, gratuita e facultativa) serão as que tenham associadas uma ou mais patologias como insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal e doença respiratória crónica com suporte ventilatório.

Na segunda fase, além de todas as pessoas com 65 e mais anos, estão pessoas com 50 e mais anos com alguma das seguintes patologias associadas: diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, e hipertensão arterial. A comissão recomenda que se podem incluir outras patologias, caso se considere necessário.

Medidas a anunciar no sábado vão vigorar até 07 de janeiro

A terceira fase, disse o responsável, compreende o resto da população, desde que se confirme um ritmo de abastecimento das vacinas que o permita, porque caso contrário podem ser criados ainda outros grupos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.495.205 mortos resultantes de mais de 64,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.724 pessoas dos 307.618 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Menos de dois mil novos casos diários no Natal se se mantiverem regras

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Foto: DR / Arquivo

No Natal, Portugal deverá registar menos de dois mil novos casos diários de covid-19, segundo uma projeção da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa divulgada hoje.

Neste momento regista-se uma redução de 2,7% de novos casos diários, segundo dados avançados hoje pelo professor e epidemiologista Manuel do Carmo Gomes, durante uma reunião de avaliação da situação epidemiológica em Portugal.

Manuel do Carmo Gomes defendeu que a tendência de diminuição de novos casos se vai manter, apontando para uma redução diária a rondar os 2,5%.

“Penso que está ao nosso alcance”, afirmou, sublinhando que para isso é preciso manter a “disciplina e medidas” para que não seja alterada a tendência que se vem registando.

“Com uma redução média diária de 2,5%, teríamos um Natal com menos de dois mil casos por dia”, disse o especialista, que projetou três cenários possíveis para os tempos mais próximos.

O cenário “menos otimista” prevê uma descida de novos casos a rondar uma média diária de 2%, enquanto o “mais otimista” estima uma redução de 3,5%.

Para Manuel do Carmo Gomes, o mais realista é aquele que aponta para uma descida de 2,5% de novos casos diários.

Tendo em conta apenas esta última hipótese, o especialista explicou que as contas são feitas a partir do pico de novos casos, que ocorreu nos dias 19 e 20 de novembro, quando se registaram quase seis mil novos doentes covid.

Assim, a 18 de dezembro seria possível voltar a ter uma média diária de três mil novos casos de infeção, porque são precisos 28 dias a descer a uma média de 2,5%.

O epidemiologista afirmou ainda que tanto a tendência de contágios (Rt) como a taxa média de novos casos por dias “estão a descer”, mas advertiu que é preciso manter as medidas de contenção

“Logo que aliviamos a mola, a mola volta a subir, e provavelmente vai ser assim até conseguirmos vacinar uma parte significativa da população”, afirmou.

Manuel do Carmo Gomes lembrou o sucesso registado em países que “implementaram medidas muito fortes de confinamento”, semelhantes às aplicadas em abril em Portugal.

A Áustria, por exemplo, conseguiu reduzir em 21 dias o número de novos casos para metade e a França conseguiu o mesmo feito em apenas 13 dias.

Por outro lado, se não se mantiver a “disciplina e medidas”, o país poderá repetir o que aconteceu na Holanda ou na República Checa, que assim que aliviaram as medidas viram disparar o número de casos.

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