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Nivelam passeio e passadeira na Póvoa de Lanhoso por quem tem mobilidade condicionada

Mobilidade

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Foto: CM Póvoa de Lanhoso

A abolição de uma barreira arquitetónica, na freguesia de Lanhoso, foi um dos momentos da Semana Municipal para a Igualdade e Não Discriminação que decorre até 26 de novembro, na Póvoa de Lanhoso, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a autarquia explica que, neste caso, houve necessidade de nivelar passeio e passadeira para permitir uma travessia sem obstáculos para todas as pessoas, em particular as que têm mobilidade condicionada.

“Este é um ato simbólico. Por vezes, não temos consciência de que com as nossas ações estamos a contribuir, de forma involuntária, para discriminar, para não permitir a inclusão de todos e este dia serve para sensibilizar e pôr a tónica na questão da mobilidade e no facto de ser um direito de todos e de todas, sem exceção”, referiu a vereadora da Ação Social, Fátima Moreira, citada no mesmo documento.

Explica Fátima Moreira que, ao colocar uma lomba onde está a passadeira, inviabilizou-se a passagem do passeio para a passadeira:“É muito importante que, em cada intervenção que se faça, sejam salvaguardadas todas estas situações, porque estamos junto de uma intervenção recente, mas depois há um pormenor que, para algumas pessoas é um ‘por maior’, um obstáculo que impedia a utilização da passadeira e as pessoas com mobilidade reduzida tinham que assumir algum risco nestas circunstâncias para se colocarem do outro lado da rua”.

E prossegue: “Estão referenciadas, vai ser estabelecido um plano de execução para atenuar esses constrangimentos, sendo certo que é nossa obrigação política e de todos os que estamos no território, termos vias mais acessíveis e só assim teremos um concelho mais inclusivo. A mobilidade é um direito de todos”, considera. A responsável pela Ação Social defende mesmo a criação de uma equipa multidisciplinar que avalie projetos e obras do ponto de vista da mobilidade. “Todos os projetos devem ser acessíveis, porque só assim são inclusivos. Só assim teremos uma sociedade mais inclusiva e poderemos falar da consciencialização de cidadania plena”.

Alexandrina Oliveira foi convidada para avaliar as condições de acessibilidade desta passadeira. “Existem algumas melhorias a fazer que foram identificadas, sobretudo no passeio. Sei que quem concretiza a obra não é com maldade que o faz, é por vezes por falta de conhecimento real das dificuldades por parte de quem utiliza. Daí a importância de convidar os cidadãos que tenham algum tipo de mobilidade condicionada para participarem na tomada de decisões prévia a estas intervenções”, considera.

A Semana Municipal para a Igualdade e Não Discriminação começou no sábado.

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