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Região

Nevoeiro no Porto deixa aviões às voltas durante horas no Gerês

Situação foi confirmada pela NAV

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Fonte: FlightRadar 24

Vários aviões comerciais estavam a voar em círculos, sobre a zona da barragem da Caniçada, no Gerês, esta terça-feira à noite, cerca das 21:00 horas, verificou O MINHO na aplicação Flightradar24, após alerta recebida de um leitor.

De acordo com os relatos chegados à Redação, as aeronaves encontravam-se “há mais de uma hora (…) às voltas” sobre o local.

Segundo foi possível apurar, entre vários voos, pelo menos um avião da TAP, que partiu de Faro, e outro da Ryanair, que saiu de Madrid, estiveram perto de meia hora a sobrevoar a zona da barragem. Ambos tinham como destino o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

Os aviões, de acordo com a mesma aplicação, chegaram ao destino cerca das 22:00, depois de algum tempo passado às voltas na região minhota.

Fonte da Navegação Aérea de Portugal explicou a O MINHO que esta é uma situação que tem por hábito acontecer quando as condições não são as melhores para uma aterragem em segurança.

A mesma fonte explicou que não se trataram apenas de dois aviões, “mas de pelo menos uma dezena”.

A prática, de espera por melhor visibilidade, chama-se holding e o local definido para os aviões aguardarem é “a nordeste da cidade de Braga”, explicou a mesma fonte, indicando que não há razões para alarme.

Fonte da ANA – Aeroportos disse a O MINHO que a situação se deveu a um intenso nevoeiro que se fez sentir por essa hora junto ao aeroporto localizado no Porto.

 

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Viana do Castelo

Cerca de 300 fiéis apoiam padre contestado (a quem apagaram as luzes da igreja) em Viana

Padre não foi bem recebido numa nova paróquia

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Igreja de Subportela. Foto: DR

Cerca de 300 pessoas de Subportela, em Viana do Castelo, participaram neste domingo na homenagem de apoio ao pároco da freguesia que, este mês, foi impedido pelos fiéis de Santa Leocádia de Geraz do Lima de tomar posse daquela paróquia.

Em nota enviada à Lusa, a organização da homenagem a padre Adão Lima explicou que a comunidade paroquial decidiu “unir-se para celebrar e agradecer ao padre Adão Lima pelos 17 anos como pároco” em que, além da “obra distinta” que “ergueu” naquela zona, criou “emprego a 58 pessoas”.

O padre Adão Lima é pároco nas paróquias de Deão e Subportela.

Viana: Fiéis desligam luzes e abandonam igreja à entrada de novo padre

O impasse na tomada de posse do padre na paróquia de Santa Leocádia de Geraz do Lima, com cerca de dois mil habitantes e situada a cerca de 20 quilómetros da cidade de Viana do Castelo, arrasta-se desde maio de 2019 na sequência da morte do pároco anterior, João Cunha, e da nomeação, pela diocese, do sucessor, o padre Adão Lima.

Os fiéis da nova paróquia entendem que “o padre Adão Lima é uma pessoa materialista, com grandes sinais de riqueza, autoritário, inacessível, não dialogante e um mau exemplo para a comunidade”.

Desde o início do diferendo, tanto o pároco em causa como a diocese, recusam fazer comentários sobre o assunto.

Hoje, um grupo de paroquianos de Subportela preparou uma homenagem “surpresa” ao padre Adão Lima.

“Sempre demonstrou para com todos, desde os de mais tenra idade, até aos de idade mais avançada, muita amizade e consideração. Como pastor que é, compartilha connosco todos os sofrimentos, lágrimas e amarguras, mas também as alegrias e os sorrisos, cuida e conhece cada um de nós, qual pastor cuida e conhece o seu rebanho. Que continue a ser para cada um de nós o pastor, o guia e o amigo de sempre. Saudações destes paroquianos que tanto o estimam”, refere a organização da manifestação de apoio hoje realizada.

O grupo constituído por cerca de dez paroquianos de SubPortela recordou que, “em 17 anos, o padre Adão Lima, ergueu, com a população, o centro social paroquial de Deão e o centro social e paroquial de Subportela”.

“Os centros de dia, os serviços de apoio domiciliário e a estrutura residencial para pessoas idosas, dão respostas a 170 pessoas idosas de Deão, Subportela, Santa Leocádia, Santa Maria e Moreira de Geraz do Lima, Deocriste, Barroselas, Portela Susã, Vila Franca, Mujães, Mazarefes, Lanheses”.

A organização adiantou que “também a creche, em Deão, acolhe 30 crianças”.

“O padre Adão gostou muito da nossa homenagem. Ficou muito feliz com esta manifestação de apoio, por estar a viver um momento triste”, disse a organização.

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Braga

Ameaça polícia com faca em casa após ser alvo de denúncia em Braga

Violência

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Foto: O MINHO

Um homem foi detido depois de puxar de uma faca de cozinha contra dois agentes da PSP que o interpelavam, à porta do seu apartamento, devido ao ruído excessivo com o televisor, na passada sexta-feira, em Braga.

O homem, de 56 anos, provocou momentos de tensão no prédio situado na Avenida de Barros Soares, na cidade bracarense, quando apontou uma faca com lâmina de 30 centímetros aos dois agentes.

Os polícias acabaram por conseguir imobilizar o homem com recurso a gás-pimenta, não utilizando as armas de serviço. O detido acabou por cair no sofá, onde lhe foi retirada a faca e colocadas as algemas.

A denúncia foi feita por vizinhos, cerca das 22:30 da passada sexta-feira. O homem acabou por receber assistência dos Bombeiros Voluntários de Braga, mas recusou transporte hospitalar.

Será presente, na segunda-feira, aos serviços de Ministério Público do Tribunal de Braga.

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Alto Minho

Paredes de Coura ‘à rasca’ com aumento de javalis

Em Agualonga

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Foto: DR / Arquivo

Na freguesia de Agualonga, concelho de Paredes de Coura, a população está alarmada com o aumento do número de javalis, queixando-se de destruição de culturas, jardins e até da relva.

Segundo o jornal Notícias de Coura, tem sido cada vez mais frequente o avistamento da espécie junto da população, sobretudo ao longo dos últimos quatros anos.

Pedro Guedes, morador, queixa-se que, em 3 mil metros quadrados de relva, um terço foi destruído durante uma noite, por uma família de javalis. O habitante refere que, aparentemente, trata-se de um casal e quatro crias, que escavam sem parar.

O morador refere que isto vem acontecendo com maior incidência ao longo dos últimos quatro anos, com os animais a escavar e focinhar a terra e a relva em busca de raízes, tubérculos, bolotas ou castanhas. Apesar disso, também comem ratos, coelhos, minhocas e larvas de insectos.

Uma outra moradora, que não quis ser identificada, lamenta a destruição, não só de javalis mas também de lobos, vacas, garranos e cães abandonados. “Não sei o que fazer. Já não se pode viver da terra”, disse à mesma publicação.

Tanto Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas como a Associação Nacional de Conservação da Natureza rejeitam que exista uma praga de javalis em território nacional.

Entretanto, os javalis continuam a passear, aos magotes, pelas ruas da freguesia e pelos jardins de Agualonga..

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