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Alto Minho

Navio espanhol reforça terça-feira buscas pelo triatleta de Barcelos desaparecido no rio Minho

XII Triatlo da Amizade Cerveira-Tomiño

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Triatlo da Amizade Cerveira-Tomiño. Foto: Divulgação / Arquivo

As buscas pelo triatleta de Barcelos que desapareceu no domingo durante o XII Triatlo da Amizade Cerveira-Tomiño, serão reforçadas na terça-feira com a chegada de um navio espanhol, disse hoje à Lusa fonte oficial.


O capitão Pedro Costa, da Polícia Marítima de Caminha, avançou que as buscas do jovem atleta, de 23 anos [e não de 17, como indicavam, inicialmente, fontes do socorro], foram hoje alargadas até “200 metros a jusante em direção à foz do Rio Minho”, porque as zonas de mergulho investigadas entre Vila Nova de Cerveira (Alto Minho) e Tomiño (Galiza/Espanha) não tiveram “qualquer tipo de deteção positiva”.

As buscas hoje cessaram cerca das 19:30 e serão retomadas pelas 06:00 de terça-feira, com praticamente os mesmos meios, “sendo a novidade a chegada de um navio da armada espanhola para alargar a capacidade de deteção”, disse Pedro Costa.

O triatleta desapareceu no domingo, dia 01 de setembro, quando fazia a travessia do rio Minho, durante o XII Triatlo da Amizade Cerveira-Tomiño, organizado pelos municípios de Vila Nova de Cerveira, Alto Minho, e Tomiño, Galiza.

O alerta para as autoridades foi dado pelas 15:45.

“A estratégia será semelhante ao que temos feito: investigação utilizando as quatro equipas de mergulho, meios aéreos e de superfície para além de buscas apeadas nas margens, sendo que a diferença é que vamos investigar novas áreas, alargando o perímetro da busca”, esclareceu o capitão.

Ao todo, no terreno, estão cerca de 60 operacionais sob a coordenação do Capitão do Porto de Caminha, em articulação com a Comandancia Naval del Miño.

Segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN) estiveram no rio meios da Capitania e da Polícia Marítima de Caminha e o navio da Marinha, NRP Rio Minho, e foram também empenhados nas buscas subaquáticas equipas de Mergulho Forense da Polícia Marítima, dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira, da Armada Espanhola e da Guardia Civil de Espanha.

Adicionalmente, foram realizadas buscas apeadas nas margens de Portugal e de Espanha por elementos dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira, da Proteção Civil e da Guardia Civil de Espanha.

Segundo a mesma fonte, durante a manhã de hoje participou nas buscas um helicóptero Alouette III da Força Aérea Portuguesa e durante a tarde foi empenhado um helicóptero do serviço de “Gardacostas de Galicia”.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, contou que o jovem deixou de ser visto enquanto nadava o primeiro terço da prova e que os “meios de socorro iniciaram de imediato as buscas”.

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Viana do Castelo

Falta de profissionais atrasa abertura de unidade de retaguarda em Viana do Castelo

Pandemia

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo apontou hoje a dificuldade de contratação de profissionais como principal razão do impasse na abertura da unidade de saúde de retaguarda instalada no centro cultural daquela cidade.

“O espaço está preparado com camas, mobiliário, enfermaria, zonas de apoio logístico, circuitos definidos e climatização pronta a funcionar logo que tenhamos utentes. Aguardamos a mobilização dos recursos humanos, situação mais complexa pela falta de disponibilidade do mercado. Está a ser muito difícil contratar”, afirmou hoje à agência Lusa Miguel Alves.

Em causa está uma unidade de saúde de retaguarda, que, segundo a Câmara de Viana do Castelo, pode disponibilizar até 200 camas e está, desde abril, instalada no centro cultural da capital do Alto Minho.

Inicialmente esteve prevista a desativação desta unidade, no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento até final de novembro devido ao aumento de casos de covid-19 na região.

Miguel Alves, que é também presidente da Câmara de Caminha, adiantou que o impasse na abertura daquela unidade foi abordado hoje, numa reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil, assegurando que o espaço começará a funcionar “logo que haja recursos humanos”, mas escusando-se a indicar uma data.

“Posso garantir empenhamento total de todos para garantir a abertura do espaço o mais rapidamente possível. A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) tem de acautelar a contratação ou encaminhamento de médicos e enfermeiros para a unidade e a Segurança Social tem de tratar da contratação de auxiliares de ação direta e auxiliares de ação geral”, frisou.

O autarca socialista adiantou que aquela unidade “não só vai receber utentes das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), como também vai estar preparada para receber pessoas hospitalizadas que não apresentam sintomas”.

“Pessoas que possam receber alta hospitalar, libertando camas, mas que precisem de vigilância médica”, especificou.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.328.048 mortos resultantes de mais de 55 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.472 pessoas dos 225.672 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Colisão condiciona trânsito na A28 em Viana do Castelo

Acidente

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Foto: Rita Ferreira

Uma colisão entre dois veículos ligeiros provocou um ferido ligeiro, na manhã desta terça-feira, na A28, sentido sul – norte, na zona de Meadela, em Viana do Castelo, apurou O MINHO junto de fontes do CDOS e dos bombeiros.

O acidente obrigou ao condicionamento da normal circulação.

O alerta foi dado às 10:27.

Os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo prestaram socorro com dois operacionais e uma ambulância.

No local esteve também piquete da concessionária, bem como uma patrulha da GNR, que registou a ocorrência.

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Alto Minho

Caminha avança com terceira fase da ecovia do rio Minho

Troço custa 271 mil euros

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Foto: Divulgação / CM Caminha

O concelho de Caminha iniciou a terceira fase da ecovia do rio Minho, num valor superior a 271 mil euros, sendo que no total o percurso até agora construído representa um investimento próximo dos 800 mil euros.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara, Miguel Alves, explicou que “os dois troços de ecovia já construídos, numa extensão de quatro quilómetros, representam num investimento global de mais de 500 mil euros”.

Um dos percursos liga a freguesia de Seixas a Lanhelas, sendo que outro, que começa nesta freguesia, estende-se para norte até ao limite com o concelho de Vila Nova de Cerveira.

A empreitada do terceiro troço, que agora se iniciou, parte de Seixas e vai estender-se até à praia fluvial de Pedras Ruivas, num trajeto de cerca de 1,1 quilómetros, num investimento de 271.241,28 euros.

A obra deverá estar terminada dentro de cinco meses.

“A ecovia do rio Minho no concelho de Caminha ficará com um hiato 1,7 quilómetros em Lanhelas, junto à Quinta da Torre – propriedade privada com a qual ainda não foi possível chegar a um entendimento quanto à passagem do troço junto ao rio – e com a continuação desde o sul da freguesia de Seixas até Caminha, numa distância de quase dois quilómetros que passará pelo sapal do rio Coura e terá que atravessar a ponte para a vila, sede do concelho”, especificou.

Foto: Divulgação / CM Caminha

Para Miguel Alves, a construção da ecovia do rio Minho “é uma peça da estratégia de atratividade do concelho, assente na criação de novas zonas pedonais e na valorização de trilhos da natureza”.

“Isso justifica que estejamos a fazer agora o terceiro troço junto do rio Minho, que tenhamos feito já trajetos tão emblemáticos como aquele que une Moledo a Vila Praia de Âncora ou atravessamentos tão simbólicos como aquele que o Passeio Dr. Francisco Sampaio permite para a freguesia de Âncora”, especificou.

O autarca avançou que “nos próximos dias arrancará o troço que falta da ecovia que liga o Camarido a Moledo e, nos próximos anos, a intenção é não só unir Seixas a Caminha, fechando um trilho emblemático junto ao rio Minho, como avançar para uma ecovia que percorra a margem esquerda do rio Coura desde Caminha a Vilar de Mouros”.

“O projeto está praticamente finalizado, do que se trata agora é de arranjar fontes de financiamento”, adiantou.

O primeiro troço da ecopista do rio Minho foi inaugurado em 2004 e liga Monção a Valença. Em 2009, o primeiro corredor ecológico a aproveitar uma linha ferroviária desativada em Portugal foi classificado como o quarto melhor da Europa.

Já em 2017, o percurso total, com cerca de 46 quilómetros, entre Monção e a freguesia de Seixas, no concelho de Caminha, recebeu o título de terceira melhor Via Verde da Europa.

A criação daquele corredor é financiada pelo programa Norte 2020.

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