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Nasce projeto para mitigar impacto da pesca em golfinhos e orcas na costa portuguesa

Biodiversidade

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Foto: IPMA

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera, assim como outras entidades portuguesas, participam num projeto em parceria com Espanha e França para desenvolver uma estratégia coordenada de avaliação, monitorização e mitigação de impactos da pesca em cetáceos, na sub-região do Golfo da Biscaia e da Costa Ibérica.

Ao longo de dois anos este projeto aprofundará o conhecimento científico sobre a distribuição, habitat, abundância, características demográficas, taxas de mortalidade e impacto da pesca em cetáceos no Golfo da Biscaia e Costa Ibérica e avaliará a eficácia de medidas de mitigação, no sentido de alcançar o bom estado ambienta no âmbito da Diretiva Quadro Estratégia Marinha.

Entre as espécies prioritárias do projeto encontram-se o golfinho-comum (Delphinus delphis), o boto (Phocoena phocoena), o roaz (Tursiops truncatus), a orca (Orcinus orca), a baleia-comum (Balaenoptera physalus), a baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata) e o zífio (Ziphius cavirostris).

Esta iniciativa, coordenada pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC – Espanha), tem como objetivo reforçar a colaboração e a investigação científica entre os três países para avaliar o estado das populações de cetáceos e reduzir as suas capturas acidentais. Entre as ações a ser desenvolvidas até 2023, serão identificadas e propostas medidas técnicas tendo em vista a redução destas capturas.

O projeto CetAMBICion envolve 15 parceiros de administrações públicas e de organismos públicos de investigação e de conservação, em colaboração com o setor pesqueiro e Organizações Não Governamentais de Ambiente.

Portugal participa no projeto através do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, do ICNF, do IPMA, e da Universidade do Algarve.

O projeto enquadra-se na convocatória DG ENV/MSFD 2020 (DQEM) da Comissão Europeia, e desenvolve-se em consonância com os requisitos da Diretiva Habitats e da Política Comum das Pescas.

As atividades previstas serão desenvolvidas em estreita colaboração com o sector pesqueiro.

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