Seguir o O MINHO

Viana do Castelo

Nasce em Viana um banco de professores aposentados para explicações a alunos carenciados

Associação Juvenil Pa’Ideia

em

Foto ilustrativa / DR

Uma campanha da Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) aberta a 4.000 jovens de todo o país originou projetos de associativismo e voluntariado envolvendo professores aposentados, reutilização de tecnologia obsoleta e promoção do emprego, revelou esta quinta-feira a organização.

Um desses projetos é o da futura Associação Juvenil Pa’Ideia, idealizada em Viana do Castelo, na Escola Básica e Secundária de Barroselas: destina-se a criar um banco de professores aposentados que se voluntariem para assegurar explicações gratuitas a estudantes que, embora com dificuldades de aprendizagem em determinadas disciplinas, não têm recursos financeiros para contratar apoio especializado.

Em causa está o concurso “Vamos criar uma associação juvenil”, que, apresentado em mais de 40 escolas do país, apelou para o envolvimento de estudantes do 9.º ao 12º anos em ações de cidadania e voluntariado, levando-os a conceberem projetos originais para problemas concretos das suas comunidades.

Pedro Tilheiro Moreira é um dos autores do projeto e, tendo em conta a formação que adquiriu na campanha da FNAJ, encara a iniciativa como uma forma de também combater o desinteresse eleitoral dos jovens, que “na sua maioria estão de costas voltadas para a política, o que contribui para uma grande abstenção”.

“Selecionámos dois estabelecimentos de ensino por distrito, sempre em localidades fora dos grandes centros urbanos, e, durante sete meses, ajudámos 4.000 jovens a desenvolverem novas competências, para que melhor pudessem identificar os problemas das suas escolas e comunidades e gerar lideranças com impacto direto no seu dia-a-dia”, explicou à Agência Lusa o presidente da FNAJ, Tiago Rego.

Comunicação, gestão de projetos, coordenação de equipas e gestão de conflitos foram algumas das competências desenvolvidas em ações de sensibilização, sessões de tutoria com facilitadores especializados, eleições e outras iniciativas que “tiraram os jovens das suas áreas de conforto e os levaram efetivamente a agir”, concebendo associações com “projetos exequíveis”.

Para o líder da FNAJ, que representa cerca de 1.200 instituições e 500.000 agentes do movimento associativo jovem português, tratou-se de “uma iniciativa inédita”, sobretudo porque, após a apresentação da campanha nas 40 escolas, um grupo de 50 participantes foi convidado a visitar diferentes instituições do país, numa “experiência única de intercâmbio e aprendizagem coletiva”.

Contactando com associativistas, participando em atividades desportivas, sociais e ambientais, e trabalhando temas como os objetivos de desenvolvimento sustentável das agendas 2020 e 2030 das Nações Unidas, esses 50 jovens selecionaram depois os seis melhores projetos entre os 20 apresentados à FNAJ (o que correspondeu a um finalista por distrito).

Seguidamente, uma eleição nacional apurou como grande vencedor do Prémio Inovação FNAJ 2019 o projeto de Beja “Anda lá!”, apostado em criar uma associação que possa desenvolver uma aplicação informática com oportunidades de emprego e voluntariado para jovens da região que não estudem nem trabalhem.

“A app vai reunir ofertas de trabalho, com o empregador a identificar as suas necessidades de pessoal e o valor que pode pagar pelo serviço, e terá também propostas de voluntariado, o que permitirá a jovens alentejanos adquirirem experiência laboral e cívica, o que é particularmente útil numa área altamente afetada pela escassez de oportunidades”, defendeu Tiago Rego.

Max Supelnic é um dos autores do projeto e reconhece que foi precisamente a dificuldade em encontrar uma ocupação que o inspirou: “Quis ajudar pessoas como eu porque no ano passado andei à procura de um part-time para as férias e não consegui arranjar nada, ou porque era menor e não me queriam, ou porque não havia mesmo mais opções”.

A equipa de Max ganhou uma visita a instituições da União Europeia com influência nas políticas de juventude, mas, mesmo sem prémio, há duas outras propostas que já se destacam entre as restantes candidaturas pelos passos dados no sentido de formalizar as respetivas associações.

Outra associação em vias de ser constituída é a Gaivotas Verdes, que surgiu no distrito do Funchal, na Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, e se propõe combater junto de fabricantes e consumidores a “obsolescência programada”, isto é, o recurso a produtos tecnológicos cujos componentes elétricos e eletrónicos têm um prazo de funcionamento prévia e industrialmente estabelecido para garantir a sua curta durabilidade e incentivar substituições rápidas.

Tomás Melício reconhece que desconhecia esse problema antes da discussão gerada na escola por iniciativa da FNAJ e quer agora estimular compras mais informadas, sensibilizar fabricantes para estratégias de produção mais responsáveis e dar nova vida aos resíduos e outro “e-waste” resultantes da obsolescência intencional.

Para isso, está já a contatar diferentes instituições com vista a angariar apoios como “transporte para ações de sensibilização, cartazes e material pedagógico, e, sobretudo, voluntários que se queiram associar ao projeto e ajudar nas suas ações”.

Anúncio

Viana do Castelo

Investigadora de Viana eleita embaixadora da ONU para o combate às alterações climáticas

Entre 400 participantes

em

Foto cedida a O MINHO

A investigadora Raquel Gaião disse esta terça-feira à Lusa que vai dar o seu melhor como embaixadora da juventude para o combate às alterações climáticas, estatuto que alcançou ao vencer um concurso internacional de vídeo promovido pela ONU.

“É uma responsabilidade. Vou tentar dar o meu melhor para desempenhar bem esse papel. Sempre que puder vou falar sobre a importância de mitigarmos as alterações climáticas e caminharmos todos juntos nesse sentido”, disse esta terça-feira à agência Lusa, a jovem bióloga de 24 anos, natural de Viana do Castelo.

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Ocean Alive, primeira cooperativa em Portugal dedicada à proteção do oceano, revelou que o vídeo realizado por Raquel Gaião venceu o concurso “The Global Youth Video Competition”, organizado no âmbito da Cimeira do Clima da ONU.

O vídeo da bióloga portuguesa, que, em 2018, foi a primeira portuguesa a ganhar o prémio mundial Global Biodiversity Information Facility Young Researchers Award, com um trabalho sobre o impacto das alterações climáticas na distribuição de macroalgas na costa Atlântica da Península Ibérica, “foi selecionado entre 400 candidatos de todo o mundo e obteve já mais de 60 mil visualizações do público”.

O trabalho da investigadora de Viana do Castelo será exibido na Cimeira do Clima, em 23 de setembro em Nova Iorque, e na Conferência das Partes (COP25) em dezembro, no Chile, onde Raquel Gaião Silva marcará presença.

“Sinto-me muito orgulhosa pelo projeto que temos em Portugal, da Ocean Alive. Orgulhosa porque os portugueses ajudaram a partilhar e a divulgar o trabalho da Ocean Alive. Não estava à espera de ver tanta gente a partilhar o vídeo e termos mais visualizações, sendo um país pequenino, a competir com países como a India ou o México. É um sentimento de orgulho nos portugueses e no nosso exemplo”, sublinhou.

Raquel Gaião estudou biologia na Faculdade de Ciências. Em 2018 concluiu o mestrado internacional. Trabalha há um ano na Bluebio Alliance (BBA) uma associação portuguesa sem fins lucrativos, fundada em 2015, que representa todos os participantes dos biorrecursos marinhos e da cadeia de valor biotecnológica azul.

“Tudo que faço é com muita paixão. Tento dar o meu melhor o que não significa que não haja outras pessoas a fazerem um trabalho fantástico. Eu arrisco e concorro, nunca a pensar que vou ganhar, mas para me desafiar a mim própria”, observou.

Além de se ter transformado em embaixadora da juventude para o combate às alterações climáticas, a jovem bióloga irá ser repórter da juventude na COP25, onde apresentará o projeto que inspirou o vídeo que documenta o trabalho da Ocean Alive como “um exemplo da categoria do concurso da ONU Cidades e ação local no combate às alterações climáticas”.

“O trabalho da Ocean Alive conseguiu sensibilizar as pescadoras da Carrasqueira, no estuário do rio Sado, para a importância de conservar as pradarias marinhas que são o sustento da sua pesca”, destacou Raquel Gaião.

Segundo a investigadora, o trabalho desenvolvido pela cooperativa portuguesa “conseguiu que as guardiãs do mar se tornassem agentes de mudança, influenciando outros pescadores, a utilizarem técnicas menos destrutivas e não poluir tanto as águas do mar”.

As “pradarias marinhas, desconhecidas do grande público, são constituídas por plantas aquáticas que formam uma floresta marinha que sequestram carbono a uma taxa 30 vezes superior ao das florestas terrestres”.

“São estas pradarias que tornam o estuário do Sado único em Portugal, pois como florestas que são, oferecem alimento, abrigo e local de reprodução para muitos organismos marinhos, como os cavalos-marinhos, raias e para as presas dos golfinhos que residem neste estuário. Se estas pradarias marinhas forem destruídas, o carbono por elas armazenado será libertado e uma grande biodiversidade marinha será perdida”, explica a nota da Ocean Alive.

A Ocean Alive “chama a atenção para o risco iminente de degradação das pradarias do estuário do Sado como consequência das extensas dragagens previstas, como parte da obra de melhoria dos acessos ao porto de Setúbal”.

“Não valerá a pena sermos um exemplo distinguido se as pradarias marinhas do estuário do Sado desaparecerem. Por isso, somos uma das organizações promotoras da manifestação contra as dragagens marcada para o dia 28 de setembro, em Setúbal”, adianta a instituição.

A Ocean Alive apela para a “tomada de consciência por parte do governo português para a necessidade de mudar o paradigma da criação de riqueza e empregos, mantendo os benefícios do estuário do Sado como um sistema natural que garanta qualidade de vida e um futuro sustentável, alinhados com os compromissos assumidos pelo nosso país na ONU”.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Três companhias luso-espanholas em festival de teatro amador de Viana do Castelo

No teatro Sá de Miranda

em

Foto: Divulgação

Três companhias, duas espanholas e uma portuguesa, marcaram presença na segunda edição do festival transfronteiriço de teatro amador que decorre nos dias 20 a 22 deste mês no teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, informou esta segunda-feira a organização.

Segundo o Teatro do Noroeste-CDV, companhia profissional de Viana do Castelo, no primeiro dia, a programação do PLATTA, com companhias do Alto Minho, da Galiza e de Castela Leão, inclui a apresentação de Get Back, pelo Porta Aberta Teatro, de Vigo, pelas 21:30.

No sábado, dia 21, também às 21:30, o Teatro Cachivache, de Palencia, sobe a palco com a peça “Meditaciones para una emergencia”.

No último dia do festival, pelas 12:00, são apresentadas as leituras encenadas em três línguas, do texto vencedor do Prémio PLATTA do Teatro Breve, a obra “A Importância de se Chamar António”, de Xacobe García.

Às 15:00, a encenadora Luísa Pinto dará uma palestra, no salão cobre do Teatro Municipal, com o tema “Teatro e Inclusão”.

Às 17:00, o Grupo de Teatro do Vez apresentará “Os 10 Cobrimentos”, espetáculo que encerrará o evento.

Com três edições por cada região membro, o Festival Transfronteiriço é promovido pela PLATTA – Plataforma Transfronteiriça de Teatro Amador, criada há mais de oito anos para “fomentar o diálogo do teatro amador transregional e transnacional como uma realidade dentro do espaço cultural nacional e europeu”.

A primeira edição decorreu, em março de 2018, em Castela e Leão, em junho, na Galiza e, em setembro em Viana do Castelo, organizado, pela primeira vez, na capital do Alto Minho, através da TEIA – Teatro Em Iniciativa Associativa.

A TEIA é uma rede cultural dinamizada pelo projeto Comunidade do Teatro do Noroeste – CDV composta por 23 entidades culturais da região.

Em dezembro de 2017, a TEIA formalizou a adesão à PLATTA, juntando-se à FEGATEA – Federação Galega de Teatro Amador, pela Erregueté – Revista Galega de Teatro, pela Federação de Grupos Amadores de Teatro Castela e Leão.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Viana voltou a bater forte, fortemente. As imagens do segundo dia de música e ruas cheias

Fotorreportagem de Vasco Morais

em

Fotos: Vasco Morais / O MINHO

O segundo e último dia do festival Viana Bate Forte, em Viana do Castelo, voltou a juntar muitos milhares de pessoas, este sábado, para os concertos de Ana Moura, no Palco da Liberdade, seguida dos Wet Bed Gang. No Palco da República atuaram os Kappa Jotta, Dino D’Santiago e o DJ Patife. O Palco da Erva contou com os vianenses Pedaço Mau, Phoenix RDC e Vítor Hugo.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

A 4.ª edição do Festival Viana Bate Forte voltou a trazer duas noites de música e muita animação à capital do Alto Minho.

Continuar a ler

Populares