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Futebol

“Não houve murros na mesa, mas há sempre conversa, diálogo e partilha”

Lito Vidigal

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Foto: Arquivo

Declarações após o jogo Moreirense-Estoril Praia (1-0), da 16.ª jornada da I Liga de futebol, disputado em Moreira de Cónegos:

Lito Vidigal (treinador do Moreirense): “Fizemos um bom jogo com o Portimonense e uma segunda parte muito boa com o Boavista. Depois, quisemos isso tudo no terceiro jogo, mesmo com pouco tempo para trabalhar, mas a equipa desorientou-se após a expulsão. Numa análise muito fria, disse aos jogadores que o caminho seria este, iríamos dar continuidade e aquilo que permitiria dizer que realmente crescemos era esta vitória.

Era muito importante esta vitória, que nos vai dar confiança, esperança e tempo para trabalhar. Defrontámos uma equipa forte, com qualidade e processos desenvolvidos e podíamos ter feito o segundo golo mais cedo do que as oportunidades do Estoril Praia.

Acima de tudo, dar os parabéns aos jogadores, porque continuam a trabalhar e a ser sérios perante as dificuldades de não ganhar jogos. Têm sido abnegados, têm estado presentes e querem crescer. Esta vitória é para eles, porque fizeram tudo para ganhar.

Não houve murros na mesa, mas há sempre conversa, diálogo e partilha. Acho que não saímos com a qualidade necessária e temos de melhorar nesse aspeto. Aliás, temos de melhorar em quase todos. Sinto a equipa um pouco passiva e a precisar de trabalhar a agressividade. Se quisermos competir com os mais fortes e vencer em qualquer estádio, temos de ser mais organizados, inteligentes e agressivos, além de acreditar na vitória.

O ambiente era pesado só porque as vitórias não apareceram tão rápido. Em 10 ou 12 dias fizemos três jogos e tivemos muito pouco tempo para trabalhar. Foi mais recuperar e voltar à competição. Só se cresce com tempo e com trabalho. O tempo permite-nos trabalhar mais e o que dá tempo no futebol são as vitórias. Ao trabalhar em cima desses triunfos, os atletas sentem-se mais confiantes e disponíveis para trabalhar e aprender.

A mensagem que passo aos jogadores é aquela frase feita: bons ataques ganham jogos e boas defesas ganham campeonatos. Se quisermos ganhar com frequência, temos de ser fortes defensivamente e fazer a diferença com alguma qualidade ofensiva. Sempre que estamos em igualdade no marcador, estamos mais perto de ganhar. Cada vez se nota mais, porque esporadicamente uma equipa que começa a perder dá a volta ao jogo.”

Bruno Pinheiro (treinador do Estoril Praia): “Falhou a primeira parte. Quando se vê os golos que conseguimos nos últimos jogos, é fácil perceber a derrota. Os jogos têm 90 minutos, mas temos vindo a jogar períodos de 30. Quando assim é, as derrotas são naturais. Podia ir pelas defesas do guarda-redes, mas a forma como a equipa corre para trás não nos ajuda de maneira nenhuma e, quando assim é, só temos de perder jogos.

Roda final entre jogadores no relvado? É interno.

Estamos em quinto lugar e não se passa nada. Agora, quem trabalhou para conseguir isto tudo tem de ficar incomodado, mas não por esta sequência de resultados, porque as derrotas fazem parte do jogo e temos de ter ‘fair play’ para aceitá-las. Não podem é ser derrotas em que não saímos de consciência tranquila e não demos o máximo.

É comparar a primeira com a segunda parte, ver a diferença de atitude e tirar conclusões. Quando assim é, fico contente por ter perdido, porque só me dá razão. Na segunda parte, não marcámos, mas saio tranquilíssimo da vida. Sobre a primeira, saio incomodado.

Temos alguns casos [de infeção por covid-19]. O Estoril Praia só tem casos porque tem um protocolo rígido. Ainda antes do jogo ficámos sem um jogador porque decidimos testar uma vez mais. Nas últimas 24 horas testamos três ou quatro vezes. Quem são os atletas em causa? Acho que não faz sentido nenhum [revelar]. É fazer as contas entre quem estava e não e quem costuma ou não jogar. Estão entregues ao departamento clínico.

Somos um clube consciente e não nos vai ouvir a falar em tal situação, a menos que não possamos cumprir com as regras que nos permitam ir a jogo. Os jogadores que não estiveram cá não fazem falta, porque os que estiveram são competentes e capazes.”

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