Declarações após o jogo Sporting – Moreirense (3-0), da sexta jornada da I Liga portuguesa de futebol, realizado hoje no Estádio José Alvalade, em Lisboa:
– Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense): “Não era o resultado que esperava. É a consequência do que fizemos ao longo do jogo. Parabéns ao Sporting.
Conseguimos ser a equipa que queríamos ser em alguns períodos. Na primeira parte, o Sporting empurrou-nos para trás. Criou-nos muitas dúvidas. Melhorámos na segunda parte. Controlámos melhor os médios do Sporting e a saída de bola. Faltou-nos confiança e agressividade no último terço.
Demos uma boa resposta. Não é fácil chegar aqui e ter a posse de bola que tivemos. Era um teste importante para nós. Sabíamos que estávamos a defrontar o campeão nacional e isso fez-se notar durante o jogo.
Feliz o treinador Vasco Botelho da Costa que tem qualidade ao seu dispor para poder fazer as alterações.
Em relação à questão da baliza, tenho três grandes guarda-redes e posso fazer decisões na vertente estratégica. O Caio tem feito uma época tremenda e tem números fantásticos. Hoje, decidimos pelo André Ferreira pelas suas características.
(Perda de tempo?) Não vejo as coisas desta forma. É difícil defrontar uma equipa dessa qualidade. Se assim fosse tinha pedido ao André Ferreira, na primeira parte, para se atirar para o chão e pode chamar a equipa para ajustar. Os jogadores lá dentro são soberanos apesar de eu dizer para eles jogarem rápido. Não senti que fosse essa a razão. Muito mérito do Sporting, que nos obrigou a trabalhar e a suar muito. Não estamos habituados a jogar num campo desta dimensão. O do Moreirense é mais pequeno.
Ainda que eu goste de refletir sobre o futebol português, foi muito importante para mim treinar o Dramático de Cascais na formação e conduzir carrinhas. Isto nunca vai deixar de ser futebol. Muita dessa diferença que existe acaba por ser mental e da capacidade dos jogadores em dar respostas a este tipo de ambientes”.
– Rui Borges (treinador do Sporting): “Tento estar ao máximo tranquilo, para passar essa tranquilidade para dentro do campo. Criámos oportunidades claras de golo. Não me lembro de ver uma percentagem tão grande a nosso favor da criação de golos, que era de 4,66.
O Moreirense tentou tapar espaços, com o bloco baixo. Na segunda parte perdemos algumas bolas e isso criou-nos alguma intranquilidade. Até que surgiram os golos com a qualidade natural da equipa. Não podia estar mais feliz por tudo o que a equipa fez.
Ficámos a dever muito. Merecíamos ter ido para o intervalo a ganhar, não só por 1-0. O Ioannidis está a encaixar-se nas dinâmicas. Fico muito feliz por contar com dois grandes avançados. Vão dar-me dores de cabeça e ainda bem.
Morita e Maxi Araújo não jogaram de início por opção, naquilo que é a gestão da equipa. Eles entraram e deram calma ao jogo.
Muito honestamente, não acho que a diferença entre as equipas grandes e as pequenas tenha aumentado. Estamos a falar de um clube onde entraram investidores e que contrataram muito bem. O défice que há é aquele que sempre existiu. As grandes equipas reforçaram-se, mas as médias também se reforçaram bem. Estão mais equilibradas e com planteis mais competitivos. O Moreirense, o Gil Vicente e o Famalicão reforçaram-se bem, tal como o Vitória de Guimarães e o Sporting de Braga.
Ficava feliz se o Sporting fosse a Mirandela para a Taça de Portugal.
Em relação às grandes penalidades. A hierarquia para bater penáltis está bem estabelecida. O líder tomou a decisão e está tudo bem. Não há muito a acrescentar”.