Os Nadadores-salvadores das praias vigiadas vão deixar de efetuar a manobra de respiração boca a boca a vítimas de pré-afogamento, adiantou o diretor do Instituto de Socorro a Náufragos, em declarações à RTP.
Velho Gouveia explica que todos os nadadores passam a contar um kit de oxigénio junto dos concessionários ou do posto de socorro, e ainda com bombas manuais, algo que já existia em outros anos. No entanto, esta segunda opção requer presença de dois nadadores em simultâneo. O responsável assegurou que todos os socorristas marítimas estão avisados de que não devem efetuar as manobras de respiração boca a boca.
O diretor do ISN recorda ainda que, em 2019, registaram-se 113 mortes por afogamento, mas apenas duas terão ocorrido em espaços vigiados.
Quanto aos postos de primeiros socorros, estes devem dispor de termómetros e equipamento de proteção individual e ter uma área destinada ao isolamento de casos suspeitos de infeção pela covid-19, determina o regime excecional e temporário para a ocupação e utilização das praias, no contexto da pandemia covid-19.
Neste âmbito, o Governo prevê a possibilidade de interdição da praia, “por motivo de proteção da saúde pública, em caso de incumprimento grave das regras pelas concessionárias ou pelos utentes”.
Em Portugal, morreram 1.263 pessoas das 29.660 confirmadas como infetadas, e há 6.452 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.