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Futebol

“Na segunda parte, tivemos de vestir o ‘fato-macaco'”

I Liga

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Foto: Moreirense / Arquivo

Declarações após o jogo Farense-Moreirense (1-2), da 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Vasco Seabra (treinador do Moreirense): “Foi um jogo muito difícil. Era importante para nós a conquista destes três pontos. Foi a segunda vitória consecutiva e a terceira vitória consecutiva fora. São dados importante para a nossa equipa e, mais uma vez, conseguimos fazer dois golos.

Na primeira parte, penso que fomos superiores no controlo do jogo e do que queríamos fazer no momento em que ganhávamos a bola. Fomos estáveis defensivamente, mantendo as linhas curtas e altas para não permitirmos tanta bola no nosso meio-campo defensivo.

Na segunda parte, tivemos de vestir o ‘fato-macaco’. Não tivemos a mesma qualidade que pretendíamos, não conseguimos gerir a bola da mesma forma, mas a equipa uniu-se com ambição e um espírito de conquista muito grandes.

A solidariedade e a raça vieram ao de cima e acabámos por ser justos vencedores, mesmo estando mais baixos do que pretendíamos. Acabámos por controlar a maioria dos lances do Farense, uma boa equipa, difícil de defrontar, num estádio muito complicado de vir cá como adversário e sentir esta força que o clube tem em casa. Por isso, jogo muito complicado, um adversário muito difícil, muito feliz pela vitória e pela entrega dos nossos jogadores.

[Steven Vitória e Alex Soares baixas para o Benfica] São duas baixas importantes, mas temos um grupo coeso, com muita vontade de vencer. Hoje, ficaram de fora jogadores que têm qualidade para acrescentar. Sentimos que vamos estar na nossa máxima força.

Independentemente de quem fica fora, tenho confiança muito grande nos jogadores, porque eles trabalham todos os dias para dar dores de cabeça ao treinador. Estas são as oportunidades que os jogadores procuram. Nós dizemos que contamos com todos, por isso, este é o momento em que não estão dois, vão outros dois lá para dentro e vão estar à altura da resposta que pretendemos.

Foi mais um passo que nós conseguimos, são mais três pontos. Duas vitórias seguidas depois de um jogo [0-4 com o Sporting de Braga] em que não tivemos 20 minutos bem, mas tivemos 70 minutos relativamente competentes. Mas, a equipa reagiu de imediato, era a resposta que queríamos também.

Sabemos que não nos adianta muito estarmos a olhar para a classificação ou para o número de pontos que temos. O campeonato está muito difícil, a luta é muito grande, com equipas muito equilibradas. Vai ser uma luta muito grande até ao fim. Festejamos, sim, os três pontos, mas com muita humildade, porque cada jogo vai ser uma batalha difícil, e não podemos embandeirar em arco. O caminho é muito difícil e temos muitos passos para dar”.

– Jorge Costa (treinador do Farense): “Foi mais um jogo atípico, com um final, na minha opinião, injusto, por aquilo que produzimos, fizemos e trabalhámos, pelas oportunidades que tivemos e pelas escassas oportunidades que o Moreirense teve.

Claro que parece sempre uma desculpa, mas desde o início da época tem faltado um fator importante – o fator sorte. Não justifica tudo, tem havido também outras decisões que não nos têm sido benéficas. Saímos sem pontos, mas, acima de tudo, com a consciência de que tudo fizemos. Não há nada a apontar aos jogadores: trabalharam, pressionaram, lutaram, mas não conseguimos o nosso objetivo, que eram os três pontos.

Sofremos o primeiro golo numa perda de bola, portanto num erro nosso e, depois, mérito do Moreirense na transição. Sofremos o segundo golo de penálti, perfeitamente discutível. Não vou discutir, mas a decisão podia ter sido outra.

Houve mérito do Moreirense na forma como defendeu, ou na forma como foi obrigado a defender. Nós obrigámos o Moreirense a defender. Mérito nosso e mérito deles como foram obrigados a defender, que fizeram com eficácia.

Acima de tudo, saio daqui como no final do jogo com o Santa Clara e que reafirmo de forma sustentada: isto vai ter de mudar. Nós não podemos acabar os jogos sempre com a sensação de que fomos superiores e não somar pontos. Hoje, parece-me, claramente, que podíamos e merecíamos ter somado pontos. Quando digo pontos, digo os três pontos”.

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