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Barcelos

Músico de Barcelos que morreu na Suíça homenageado em festival na RTP2

Festival Jovens Músicos

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Foto: DR

O Prémio Jovens Músicos apresenta os vencedores da edição deste ano no Festival Jovens Músicos, de 03 a 05 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, altura em que elege o Jovem Músico do Ano. É ainda esperada uma homenagem ao falecido oboísta barcelense Samuel Bastos, anunciou a organização.

Os músicos Telmo Costa, em clarinete, Ana Clara Sousa, em flauta, Cristiano Rios, em percussão, Rafael Kyrychenko, em piano, Joaquim Miguel Rocha, em trombone baixo, e Maria Reis Sá, em violino, são os vencedores, por categoria, da 33.ª edição do prémio organizado pela RTP-Antena2, e a um deles será atribuído o título de Jovem Músico do Ano/Prémio Maestro Silva Pereira, galardão máximo do concurso.

A decisão será tomada no primeiro dia festival, 03 de outubro, na “grande final” do Prémio Jovens Músicos (PMJ), depois de cada um dos solistas interpretar um excerto de “uma obra de referência”, no repertório dos instrumentos, de compositores como Schubert, Tchaikovsky, Vieuxtemps, François Devienne, Carl Maria von Weber, Joseph Schwantner e Soren Hyldgaard.

O laureado será o protagonista do concerto de gala, no fecho da edição deste ano, a 05 de outubro, em que também será estreada a obra do compositor Francisco Fontes, “Manifesto”, vencedora do Concurso de Composição Antena 2/Sociedade Portuguesa de Autores, escolhida por um júri formado pelo maestro José Eduardo Gomes e pelos compositores Nuno Côrte-Real e Daniel Moreira.

Ambos os concertos, no início e no fecho do festival, contam com a Orquestra Gulbenkian, e a direção do ex-laureado do PJM José Eduardo Gomes.

Orquestra Gulbenkian. Foto: Fundação Gulbenkian / Divulgação

Os ex-laureados são aliás protagonistas do festival, como solistas convidados ou integrados nos agrupamentos e orquestras participantes, como a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Lutoslawski Piano Duo, o Ensemble de Jazz da Jobra e o ensemble de saxofones de Pedro Moreira.

A Orquestra Sinfónica de Jovens da Academia de Música de Costa Cabral, dirigida pelo maestro Cesário Costa, garante o concerto de abertura, com a violetista bracarense Sofia Silva Sousa, vencedora, no ano passado, do Prémio Maestro Silva Pereira. Será interpretado o Concerto para Viola, de Joly Braga Santos.

Homenagem a Samuel Bastos

A programação inclui uma homenagem ao oboísta barcelense Samuel Bastos, laureado em 2007, músico da orquestra da Ópera de Zurique, que morreu este ano, aos 32 anos, na Suíça.

Músico Samuel Bastos (Barcelos) morre na Suíça

Nesta homenagem, a realizar no dia 04, sexta-feira, será interpretado o “Concerto de Outono – Intermezzo in memoriam Samuel Bastos”, de Sérgio Azevedo, pelo oboísta Andrew Swinnerton, com a Camerata Atlântica.

Hugo Ribeiro, Catarina Castro, Tiago Coimbra, Pedro Teixeira, Ricardo Lopes, Luciano Cruz, Frederico Fernandes, Joana Soares, Kika Materula, Luís Alves são outros antigos laureados que participam no concerto.

Óbito: Oboísta Samuel Bastos (Barcelos) era “um dos melhores da música” mundial

No último dia, atuam o Ensemble de Jazz da Jobra, distinguido este ano na festa do jazz do Teatro S. Luiz, em Lisboa, o Tomás Marques Quarteto, vencedor da categoria Jazz Combo do PJM/2019, e o Pedro Moreira Sax Ensemble, que inclui anteriores laureados, e que vai interpretar a música para bailado “Two Maybe More”.

Durante o festival serão também apresentados três álbuns de ex-distinguidos no PMJ. O primeiro será na sexta-feira, 04 de outubro, e envolve o Trio Adamastor, de Francisco Henriques, violino, Pedro Massarrão, violoncelo, e José Ribeiro, piano, laureados em 2017.

A apresentação do álbum do Artium Trio, do violinista Francisco Lima Santos, do violoncelista Pedro Gomes Silva e do pianista João Barata, ocorrerá no sábado.

No mesmo dia será apresentado “O que será do rio”, disco do compositor Nuno da Rocha, vencedor do Prémio de Composição Antena 2/SPA 2012, com a peça “O que será do rio without John Cage?” composta para Orquestra Barroca.

A obra foi estreada no Festival Jovens Músicos de 2012, pela orquestra Divino Sospiro, dirigida por Massimo Mazzeo, que estará na apresentação, com o compositor, a maestrina Filipa Palhares e o flautista e regente António Carrilho.

Nuno da Rocha, ex-aluno de Vasco Mendonça, Carlos Marecos, Luís Tinoco, Carlos Caires e António Pinho Vargas, soma um percurso internacional de mais de dez anos, em que se cruzou com compositores como Nigel Osborne, Louis Andriessen e Magnus Lindberg. Em 2015 foi Jovem Compositor em Residência na Casa da Música, no Porto. “O que será do rio” sucede ao seu primeiro álbum, de 2016, “Mesmo que faça frio”.

O Prémio Jovens Músicos, organizado pela Antena 2 desde 1987, tem direção musical do compositor Luís Tinoco, nas nove últimas edições, e soma mais de 80 músicos distinguidos.

Entre estes encontram-se o regente Nuno Coelho, atual maestro convidado da Orquestra Gulbenkian, assistente de Gustavo Dudamel na Filarmónica de Los Angeles e vencedor do Concurso de Cadaqués, em 2017, o tenor Fernando Guimarães, que foi candidato aos Grammy de 2015, como protagonista de “Il ritorno d’Ulisse in Patria”, de Monteverdi, com a orquestra Boston Baroque, e o saxofonista Ricardo Toscano, premiado com o seu quarteto, composto por André Santos, João Hasselberg e João Pereira.

O compositor, maestro e percussionista Pedro Carneiro, cofundador e diretor artístico da Orquestra de Câmara Portuguesa, Pedro Ribeiro, 1.º oboé da Orquestra Gulbenkian, que foi também músico convidado da Sinfónica da Cidade de Birmingham, o violoncelista Bruno Borralhinho, da Orquestra de Dresden e diretor artístico do Ensemble Mediterrain, foram outros laureados.

O compositor e violetista Alexandre Delgado foi o primeiro premiado, em 1987.

Este ano, concorreram 278 músicos em oito categorias/instrumentos. As provas de seleção realizaram-se em junho, em Castelo Branco, e, as finais, em julho, na Casa da Música, no Porto.

Os concertos do festival vão ser transmitidos pela Antena 2 e a programação integral pode ser consultada em https://www.rtp.pt/antena2/premio-jovens-musicos.

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Barcelos

Novo hospital privado de Barcelos já tem data de abertura

Ficará localizado junto ao parque da cidade

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Foto: DR / Arquivo

O novo hospital privado Trofa Saúde de Barcelos, que ficará situado junto ao parque da cidade, já tem data de abertura, conforme se pode ler numa tarja colocada junto ao edifício. De acordo com a informação, a nova unidade abre portas a 02 de março de 2020.

O MINHO sabe que, a breve prazo, será divulgada a nova unidade de saúde através de promotores – que já estão a ser contratados para o efeito -, nos diferentes hipermercados do concelho, entre outros locais.

O grupo Trofa Saúde, criado em 1999, quer expandir-se e abriu mais um hospital de dia em Guimarães e outro em Braga [no shopping Nova Arcada], seguindo-se depois novas unidades no Porto, em Aveiro, em Valença, Barcelos, e na área metropolitana de Lisboa.

Grupo Trofa Saúde abre hospital no centro comercial Nova Arcada, em Braga

Atualmente, a Trofa Saúde possui sete hospitais e cinco hospitais de dia e emprega cerca de cinco mil pessoas.

Tem unidades em Alfena, Amadora, Braga, Famalicão, Gaia, Loures, Maia, Matosinhos, São João da Madeira, Trofa, Vila do Conde e Vila Real.

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Barcelos

Artesã de Barcelos apurada para a final do “prémio carreira” em concurso nacional

Promovido pelo IEFP

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Foto: Arte Popular Portuguesa de Ana a Zé

A reconhecida artesã Júlia Côta, de Galegos Santa Maria, concelho de Barcelos, foi selecionada para a fase final do concurso “Prémio Nacional do Artesanato 2019”, anunciou a organização, a cargo do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

A votação, aberta ao público até dia 13 de dezembro, decorre na aba “PNA 2019 – Votação”, na página oficial daquele instituto, na secção de artes e ofícios.

Júlia da Rocha Fernandes de Sousa, conhecida por “Júlia Côta”, é uma barrista barcelense que nasceu na freguesia de Galegos Santa Maria, no concelho de Barcelos, em 26 de dezembro de 1935, e é hoje um vulto maior do artesanato de Barcelos.

Recorde a entrevista da artesã ao portal Arte Popular Portuguesa de Ana a Zé.

As categorias a concurso são Grande Prémio Carreira, Prémio Inovação, Prémio Empreendedorismo Novos Talentos, Prémio Investigação, Prémio Promoção para Entidades Privadas e Prémio Promoção para Entidades Públicas.

O galardão “Grande Prémio Carreira” já foi, anteriormente, atribuído a uma artesã de Barcelos, Júlia Ramalho, que venceu o prémio em 2017.

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Barcelos

Barcelos pede “6 ou 7” milhões de euros para novo hospital, ministra não se compromete

Orçamento de Estado 2020

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes (PS), pediu, esta sexta-feira, à ministra da Saúde a inclusão de “seis ou sete milhões de euros” no próximo Orçamento do Estado para início da construção do novo hospital local.

Na resposta, Marta Temido não assumiu qualquer compromisso, afirmando apenas que é preciso saber “onde é que os portugueses consideram prioritário pôr os seis ou sete milhões”.

Na abertura do 1.º Congresso Recovery Portugal 2019, Costa Gomes reiterou a necessidade de construção de um novo hospital em Barcelos, sublinhando que a câmara está “definitivamente” pronta para “fazer a sua parte”, designadamente a disponibilização do terreno.

O autarca pediu, “encarecidamente”, à ministra para fazer um “forcing” para começar a resolver o problema, arrancando com a construção do novo hospital.

Um “forcing” que, para Costa Gomes, passaria pela inscrição de “seis ou sete milhões de euros” no Orçamento do Estado para 2020.

Marta Temido respondeu que “é tudo uma questão de prioridades”.

“Não quer dizer que as escolhas não venham a ser feitas, mas a questão é perguntar por onde vamos começar no ano de 2020”, referiu, lembrando que o Orçamento ainda está a ser preparado.

A funcionar num edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, o hospital dá resposta a 154 mil habitantes daquele concelho e de Esposende.

Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.

Segundo o protocolo, à câmara caberia adquirir os terrenos necessários para o efeito.

O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.

Em finais de 2018, a Câmara de Barcelos ofereceu galos em cerâmica a vários decisores políticos, para os sensibilizar para a necessidade de incluir a construção de um novo hospital na cidade no Orçamento do Estado (OE) para 2019.

Ícones do artesanato de Barcelos e símbolos de Portugal, os galos em cerâmica acompanharam uma carta que Miguel Costa Gomes enviou para o presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, ministros das Finanças, da Saúde e do Planeamento e das Infraestruturas, líderes dos grupos parlamentares e todos os deputados pertencentes à Comissão de Saúde.

A carta sublinhava a aprovação na Assembleia da República, em 12 de julho de 2018, por todos os grupos parlamentares, de quatro projetos de resolução que pugnavam pela construção de um novo hospital público em Barcelos.

Segundo a Câmara de Barcelos, o atual hospital “apresenta uma estrutura física antiquada, funcionalmente desequilibrada e desarticulada, estando longe de dispor das condições apropriadas para prestar cuidados de saúde de acordo com os melhores padrões de qualidade e segurança do Serviço Nacional de Saúde”.

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