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Braga

Música erudita chega às freguesias mais rurais de Braga através de jovens músicos

Descentralizar eventos pelas freguesias do concelho

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Foto: Divulgação / Eduarda Filipa

A segunda edição do Falando de Música já está a percorrer as freguesias rurais de Braga. A primeira edição passou por seis espaços rurais, a segunda começou em Merelim S. Pedro. Nos concertos, o público conhece as histórias que estão na raiz de obras chave da música para cordas. O MINHO foi conhecer um pouco melhor o projeto desenvolvido por jovens músicos do concelho.

Concerto em Merelim / DR

Cerca de 80 pessoas predispuseram-se a sair de casa para ouvirem música dita erudita. No salão da Junta de Freguesia, em zona rural, um grupo de jovens músicos estão prontos para falar de música. Primeiro há uma explicação sobre o que se vai ouvir e depois os elementos da Sinfonietta de Braga põe em prática as partituras abordadas.

Falando de Música está inserido no Programa Descentra, desenvolvido pela Câmara de Braga com o objetivo de descentralizar vários eventos por todas as freguesias do concelho. Tebosa, Merelim S. Pedro, S. Vicente, Mire de Tibães, Adaúfe e Merelim S. Paio foram as freguesias contempladas este ano.

Concerto em S. Vicente / Divulgação / Eduarda Filipa

“O falando de música não é mais do que uma oferta cultural para freguesias que de outra forma não conseguiriam pagar os nossos concertos”, começam por dizer, acrescentando: “queremos aproximar a música erudita do público, dando-lhes a conhecer obras de compositores que podem ser mais ou menos conhecidos mas com as quais as pessoas se identifiquem”.

Antes do concerto, há uma explicação sobre pormenores das obras permitindo “guiar a audição das pessoas quando as estão a ouvir”. Na sessão a que O MINHO assistiu ouviram-se obras de J. S Bach (Arte da Fuga e Contrapunctus I e IX), C. Nielsen (uma pequena suite para orquestra de cordas op. 1) e Manuel de Falla com sete canções populares espanholas.

Pedro Oliveira (presidente), Paulo Morais (direção artística), Joaquim Pereira (vice-presidente) e Francisco Fontes (compositor) são as quatro vozes que contam o trabalho que a Sinfonietta está a desenvolver mas há que acrescentar ainda os nomes de Miguel Oliveira (presidente da Assembleia Geral), Maria Afonso (secretária) e Tiago Mendes (vogal). Todos com formação superior e especialização em universidades estrangeiras.

2016

Sinfonietta de Braga

No papel existe desde 2006 mas seria em 2016, quando estes sete elementos decidiram pegar no grupo, que sofre um impulso: “quisemos agarrar o projeto trazendo a visão e o conhecimento que fomos adquirindo pelos locais por onde fomos passando”, refere Paulo Morais.

“No fundo, é dar continuidade aquilo que queremos fazer e evoluir enquanto músicos crescendo em conjunto”, acrescenta Pedro Oliveira.

Aliás, outra ideia bem vincada pelos quatros é a abrangência a dar ao projeto: “não queríamos só tocar, queríamos dar uma dimensão educativa para que haja um acesso mais generalizado à música, promovendo-a nas camadas mais jovens”.

A Sinfonietta tem cerca de 15 músicos fixos e foi a responsável por trazer a Braga um violino Stradivarius, único no mundo, no âmbito das jornadas do violino das quais foram organizadores.

Jornadas do Violino

A valorização do trabalho do músico, “na esmagadora maioria das vezes mal pago”, é um dos caminhos que querem seguir: “esta valorização nem sempre é bem conseguida e por isso, o nosso trabalho começa por sensibilizar as entidades competentes”, até para que haja uma verdadeira “democratização da cultura, que possa chegar a todos e que todos tenham acesso a ela”.

Futuro

Os quatro elementos, ou não fossem eles jovens, têm uma série de projetos para porem em prática. Um deles, “adiantado mas em segredo”, passa por fazer chegar a música junto das crianças até aos 12 anos, “de uma forma diferente da que existe actualmente”.

Com um compositor no grupo, Francisco Fontes, de quem aliás já tocam uma peça nos seus concertos, a Sinfonietta quer apostar na criação musical de obras encomendadas “a compositores novos”. Performances inter-disciplinares com a dança, por exemplo, também serão uma realidade no futuro.

Para 2020 estão a pensar realizar o FIO (Festival Informal de Ópera) contemporânea, em parceria com diversas entidades: “queremos fazer um festival educativo, sem a informalidade associada à ópera e aquela ideia muito conservadora”, explicam. Por isso, o festival deverá decorrer em diferentes espaços e abranger diversos públicos

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Braga

UMinho presta homenagem a António de Sousa Fernandes

Pioneiro nos estudos sobre descentralização da educação em Portugal

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Foto: Divulgação

O Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho presta esta segunda-feira uma homenagem póstuma a António de Sousa Fernandes, seu  antigo professor e pioneiro nos estudos sobre a descentralização da educação, a autonomia das escolas e a renovação da investigação em administração educacional em Portugal.

A sessão decorre das 09:30 às 18:00, no auditório multimédia do IE, no campus de Gualtar, em Braga. A iniciativa tem o tema geral “A Educação e os Municípios” e insere-se  no ciclo “XIX Diálogos sobre Educação”.

A Reitoria adiantou hoje que a abertura decorre pelas 09:30, com intervenções dos professores João Formosinho, Licínio Lima, Almerindo Afonso e Manuel Sarmento, todos do IE. Segue-se um painel com Jorge Martins (Universidade Lusófona), João Pinhal (Universidade de Lisboa), António Neto Mendes (Universidade de Aveiro) e Licínio Lima, que culmina na atuação do Coral Porta Nova e do Coral Guadalupe.

A partir das 14:30, é a vez de se conhecer projetos dos municípios de Braga e Guimarães, respetivamente com as vereadoras Lídia Dias e AdelinaPaula
Pinto. O painel das 17:00 junta testemunhos de ex-alunos da licenciatura e do mestrado em Educação da UMinho – Margarida Carneiro, Luís Eira e Maria João Rocha –, estando o encerramento previsto para  as 18:00.

FORMADO EM TEOLOGIA

António Manuel de Sousa Fernandes (1936-2019) formou-se em Teologia em Braga e em Direito Civil em Lisboa, tendo ainda feito pós-graduações em França e nos EUA e frequentado cursos gerais de órgão, violino e canto.

Foi padre, advogado, professor, maestro, juiz do tribunal eclesiástico e presidente do Município e da Assembleia Municipal de Braga. Na UMinho, fez parte do grupo dos primeiros professores, a partir de 1975, na então Unidade Científico-Pedagógica de Ciências da Educação (atual IE) e, mais tarde, presidiu o Instituto de Estudos da Criança.

Tornou-se um dos primeiros doutorados em Organização e Administração Escolar em Portugal, com uma tese sobre a centralização do ensino secundário (1992). Tem uma ampla bibliografia, inclusive estudos para a Comissão de Reforma do Sistema Educativo e o Conselho  Nacional de Educação. Destacou-se igualmente pela sua intervenção  cívica e humanista.

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Braga

Coreografia de Francisco Camacho estreia-se hoje e desafia os cânones da idade em Braga

Artes

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Foto: Divulgação

O coreógrafo Francisco Camacho estreia hoje uma nova coreografia, “Velhas”, que desafia os cânones da dança ocidental ligados à juventude, com bailarinos seniores, no Theatro Circo, em Braga.

Na nova peça, que também será apresentada no sábado, Francisco Camacho reuniu um grupo de profissionais em torno dos 50 anos que irão dançar ao som da música original, tocada ao vivo, de Sérgio Pelágio.

Neste novo trabalho, o coreógrafo “desafia os cânones da dança ocidental aprisionados na ideia de juventude, pujança e superação física”, segundo a sinopse da obra divulgada pela produção.

Os intérpretes — Ana Caetano, Bernardo Gama, Carlota Lagido, Filippo Bandiera e Sílvia Real — “reconfiguram sucessivamente o espaço, utilizando materiais diversos, que determinam a sua fisicalidade e o movimento”, ao longo do espetáculo.

A direção artística e coreografia são de Francisco Camacho, em co-criação com os intérpretes, e a cenografia e a luz são de Frank Laubenheimer, numa coprodução com o Theatro Circo.

A intenção do espetáculo é “dar palco a uma idade habitualmente menos presente, e também uma forma de reflexão sobre a história e a sua violência, que priva alguns sujeitos da sua existência plena, e apela a uma maior maturidade das comunidades”.

Nascido em Lisboa, em 1967, Francisco Camacho estudou dança, teatro e voz, em Portugal e em Nova Iorque, nomeadamente no Merce Cunningham Dance Studio e no Lee Strasberg Theatre Instítute, nos Estados Unidos.

Paula Massano, Meg Stuart, Alain Platel e Carlota Lagido foram alguns dos coreógrafos com quem trabalhou, atuando na Europa e nos Estados Unidos.

Começou a coreografar solos e peças de grupo em 1988, apresentando espetáculos em coautoria com as coreógrafas Mónica Lapa, Vera Mantero e Carlota Lagido, e com os encenadores Fernanda Lapa e Miguel Abreu.

Assinou, entre outros, os solos “Nossa Senhora das Flores” e “Rei no Exílio – Remake”.

Desenvolveu intervenções para uma obra de Pedro Cabrita Reis, em exposição no Museu de Arte Contemporânea de Bona, e para a exposição de Francis Bacon no Museu de Serralves, assim como projetos para espaços não convencionais.

Foi galardoado com os prémios Bordalo da Casa da Imprensa de 1995 e 1997, na área da Dança, e com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1994/95, do antigo Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (Acarte), da Fundação Calouste Gulbenkian.

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Braga

IPMA coloca Braga em aviso laranja: Rua propícia a inundações interdita

IPMA

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A rua Maria Amélia Bastos Leite, em Ferreiros, cidade de Braga, foi interdita ao trânsito esta noite, pelas forças de proteção civil e autoridades, devido ao agravamento das condições meteorológicas a partir das 03:00 desta sexta-feira, apurou O MINHO no local.

Os Bombeiros Sapadores de Braga colocaram baias e fitas de sinalização para impedir a circulação de carros na rua, face às constantes inundações que se registam quando chove de forma mais persistente.

Bombeiros rebocam 15 carros nas cheias em Braga

A PSP garantiu que ninguém da laboração noturna do complexo Max Grundig, iniciada às 23 horas, estacionasse na referida rua, de forma a evitar possível submersão parcial (ou até total) das viaturas.

Aviso laranja

Os distritos de Braga e Viana do Castelo encontram-se sob aviso laranja entre as 03:00 e as 09:00 desta sexta-feira, de acordo com o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), devido a períodos de chuva, por vezes forte e persistente. Também o distrito do Porto estará em grau laranja.

O aviso baixa à intensidade de amarelo, mantendo-se até às 12:00.

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