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Guimarães

Museu de Alberto Sampaio em Guimarães recebe 15 obras “de renome” dos séculos XIX e XX

Museu situado no centro histórico de Guimarães foi criado em 1928 para albergar as coleções da extinta Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos da região, então na posse do Estado

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Foto: Facebook de Museu de Alberto Sampaio (Arquivo)

O Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães, vai receber 15 obras “de renome” dos séculos XIX e XX de “autores portugueses muito prestigiados”, que vão fazer uma “evolução no tempo e do espaço”, disse à agência Lusa a diretora desta instituição.

Segundo Isabel Fernandes, o Museu de Alberto Sampaio, “um dos mais bonitos do país”, define-se por “um museu de arte sacra até ao século XVIII”, e agora passará a ter, em duas “das mais bonitas salas”, pinturas e tapeçarias de autores como António da Silva Porto, José Malhoa, Amadeo de Souza Cardoso e Maria Helena Vieira da Silva.

“É um grande prestígio para nós. Este é e sempre será um museu de arte sacra até ao século XVII, mas estas novas peças vão permitir que os nossos visitantes viagem também até aos séculos XIX e XX através de pintores portugueses. Há uma evolução no tempo e no espaço do museu”, disse.

As obras, depositadas ali através de um protocolo entre o Ministério da Cultura, através da Direção Regional de Cultura do Norte, e a Companhia de Seguros de Crédito (Cosec), contabilizam no total seis tapeçarias e nove pinturas de artistas portugueses do final do século XIX e do século XX.

“É um conjunto muito significativo de pinturas. As pinturas vão formar uma espécie de núcleo mais intimista na Sala do Penselo, enquanto as tapeçarias vã ficar na majestosa Sala do Capítulo, que além de ser lindíssima tem um teto fenomenal datado d século XVIII”, disse.

Apesar do Museu de Alberto Sampaio ir servir como depósito daquelas obras, “as peças vão entrar no percurso dos visitantes”, do espaço.

“É interessante também porque os nossos visitantes vão poder chegar ao século XX através deste depósito, de pintores portugueses”, salientou a responsável.

Em Guimarães vão assim ficar disponíveis obras em tapeçaria como “Composição de 1951”, de Maria Helena Vieira da Silva, “Encontro de Astros”, de Rogério Ribeiro, “Este Astro”, de Cruzeiro Seixas, “Lisboa”, de Carlos Botelho e “Paisagem”, de Menez.

Já as nove telas são “Mucha”, de Amadeo Souza Cardoso, “Portrait7”, de Ricardo da Cruz Filipe, “Retrato”, de Columbano Bordalo Pinheiro, “Os Oleiros”, de José Malhoa, “Telhados de Lisboa”, de Abel Manta, “S. João no Porto”, de Eduardo Viana, “Les Preces”, de Maria Helena Vieira da Silva, e duas peças sem título de Manuel d’Assunção e de Silva Porto.

Em comunicado enviado à Lusa, o Ministério da Cultura explica que “este protocolo insere-se numa estratégia (…) para a promoção das diversas coleções artísticas e patrimoniais, existentes em Portugal e no estrangeiro, de caráter público e privado”.

O ministério de Graça Fonseca refere ainda que “tem vindo a sublinhar a importância de reforçar no imediato a exposição das mais variadas coleções, investindo, simultaneamente, em projetos de médio e longo prazo”.

“O compromisso agora estabelecido é mais um passo importante no desenvolvimento de parcerias que permitem o enriquecimento da oferta cultural do país e fomentam o acesso à arte por um cada vez maior número de cidadãos”, lê-se.

O Museu de Alberto Sampaio, situado no centro histórico de Guimarães, foi criado em 1928 para albergar as coleções da extinta Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos da região, então na posse do Estado, como destaca a página da Direção Regional de Cultura do Norte, que sublinha em particular o interesse histórico do claustro, das salas medievais que o envolvem, da antiga Casa do Priorado e da Casa do Cabido.

No seu acervo destacam-se as coleções de escultura (arquitetural, de vulto e tumulária), dos períodos medieval e renascentista até ao século XVIII, assim como a coleção de ourivesaria, com o cálice românico de D. Sancho I, a imagem de Santa Maria de Guimarães, do século XIII, as cruzes processionais e o retábulo gótico da Natividade, de fins do século XIV.

Da coleção do museu destacam-se o loudel que D. João I vestiu na batalha de Aljubarrota, o fresco do século XVI figurando a Degolação de S. João Baptista, a coleção de pintura, dos séculos XVI a XVIII, a talha maneirista e barroca e os paramentos bordados, além da azulejaria de objetos de faiança.

Guimarães

Freguesia de Guimarães aproveita poda para aquecer casa dos mais desfavorecidos

Solidariedade

Foto: Divulgação / JF Ponte

Os mais desfavorecidos da vila de Ponte, em Guimarães, têm agora oportunidade de recolher sobrantes da poda das árvores localizadas em espaços públicos para aquecer as casas e também para cozinhar no fogão a lenha.

De acordo com uma nota daquela Junta de Freguesia, os resíduos, não só da poda mas também da desmatação de caminhos, estão disponíveis na Loja Social através do apoio da Brigada Verde, que procedeu ao corte dos sobrantes.

Segundo a mesma nota, esta iniciativa não visa apenas ajudar os mais desfavorecidos, mas também promover uma estratégia de economia circular e de sustentabilidade ambiental, rentabilizando-se ao máximo os recursos disponíveis, protegendo-se o meio ambiente.

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Guimarães

Presos em Guimarães sem água quente, passam frio e não podem ligar aquecedores

Estabelecimento Prisional de Guimarães

Foto: DR (Arquivo)

A denúncia é do secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), Vítor Ilharco, na mesma altura em que os presos do Estabelecimento Prisional de Guimarães fizeram chegar à associação uma reclamação relacionada com o frio e a falta de água quente.

Na reclamação os presos referem-se a problemas infraestruturais no edifício, já referenciados num relatório da Provedoria de Justiça de 1996. “É uma cadeia em que as más condições objetivas têm sido superadas graça a um trabalho de equipa”, lê-se nesse relatório com 25 anos.

Os presos queixam-se do frio e da falta de água quente para os banhos. Numa altura em que a região tem enfrentado temperaturas muito baixas, a situação torna-se mais preocupante. A reclamação dos presos estende-se à falta de roupa de cama quente. “A Direção Geral dos Serviços Prisionais (DGRSP) distribui dois cobertores a cada recluso e não deixa que as famílias levem mais”, explica Vítor Ilharco. “A DGRSP diz que vai distribuir lençóis de flanela e mais um cobertor, mas neste momento estamos à espera”, afirma o secretário-geral da APAR.

Vítor Ilharco reconhece, até, que esta DGRSP “é bastante preocupada com o bem-estar dos presos, o problema é que não tem dinheiro”.  A situação tenderá a agravar-se, uma vez que o Orçamento de Estado para 2021 reduz em 52,5 milhões de euros o financiamento da DGRSP. 

O Estado paga, por dia, 3,40 euros para alimentar cada preso

“Atualmente a DGRSP paga à empresa de catering que fornece a alimentação das cadeias, 3,40 euros, por dia, por recluso. São 85 cêntimos por refeição. Isto dá uma ideia da qualidade da alimentação dos presos. Com a redução do financiamento, pode imaginar” – Avalia Vítor Ilharco. “No mesmo ano em que se retiram 52,5 milhões de euros a DGRSP, o Governo aumentou em 15 milhões as verbas destinadas à proteção animal”, crítica o responsável da APAR.

Relativamente às condições denunciadas pelos presos de Estabelecimento de Prisional de Guimarães, Vítor Ilharco confirma-as e diz que “infelizmente é a triste realidade das 48 prisões pelo país”.

Na prisão de Guimarães não é possível ligar aquecedores porque o quadro elétrico não aguenta

Em Guimarães, o problema do frio torna-se ainda mais grave por não se poderem usar aquecedores, uma vez que a instalação elétrica, antiga, não suporta a sobrecarga. “Os presos resistem aos dias de frio, como os que atravessamos, sem nenhum tipo de aquecimento”. A idade do edifício é também a causa de múltiplas infiltrações, algumas através de placas de fibrocimento, com amianto. A remoção destas placas, de material cancerígeno, está prevista, desde 2018, mas até agora ainda não avançou.

A DGRSP diz não ter registo de queixas sobre a temperatura da água. Relativamente ao quadro elétrico, a DGRSP afirma que o problema está “sinalizado” e que já estão orçamentados os custos para a resolução, embora não adiante nenhum prazo para a execução das obras. Até, afirmam, que os reclusos podem usar termos e têm acesso a bebidas quentes no bar.

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Guimarães

Câmara de Guimarães assegura refeições escolares durante suspensão letiva

Confinamento

Foto: Ilustrativa (Arquivo)/ DR

A Câmara de Guimarães vai assegurar as refeições escolares a todos os alunos com escalão, assim como a todos os que comprovem vulnerabilidade social, no período de interrupção das aulas, hoje anunciado pelo Governo.

Em comunicado, a Câmara refere que as refeições serão entregues nas escolas ou, para quem não tiver possibilidade, o município de Guimarães assume a entrega em casa.

Em articulação com os psicólogos escolares, os serviços de Educação da Câmara de Guimarães assumem o apoio psicológico e vão iniciar o processo de rastreio de saúde mental a crianças dos 3 aos 10 anos a frequentar as escolas púbicas.

As escolas de todo o país vão fica fechadas a partir de sexta-feira e durante 15 dias, numa medida que visa travar a pandemia de covid-19.

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