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Ave

Municípios do Ave com 1,3 milhões para baixar preços dos transportes públicos

Guimarães, Famalicão, Fafe, Cabeceiras de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vizela, Vieira do Minho e Mondim de Basto

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave tem 1,385 milhões de euros para investir no programa de redução tarifária nos transportes públicos, dos quais 1,351 milhões são assegurados pelo Fundo Ambiental, segundo dados a que a Lusa hoje teve acesso.

Os oito municípios da CIM (Guimarães, Famalicão, Fafe, Cabeceiras de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vizela, Mondim de Basto e Vieira do Minho) entram com a fatia restante.

A maior verba cabe a Guimarães, que irá dispor de mais de 546 mil euros para investir neste programa.

Daquele montante, 310 mil euros serão destinados à gratuitidade, já a partir de abril, do passe dos mais de 1.800 alunos do ensino secundário que residem a mais de três quilómetros da escola.

Ainda no âmbito do transporte escolar, no ano letivo 2019/2020 haverá uma comparticipação de 50% dos passes de alunos do ensino básico e secundário que residam a uma distância inferior a três quilómetros do estabelecimento de ensino, num custo previsto superior a 192 mil euros.

Uma terceira ação, também dirigida a crianças e jovens até aos 18 anos, visa a comparticipação em 50% dos passes para o mês de agosto, período de férias escolares e atualmente não abrangido pelo passe escolar, por forma a garantir a mobilidade e promover a sua capacidade de deslocação em transporte público, no concelho de Guimarães.

Por último, a autarquia propõe-se a comparticipar o passe da Linha Cidade (TUG) aos assinantes do passe da CP – Comboios de Portugal, com Guimarães como origem ou destino.

Nesse pressuposto, o município de Guimarães comparticipará em sete euros o valor do passe da Linha Cidade.

Para Famalicão, o Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos (PART) reserva quase 277 mil euros, que serão aplicados, desde logo, na gratuitidade generalizada do “Voltas”, transporte público urbano que circula no interior da cidade e que até agora era gratuito apenas para os titulares de bilhetes de outros transportes públicos.

A verba servirá ainda para financiar a gratuitidade do passe escolar que em Famalicão abrange todos os níveis de ensino desde o 1.º ciclo até ao secundário.

O PART começa em 01 de abril nas duas áreas metropolitanas (Lisboa e Porto) e em várias CIM, incluindo a do Ave.

O programa prevê que as 21 CIM recebam, através do Orçamento do Estado, um total de 23,2 milhões de euros para adotarem medidas de redução tarifária nos transportes públicos nos respetivos territórios.

O Governo incumbiu cada CIM de definir a nível local qual será o valor da redução no preço das viagens.

Esta iniciativa está inserida no Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos (PART), que conta com 104 milhões de euros do Fundo Ambiental, através do Orçamento do Estado, e terá a comparticipação de 12 milhões de euros dos municípios, um valor acima do previsto.

A fórmula de cálculo dos valores a receber ou a comparticipar por cada Área Metropolitana ou CIM tem em conta o número de utilizadores dos transportes públicos, o tempo médio utilizado nas deslocações e “um fator de complexidade dos sistemas de transporte das áreas metropolitanas”.

Pelo menos 60% do total que cada uma destas entidades vai receber terá de ser aplicada em “ações de apoio à redução tarifária nos transportes públicos coletivos” e o restante utilizado “no aumento da oferta de serviço e na extensão da rede”.

O objetivo do Governo é conseguir mais 100 mil utilizadores dos transportes públicos, num total de mais 63 milhões de viagens anuais, reduzindo em 79 mil toneladas as emissões de dióxido de carbono.

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Guimarães

Escola de moda em Guimarães abre 45.ª edição do Portugal Fashion

Arranca esta quarta-feira no Porto

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Foto: Divulgação

O 45.º Portugal Fashion regressa esta quarta-feira ao seu quartel general, no edifício da Alfândega do Porto, e arranca com a apresentação de coleções de jovens designers portugueses e italianos, para a próxima primavera/verão 2020, assim como com desfiles de seis escolas de moda portuguesas, entre as quais a Cenatex, de Guimarães, anunciou a organização.

“A nossa estratégia de internacionalização passa também por trazer o mundo até nós, nomeadamente convidando ‘designers’ internacionais que possam promover no exterior a nossa fashion week e a fileira da moda portuguesa”, adiantou à Lusa Mónica Neto, a project leader do Portugal Fashion.

Na programação do Portugal Fashion que a organização antecipou à agência Lusa, o destaque desta quarta foca-se na aparição em palco das coleções dos quatro novos talentos da moda em Itália, que venceram o Milano Moda Graduate 2019, um projeto da Camera Nazionale della Moda Italiana (CNMI).

Os desfiles dos designers emergentes de Itália estão agendados para arrancar às 18:30, mas antes, pelas 14:30, a Alfândega do Porto recebe o Bloom, uma plataforma especialmente dedicada aos jovens designers portugueses, que têm aqui a oportunidade de ter um palco para apresentarem as suas “propostas disruptivas” para a próxima estação quente, refere a organização.

A abrir o calendário daquela plataforma estão seis escolas de moda – Cenatex (Guimarães), Escola de Moda do Porto, Escola superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESART), Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos (ESAD) e Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, com o curso de Design de Moda.

Pelas 17:70 está marcado o arranque do Bloom Upload, uma plataforma experimental destinada a designers que se encontram numa fase embrionária dos seus percursos, por onde vão passar coordenados de quatro jovens: Carolina Sobral, João Sousa, 0.9 Vírus e ARIEIV.

“É muito importante esta parceria com a CNMI para a internacionalização do Portugal Fashion. Com o apoio desta associação italiana podemos levar o PF a mais eventos internacionais, para além de estarmos a reforçar a dimensão internacional do nosso calendário nacional, a potenciar o networking dos nosso jovens criadores e a atrair talento para a nossa fileira moda”, acrescentou Mónica Neto.

Em paralelo aos desfiles na Alfândega, vai realizar-se o ‘showroom Brand Up’, com vestuário, calçado, joalharia, ourivesaria, marroquinaria e outros produtos de life style e onde, pela primeira vez, vai haver a possibilidade de venda direta ao público avançando com o conceito “see now buy now’ (vê agora compra agora).

O último desfile do primeiro dia do Portugal Fashion zarpa do edifício da Alfândega à beira do rio Douro, para se instalar a partir das 21:30, na Tipografia do Conto, uma antiga oficina de artes gráficas transformada num ‘hotel design’ no centro do Porto, para se conhecer a nova coleção primavera/verão 2020 da criadora Katty Xiomara, After now.

Pelo 45.º Portugal Fashion, até sábado, dia 26, vão passar nomes como Miguel Vieira, Luís Buchinho, Diogo Miranda, Hugo Costa, Sophia Kah, Marques’Almeida, Pedro Pedro, Alexandra Moura, Susana Bettencourt, Maria Gambina, Alves/Gonçalves, Estelita Mendonça, Inês Torcato, Carla Pontes, entro outros.

O Portugal Fashion é um projeto da responsabilidade da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), desenvolvido em parceria com a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal e financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020, com fundos provenientes da União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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Guimarães

Relatório aponta Guimarães como referência no combate às alterações climáticas

Clima

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Foto: Divulgação

A cidade de Guimarães é uma das cidades “melhor preparadas e com mais capacidade de resposta” às alterações climáticas, adiantou hoje a autarquia, citando um relatório de fevereiro da Rede Carbon Disclosure Project (CDP).

Em comunicado divulgado pela Lusa, a Câmara de Guimarães realça ainda que, em fevereiro, aquela organização não-governamental considerou que o concelho é também “uma das cidades que mais valorizou e reforçou as suas preocupações ambientais”, sendo que obteve a segunda classificação mais alta da escala de avaliação, inserindo-se no grupo que representa 10% das cidades mais bem classificadas em todo o mundo.

Hoje, o CDP, num outro estudo, divulgou que centenas de cidades do mundo já estão a sentir os efeitos das alterações climáticas, como Lisboa, Porto, Braga, Cascais e Guimarães, em Portugal, mas só metade está a tomar medidas.

Já segundo o relatório de fevereiro, Guimarães é “uma cidade líder que demonstra melhores práticas em adaptação e mitigação, tem definidas metas ambiciosas e realistas, e tem demonstrado progresso para atingir essas metas”.

“Um dos eixos da política municipal desde 2013 é a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. Grupos temáticos e segmentados efetuaram um trabalho intenso no sentido de avaliar e reportar informação para que Guimarães seja hoje uma cidade líder que demonstra melhores práticas em adaptação e mitigação às alterações climáticas”, refere o primeiro relatório do CDP, datado de fevereiro.

Como exemplos de “medidas de adaptação”, a autarquia aponta a construção das bacias de retenção, inauguradas em junho de 2015, uma intervenção que “teve como principal objetivo a melhoria e a manutenção da função hidráulica da Ribeira da Costa, constituindo uma solução para evitar cheias no centro da cidade”.

Foram assim criadas, salienta o município, “três bacias de retenção a funcionarem apenas em alturas de picos de pluviosidade intenso, no sentido de evitar inundações na parte baixa da cidade. Desde 2015, após a entrada em funcionamento das bacias de retenção, não houve mais nenhum episódio de cheias na zona baixa da cidade, até então crítico no que diz respeito às inundações no espaço urbano”.

Outra medida adotada por Guimarães foi a construção da Academia de Ginástica, inaugurada em 2017, sendo “um edifício ambientalmente sustentável e de referência, com um elevado grau de eficiência energética, ao consumir a energia produzida pela própria infraestrutura, com recuperações de calor e consumos energéticos compatíveis com o uso, próximos da autossustentabilidade”, que se “interliga igualmente com a Ecovia de Guimarães, cuja inauguração foi em 2018”.

A câmara refere ainda outras medidas: “a abertura do concurso para adjudicação de serviço de transporte público com uma taxa superior a 50% de autocarros 100% elétricos, a criação de mais de três dezenas de Brigadas Verdes (com o objetivo da proteção do património natural), a transformação de prédios sociais em edifícios ambientalmente sustentáveis, a intervenção, em concurso de obra, de mais de 300 habitações sociais”, enumera.

“Acresce a todas estas ações os programas educativos ambientais em todas as Escolas, com 50 estabelecimentos de ensino considerados ‘Eco Escolas’ e o ‘Ecoparlamento’, um dos projeto-chave do Programa Ecológico de Guimarães para a Aprendizagem do Desenvolvimento Ambiental Sustentável – PEGADAS”, lê-se.

De realçar ainda, segundo a autarquia, que “além da regeneração da fauna e flora autóctones das margens dos rios, verifica-se um aumento das áreas verdes em todo o município, onde se integra a rota da biodiversidade da montanha da Penha”

A autarquia garante também a existência de “planos estratégicos e abrangentes para assegurar que as ações que estão a adotar reduzirão os impactos climáticos e a vulnerabilidade dos cidadãos, empresas e organizações instaladas no território”.

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Famalicão

Pena suspensa para solicitador que lesou empresa de Famalicão

Condenado pelo desvio de 12 mil euros

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Foto: Facebook

O tribunal criminal de São João Novo, no Porto, condenou um solicitador de execução a dois anos e meio de prisão, pena suspensa, por desviar mais de 12 mil euros de processos executivos em que trabalhou.

Segundo o acórdão, datado de 03 de outubro e divulgado esta terça-feira pela Procuradoria Distrital do Porto, o arguido terá também de pagar ao Estado a quantia correspondente à vantagem que obteve com a prática do crime.

O coletivo de juízes determinou que a suspensão da pena fica sujeita ao regime de prova, assente no cumprimento de um plano de reinserção social.

Os factos do processo ocorreram de 2008 a 2011 e, segundo a acusação, o solicitador de execução “cobrou e recebeu diversos montantes, num total de 12.301,66 euros, por conta das quantias exequendas, montantes que guardou, fez seus e usou como quis, ao invés de os entregar aos credores nos processos, a quem pertenciam”.

Foram lesadas várias sociedades dos distritos do Porto (concelhos de Maia, Paços de Ferreira, Penafiel, Porto e Valongo) Aveiro (capital do distrito), Braga (Vila Nova de Famalicão) e Faro (Portimão).

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