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Região

Municípios do Alto Minho definem limites da Área Protegida na Serra d’Arga

Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima

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Foto: DR/Arquivo

Os municípios de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima vão reunir-se nas próximas semanas para definir os limites da Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal que pretendem criar na Serra d’Arga.

Em declarações, hoje à agência Lusa, o coordenador do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que envolve os quatro municípios do distrito de Viana do Castelo, Guilherme Lagido, adiantou que, “na primeira reunião formal das quatro autarquias, que decorrerá ainda este mês ou no início de outubro, além da delimitação da área a proteger será apreciado o regulamento que a regerá”.

“Será a primeira reunião formal de um processo que ainda vai demorar algum tempo. Os dois documentos finais, um relativo à delimitação da área e, o outro, ao regulamento, terão ainda de ser submetidos à apreciação das respetivas câmaras e assembleias municipais”, especificou Guilherme Lagido.

O responsável, que é também vice-presidente da Câmara de Caminha, explicou que a criação daquela área protegida resulta de um estudo realizado, entre 2017 e 2019, pelas empresas Território XXI, Floradata, Wenature, Miew Creative Studio, no âmbito de uma candidatura de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima a fundos do Norte 2020, no valor de 350 mil euros.

“A constituição da área protegida não é uma consequência da exploração de lítio em Portugal, mas antes o resultado da necessidade que os municípios sentiam de preservar e valorizar aquele território. Obviamente que preservar passa por não permitir que se estrague, nomeadamente, pela extração de lítio”, frisou.

O antigo diretor do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), informou que, inicialmente, o concelho de Vila Nova de Cerveira, concretamente a freguesia de Covas com área integrada na Serra d’Arga, não estava incluída no projeto, integração que, entretanto, formalizou.

“Sei que o município de Vila Nova de Cerveira já avançou com os estudos para integrar a criação da área protegida”, especificou, sublinhando que será um processo que terá um acompanhamento, bem de perto, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Segundo Guilherme Lagido, “há vários anos que os municípios tinham intenção em classificar a Serra d’Arga, intenção que ganhou agora forma e acuidade com as conclusões do estudo realizado naquela zona”.

“Até agora não havia uma consciência concreta do património que lá existia. Este levantamento veio dar uma verdadeira noção do valor que ali está encerrado”, destacou.

No caso do distrito de Viana do Castelo, e segundo dados do coordenador do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, a Serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Naquela área, “cerca de 90% dos 10 mil hectares da Serra d’Arga distribuem-se pelos concelhos de Caminha e Viana do Castelo, 8% no concelho de Ponte de Lima e os restantes 2% em Vila Nova de Cerveira.

O projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” foi apresentado publicamente em junho.

Na altura, Guilherme Lagido explicou que o “valor patrimonial” da Serra d’Arga “é de tal modo elevado, o conhecimento agora existente é de tal modo avançado”, que se tornou necessário “criar um mecanismo de proteção desse património”.

“É um bocado como arranjar uma arca que guarde esta joia que nós aqui temos. É firme determinação dos municípios avançar para esta classificação. Temos instrumentos como nunca tivemos para defender este território e, de forma abalizada, feitos por pessoas altamente credenciadas, ligadas às universidades, estudiosos, de elevado respeito científico e intelectual”, reforçou.

O projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, “incide sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 Serra d’Arga, correspondendo a uma área com 4.493 hectares, totalmente inserida na sub-região do Alto Minho, e cuja conservação florística e faunística é imperativa”.

O projeto intermunicipal implicou um estudo entre o vale do Âncora e o maciço serrano, que incluiu o levantamento das espécies existentes.

A investigação permitiu ainda fazer “o levantamento do património construído, mais de 600 exemplares, entre igrejas, cruzeiros, alminhas, moinhos, fontanários”.

Foram efetuados atlas da flora, fauna e geologia, o inventário do património material, trilhos suportados por novas tecnologias através de uma aplicação móvel (app), um vídeo promocional e um documentário, reunidos numa página na Internet criada para o projeto.

Em julho, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d’Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio.

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Cadastrado procurado pela polícia espanhola apanhado em Cabeceiras de Basto

Traficante de droga natural de Famalicão estava a tentar obter um passaporte

Foto: Ilustrativa / DR

Um cadastrado, natural de Famalicão, que estava a ser procurado pela polícia espanhola, foi apanhado na semana passada pelo SEF de Braga quando tentava obter um passaporte na Conservatória de Cabeceiras de Basto.

Segundo o Correio da Manhã (CM), que avança a notícia (acesso exclusivo a assinantes), tinha sido emitido um mandado de captura internacional sobre o indivíduo, que está há dois meses em liberdade e é suspeito de tentativa de homicídio.

António Macedo Mariz, traficante de droga conhecido das autoridades policiais, voltou para a cadeia e aguarda saber se vai ser extraditado.

Segundo o CM, o suspeito chegou a estar evadido da cadeia de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, depois de em 2015 não ter voltado de uma saída precária.

Foi apanhado quatro anos depois, à porta de um café em Borba do Castelo, Celorico de Basto, pelos inspetores da PJ de Braga. Estava a sair de um Porsche Panamera, no qual guardava quase 100 mil euros em notas, alegadamente provenientes do tráfico de droga.

Voltou para a cadeia do Vale de Sousa, em Penafiel, de onde saiu em novembro passado, depois de cumprir o resto da pena de seis anos de cadeia a que tinha sido condenado.

Suspeito de ter tentado matar um cidadão espanhol, as autoridades espanholas querem julgar António Macedo Mariz, que recusou ser extraditado.

Vai aguardar em prisão preventiva a decisão das autoridades judiciais.

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Região

Sinalização portuguesa do Caminho Minhoto Ribeiro concluída até à Páscoa

Entre Braga e Melgaço

Foto: DR

A sinalização do Caminho Minhoto Ribeiro, entre Braga, passando por Viana do Castelo e até Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha, vai estar concluída até à Páscoa, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Melgaço.

“O caminho estará marcado até à Pascoa. Concluída a sinalização, avançaremos para a promoção e posterior certificação do Caminho Minhoto Ribeiro. Foram as principais decisões tomadas na reunião hoje realizada com os municípios que assinaram o protocolo de reativação daquela rota”, explicou Manoel Batista.

Em causa está um protocolo assinado em dezembro, que junta os concelhos de Melgaço, Monção, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, e o município de Vila Verde, no distrito de Braga.

Com a assinatura daquele acordo, os cinco municípios portugueses “comprometem-se a desenvolver trabalhos de estudos de uma rota de interesse histórico e cultural intermunicipal, denominada Caminho Minhoto Ribeiro para futura fruição pública.

O grupo de trabalho é coordenado por Cástor Pérez Casal, responsável pela investigação deste caminho.

Do lado português, o Caminho Minhoto Ribeiro no terreno tem uma extensão de 75,3 quilómetros entre os concelhos de Braga e Melgaço.

“Nesta fase, vamos marcar o caminho entre Braga e Melgaço, onde faz a ligação à Galiza, onde já está todo marcado até Santiago de Compostela. Mais tarde, quando estiver consolidado, a sinalização poderá alargar-se ao Porto”, descreveu.

Nesta fase, “a sinalização e promoção do caminho do lado português vai ser suportada pelos municípios envolvidos no projeto” de revitalização daquele percurso.

De acordo com informação que consta da página oficial da Associação do Caminho Minhoto Ribeiro na Internet, hoje consultada pela Lusa, aquele percurso “é um dos caminhos mais antigos, que liga o norte de Portugal à cidade do apóstolo Santiago”.

Segue “na maior parte da sua rota através daqueles caminhos, calçadas romanas e caminhos medievais”.

Este caminho “entronca com o território nacional no lugar de Cevide, freguesia de Cristóval, concelho de Melgaço, uma das mais antigas fronteiras terrestres”.

“Dentro de uma semana voltaremos a reunir-nos para analisar as propostas e começarmos a trabalhar a comunicação”, disse o autarca de Melgaço no final do encontro hoje realizado através de videoconferência.

O “conhecimento científico construído nas últimas duas décadas levou as entidades galegas a desafiarem os municípios portugueses a desenvolverem os esforços tendentes à implementação do Caminho em solo nacional”.

Do lado espanhol, os 173,70 quilómetros de extensão do Caminho “estão sinalizados e foram, recentemente, reconhecidos pela Junta da Galiza e pela Catedral de Santiago com A Compostelana”.

O documento “certifica o fim da peregrinação a Santiago de Compostela, confirmando a passagem do peregrino pelo referido caminho, cujas etapas constam, através de carimbo, na credencial do peregrino”.

Do lado espanhol, percorre os municípios de Lobios, Entrimo, Padrenda, Pontedeva, Cortegada, Arnoia, Castrelo de Miño, Ribadavia, Leiro, Carballiño, Boborás, Beariz, Forcarei, A Estrada, Boqueixón e Vedra.

O Caminho Minhoto Ribeiro “está repleto de histórias e de um património riquíssimo, entre hospitais, mosteiros, igrejas, capelas, cruzeiros, pontes medievais e romanas, adegas históricas, achados arqueológicos, nascentes termais e entre outros”.

Segundo a Associação do Caminho Minhoto Ribeiro, o percurso tem três entradas desde Portugal para Galiza.

O roteiro principal, desde Vila Verde a Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Monção, e Melgaço, no Alto Minho, atravessando os municípios de Padrenda, Pontedeva, Cortegada, Arnoia, Castrelo de Miño, Ribadavia, Beade, Leiro, O Carballiño, Boborás, Beariz, Forcarei, A Estrada, Vedra, Boqueixón e Santiago de Compostela.

Outro desde Braga, Ponte da Barca até Baixa Limia, Lobios e Entrimo, Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço, onde se une com o itinerário principal.

A terceira entrada através de Terras de Bouro até as proximidades da vila de Lobios, Entrimo e Castro Laboreiro, onde deriva no itinerário principal.

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Braga

Moradores de prédio em Braga desesperam sem eletricidade desde a uma da manhã

Problema só deverá ser resolvido amanhã

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um prédio na Rua Nova da Estação, em Maximinos, Braga, está desde a uma da manhã desta segunda-feira sem eletricidade e assim deverá continuar pelo menos até amanhã. Os moradores desesperam com o frio, a comida a descongelar nas arcas e a impossibilidade de cozinhar ou tomar banho quente.

No número 75 da Rua Nova da Estação simplesmente não há luz. É o único prédio das redondezas nessas circunstâncias. E quem lá vive está perto de um ataque de nervos.

Foto Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“O piquete da EDP já veio cá três vezes. A empresa do condomínio chamou uma empresa para tentar resolver mas até agora nada”, relata um morador, dando conta de que a última visita do piquete foi entre as 17:00 e as 18:00, mas o problema não ficou resolvido.

“O condomínio mandou e-mail a dizer que amanhã vão tentar resolver”, refere a O MINHO o morador.

Sem possibilidade de ligar aquecimento, o frio “é o principal problema”, mas há outros, como a comida a descongelar na arca e as pessoas que não têm como cozinhar ou tomar banho, uma vez que também para estas atividades é necessária energia elétrica.

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