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Braga

Mulheres de Braga saem domingo à rua para exigir que “parem de as matar”

Violência doméstica

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Foto: O MINHO (Arquivo)

As Mulheres de Braga vão sair à rua no domingo para exigir que “parem de as matar”, um protesto organizado pelo grupo que nasceu numa rede social mas que pede à adesão de “todos ao combate” à violência doméstica.

Em declarações à Lusa, uma das organizadoras e responsáveis pelo grupo no Facebook, Emília Santos, explicou que o objetivo da concentração, marcada para as 15.00 na Praça da República, é “mesmo fazer barulho” e chamar a atenção para a necessidade de “educação nas escolas, sensibilização dos agentes políticos, jurídicos e policiais” para a “falta de proteção efetiva” à vítima de violência doméstica.

O grupo, que tem Braga como referência por ter sido criado depois de “mais uma mulher” ter sido assassinada na cidade em contexto de violência doméstica, agrega, no entanto, mulheres de vários pontos de Portugal e além-fronteiras que pretendem “mandar uma mensagem forte” à sociedade com a ação de domingo.

“Basta de nos matarem” é o mote para o “apelo à união de mulheres que foram, são, que não sabem que são e que podem vir a ser” vítimas de violência doméstica, mas “sem esquecer que há outras vítimas, como homens, crianças e adolescentes”.

“A condição de vítima de violência doméstica não tem estrato social, género, nem idade e se nos acusam de nos concentrarmos nas mulheres no grupo é porque a ideia foi criar um espaço de liberdade para as mulheres. Mas, no domingo vamos lá estar por todas as vítimas”, garantiu Emília Santos.

A organização admite que as leis contra a violência doméstica existem, porém, salientou, “não são suficientes, são pouco aplicadas e sobretudo desconhecidas de muitas das vítimas, pelo que este tipo de ação tem que funcionar como um grito de alerta e chamada de atenção para quem “até é vítima e não sabe”.

O grupo quer ainda dinamizar uma petição para entregar na Assembleia da República para “exigir que a educação contra este flagelo comece logo na pré-primária, que os agentes de autoridade sejam formados para lidarem com estes casos, que os juízes sejam sensibilizados para a aplicação de prisões efetivas e também para que os órgãos de comunicação social tenham outra abordagem” quando retratam o tema.

“O apoio da comunicação social é fundamental porque são vocês, jornalistas, que denunciam muitos casos, mas muitas das vezes, e de forma até involuntária, acabam quase que por ir desculpabilizando o agressor na forma como retratam a vítima ou o agressor”, explicou.

Outra questão que o grupo quer abordar é o apoio à vítima: “São necessárias mais esquadras com atendimento especializado, pessoal nos hospitais preparados para reconhecer um episódio de abuso, formas de apoiar de forma imediata a vitima protegendo-a, afastando o agressor, mas sem que a vítima seja isolada do mundo, porque parece que ela é que é a criminosa”, exortou.

“O ano de 2019 está a ser um ano negro, já foram mortas mais de 30 mulheres e, se calhar, enquanto falamos, está uma nova Gabriela a ser morta, ou agredida, ou um António, ou uma adolescente a ser controlada de forma abusiva pelo namorado e a achar isso normal, aceitável. É isto que tem que parar”, salientou.

O Mulheres de Braga foi criado em setembro, depois de uma funcionária do Theatro Circo, chamada Gabriela, ter sido assassinada frente ao Tribunal e, em oito dias, passou o número de 12 mil adesões.

A ação de domingo, explicou a organizadora, não pretende “a adesão só de mulheres, mas também dos homens deste país, jovens, adultos, adolescentes, pais, filhos e irmão de todas as Gabrielas que andam por aí e não se lhes conhece o rosto”.

“Basta de nos matarem”, reforçou Emília Santos.

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Braga

Máscaras e emoção dos fiéis no regresso às missas no Bom Jesus de Braga

Regresso das missas

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Foto: Basílica do Bom Jesus do Monte

Reportagem de Vítor Fernando Pereira, da Agência Lusa

Nem as máscaras, obrigatórias, no rosto escondiam o ar de alívio, felicidade e, sobretudo, emoção das seis pessoas que hoje assistiram, na Basílica do Bom Jesus, em Braga, à primeira missa do resto das suas vidas.

“Isto enche-me a alma, é uma sensação que não consigo explicar, não há palavras, não sei”, disse José Luís Tinoco, de 80 anos, o primeiro a chegar para assistir à missa, marcada para as 08:00.

Ciente de que, por causa da idade, integra o chamado grupo de risco, o octogenário garantiu ter todos os cuidados e seguir todas as recomendações das autoridades de saúde, tanto assim que até agora, e desde que a pandemia de covid-19 chegou, o filho, a nora e os netos ainda não entraram na sua casa.

Mas à missa no Bom Jesus, à “sua missa” no Bom Jesus, José Luís Tinoco não podia faltar.

“Senti tanto, mas tanto, a falta disto”, disse, com visível emoção.

Naquela basílica de Braga, Património da Humanidade, não havia missas presenciais desde 14 de março, tendo desde então o reitor celebrado apenas com a companhia de um operador de câmara, que assegurava a transmissão via internet.

“Era um vazio muito grande, um silêncio abismal, mas, ao mesmo tempo, o eco que se ouvia era ensurdecedor”, confessou João Paulo Alves.

No entanto, o sacerdote acredita que o reabrir das portas das igrejas é ainda mais importante para os fiéis que ali encontram a sua “fortaleza e a força para o caminho” e procuram “a graça para vencer a pandemia”.

“Se tivesse de usar uma palavra apenas, essa palavra seria alívio”, referiu.

As missas são adaptadas à nova realidade: à entrada, não há água benta, mas há um dispensador de gel desinfetante para as mãos.

A lotação, que em tempos normais é de 177 pessoas, fica agora reduzida a pouco mais de 60.

Todos, sacerdote incluído, têm de usar máscara, cada banco só dá para uma ou duas pessoas, há uma porta para entrar e outra para sair, há sinalética a pedir para que seja respeitada a distância de segurança, há “rececionistas” que encaminham e orientam quem entra.

O coro, que até aqui reunia umas 15 pessoas, já só pode contar com duas ou, no máximo, três.

Quem comunga, não pode dizer “ámen”.

Fazendo jus ao provérbio “se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé”, é o padre que se desloca até cada uma das pessoas para lhes dar a comunhão. Sempre na mão.

Não há saudação da paz, mas, mesmo assim, os fiéis sentem-se abraçados por Deus, e isso já lhes enche a alma.

“Se uma mudança custa sempre, custa sempre mais quando é imposta e quando se lhe junta o medo. É um recomeço, um passo para voltarmos à normalidade. E um alívio”, disse José Leite, 60 anos, outro bracarense que nunca perde a “missa das oito”, aos sábados, no Bom Jesus, a intercalar a sua caminhada matinal.

O reitor da basílica não esconde as saudades do “pré covid-19” e da agitação que se vivia naquele local de culto.

“Em condições normais, hoje teríamos aqui três casamentos, oito batizados e uma peregrinação com mais de 150 pessoas. Foi tudo cancelado. Mas tudo há de ficar bem”, afirma.

Portugal está desde 03 de maio em situação de calamidade por causa da pandemia, mas o Governo tem entretanto aprovado sucessivas medidas de desconfinamento, estando a partir de hoje autorizado o regresso das cerimónias religiosas comunitárias.

“Quero lá saber que tenha de usar máscara, que tenha de desinfetar as mãos, que tenha de ficar sozinho num banco. É aqui que eu me sinto bem, aqui nunca me sinto só”, soltou José Luís Tinoco.

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Braga

Torrestir investe 45 milhões e vai criar mais 200 postos de trabalho em Braga

Emprego

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Foto: DR / Arquivo

A transportadora bracarense Torrestir vai construir um terminal logístico na freguesia de Vilaça, prevendo a criação de cerca de 200 postos de trabalho, foi ontem anunciado.

Durante uma visita do secretário de Estado do Planeamento, o também bracarense Jorge Mendes, a empresa anunciou um investimento de 45 milhões de euros para a criação desse novo pólo e para requalificar a atual sede, situada em Nogueira.

O novo centro de logística servirá para aumentar a capacidade de armazenamento da empresa, que se dedica ao transporte nas mais variadas áreas, desde alimentos à indústria farmacêutica.

Citado pelo jornal Correio do Minho deste sábado, o presidente do grupo, Fernando Torres, explicou que a empresa fez parceria com agricultores e fábricas para escoar os produtos dos mesmos durante a pandemia. Para além disso, a empresa fez a distribuição gratuita de medicamentos porta a porta aos mais carenciados.

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Braga

Minho em aviso amarelo a partir das 12:00 por queda de granizo, chuva e trovoada

Estado do tempo

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Foto: DR / Arquivo

Os distritos de Braga e Viana do Castelo estão sob aviso amarelo a partir das 12:00 horas deste sábado face às previsões de aguaceiros, trovoada e possível queda de granizo.

Em comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera dá conta da previsão da queda de aguaceiros e trovoada em alguns locais do interior, que poderão ser fortes, de granizo e acompanhados de rajadas.

O aviso amarelo, em vigor até até às 20:00, contempla ainda trovoada nas regiões do interior.

(notícia atualizada com o aviso para o distrito de Viana)

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