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Braga

Mulheres de Braga entregam petição contra violência doméstica na Assembleia da República

Com mais de 6 mil assinaturas

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO /Arquivo

O grupo “Mulheres de Braga”, criado contra a violência doméstica, vai entregar “em mãos” ao presidente da Assembleia da República, a 26 de novembro, uma petição, para que o parlamento “pense e renove medidas prioritárias” de “prevenção e proteção” das vítimas.


Em declarações à Lusa, lembrando que se assinala a 25 de novembro o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, uma das responsáveis da página do Facebook daquele coletivo, Teresa Fernandes, adiantou que Ferro Rodrigues confirmou que irá receber da mão de uma comitiva de cinco mulheres a petição que contou com a assinatura de mais de sei mil pessoas, ‘online’ e presencialmente.

Mulheres de Braga saíram à rua para exigir que “parem de as matar”

Entre as medidas presentes no texto, estão ações como o “reforço da formação dos agentes judiciários e dos serviços sociais de apoio aos tribunais e criação de tribunais mistos (criminal e família e menores) especializados para julgar todas as questões relacionadas com a prática deste crime, num processo único”.

Os signatários pedem também “a criação de mecanismos de efetiva aplicação da Convenção de Istambul, designadamente quanto à proteção da vítima após a denúncia, criando planos de segurança e seu acompanhamento ao longo do processo” e a promoção de “medidas legislativas que assegurem a segurança da vítima e seus filhos durante o processo, designadamente mediante aplicação de medidas de coação eficazes que efetivamente as protejam do agressor e lhes permitam manter-se na sua residência”.

O coletivo, criado em janeiro depois de uma mulher, “a Gabriela”, ter sido degolada pelo ex-companheiro em frente ao Tribunal de Braga, realça ser importante “aprovar a aplicação do Estatuto de Vítima especialmente vulnerável às crianças que testemunham situações de violência entre os seus progenitores e outros familiares”, assim como a “proteção das crianças vitimas diretas ou indiretas de violência e abuso sexual com medidas de apoio à família e à mãe, suspendendo-se os contactos com o agressor até ao fim do processo-crime”.

Para uma das representantes do grupo, Emília Santos, “o Governo, a Assembleia da República, os Tribunais não podem ficar alheios ao flagelo que está a atingir Portugal e que é necessário aplicar as leis já existentes e não fechar os olhos”, referiu, lembrando que desde janeiro já morreram mais de 30 mulheres vítimas de violência doméstica.

“O importante é começar e mostrar que a sociedade civil está mobilizada, atenta e que exige medidas contra esta epidemia que se tornou a violência doméstica”, disse.

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Braga

Universidade do Minho com 8 novos casos em 24 horas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Universidade do Minho registava até às 24:00 de terça-feira, 47 casos de covid-19, o que significa um aumento de oito infeções em 24 horas.

Os número são divulgados no portal oficial da academia minhota através da página dedicada à doença.

A UMinho decidiu elaborar uma atualização diária dos novos casos de infeção através de um contador disponível no portal da academia. Também o reitor, Rui Vieira de Castro, irá fazer um balanço semanal sobre a evolução da pandemia na universidade.

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Braga

Grupo terrorista galego já teve casa florestal em Vieira do Minho

Resistência Galega quer a independência e o português como língua oficial

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Foto: Ilustrativa / DR

A Polícia Judiciária desativou, na segunda-feira, em Coimbra, uma base logística do grupo independentista Resistência Galega, onde apreendeu “um importante” espólio de material usado nas atividades da organização. Mas não é a primeira vez que a Resistência utiliza o território nacional: em setembro de 2006 foram descobertas 25 bombas artesanais numa casa florestal em Vieira do Minho.

Na ocasião, e em notícia elaborada pelo autor destas linhas, a Agência Lusa noticiava que a Polícia Judiciária do Porto estava a investigar eventuais ligações entre o grupo independentista “Resistência Galega” e cidadãos portugueses. Segundo uma fonte policial, além dos engenhos explosivos, a Guarda Nacional Republicana (GNR) local encontrou, na antiga casa florestal em Cantelães, alguns manuais para fabrico de bombas, escritos em português e em castelhano, bem como autocolantes do grupo independentista.

Os explosivos, que estavam prontos para serem detonados, encontravam-se no local há um mês, ou seja, desde agosto de 2006, segundo calculam as autoridades, que tentavam determinar se a casa foi ou não habitada no período antecedente.

PJ desmantela em Portugal base logística de grupo terrorista da Galiza

O achado, que foi investigado pelas Brigadas de Explosivos e de Combate ao Banditismo da PJ, foi inicialmente comunicado à GNR por um cidadão da zona, que dele teve conhecimento por vários jovens que estiveram na casa florestal.

A GNR comunicou depois a situação à Polícia Judiciária (PJ) de Braga, que entretanto transferiu a investigação para a delegação do Porto.

Uma fonte da Guardia Civil em Tui disse, na ocasião, que a atividade do grupo em Portugal era desconhecida, mas considerou “normal” o aparecimento de explosivos na casa de Vieira do Minho – a 40 quilómetros da fronteira luso-espanhola da Portela do Homem, na Serra do Gerês -, dado que “em Portugal é mais fácil adquirir explosivos do que em Espanha”.

Independência da Galiza

O grupo político “Resistência Galega”, que se manifestou pela primeira vez na Região Autónoma da Galiza, em Espanha, em 2005, defende a independência da região, não pondo de parte o uso da violência e de métodos terroristas para a atingir.

A polícia secreta espanhola, que está em contacto com a polícia portuguesa, segue, desde então, a atividade do grupo, nomeadamente após a publicação – durante a crise provocada pela maré negra do petroleiro “Prestige” – de um “Manifesto da Resistência Galega”.

O grupo reclamava, no documento, ataques feitos nos últimos anos contra instituições bancárias, bem como sabotagens e atentados, com petardos artesanais, contra obras públicas (principalmente autoestradas), camiões do Exército espanhol e sedes de partidos políticos.

Em julho de 2005, a Resistência colocou uma bomba numa caixa Multibanco em Santiago de Compostela, um ato que resultou na detenção de dois alegados membros do grupo.

Os seus membros são maioritariamente homens jovens, com idades até aos 30 anos, que reivindicam a independência da Galiza e o uso do português, falado e escrito, como língua natural.

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Braga

Selma Uamusse, Adriana Calcanhotto e B Fachada no Theatro Circo em Braga

Até final do ano

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B Fachada. Foto: DR

O Theatro Circo, em Braga, vai receber concertos de Selma Uamusse, Tiago Sousa, Adriana Calcanhotto e B Fachada, entre outros, nos últimos dois meses do ano, anunciou hoje a sala.

A programação dos últimos dois meses do ano no Theatro Circo começa, no dia 07 de novembro, com Selma Uamusse, a apresentar o segundo disco de originais, “Liwoningo”, produzido pelo brasileiro Guilherme Kastrup.

No dia 13, a companhia Ninguém leva à cena “Delírio a Dois”, de Ionesco, e um dia depois Tiago Sousa apresenta o novo disco, “Oh Sweet Solitude”, que surge quatro anos depois de “Um Piano nas Barricadas”.

No dia 27 do próximo mês, o Theatro Circo recebe a coreografia “Drama”, de Victor Hugo Pontes, e Adriana Calcanhotto, um dia depois.

Já em dezembro, o primeiro espetáculo do último mês do ano pertence a B Fachada, no dia 05, seguindo-se, no dia 11, o concerto “A Voice for Freedom”, no qual Sara Miguel “reúne alguns dos músicos com quem mais gosta de tocar para trazer ao Theatro Circo um tributo ao jazz como música de intervenção e à cantora Nina Simone”, segundo comunicado da instituição.

O último concerto do ano é o que junta o projeto St. James Park a Cláudia Guerreiro para o espetáculo “Häxan”.

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