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Barcelos

Mulher em estado grave após despiste contra uma árvore em Barcelos

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Foto: O MINHO / Arquivo

Um acidente provocou ferimentos graves na condutora de um veículo esta quarta-feira em Feitos, Barcelos. O despiste ocorreu durante a tarde.

A mulher terá perdido o controlo do carro e chocou de frente com uma árvore na Estrada Nacional (EN) 103.

Duas ambulâncias dos Bombeiros Voluntários de Barcelos estiveram no local com uma viatura de desencarceramento. A GNR tomou conta da ocorrência.

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Barcelos

De Balugães para o Qatar: Rui Faria vai estrear-se como treinador principal

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O treinador barcelense Rui Faria vai treinar o Al Duhai, atual campeão do Qatar, foi hoje anunciado.

O ex-adjunto de José Mourinho, natural e muito ligado à sua terra, Balugães, estava sem clube desde que abandonou o Manchester United, de Inglaterra, no final da última época.

Rui Filipe da Cunha Faria, licenciado em Educação Física pela Universidade do Porto, acompanhou toda a carreira do melhor treinador português de sempre, como seu número dois, desde a União de Leiria.

Aos 43 anos, irá agora assumir, pela primeira vez, a função de treinador principal.

“A direção do clube conseguiu contratar o treinador português Rui Faria para liderar a equipa no próximo período. Após negociações intensas e grande esforço, a direção conseguiu contratar o treinador apesar das grandes ofertas europeias de vários clubes que o queriam contratar”, pode ler-se numa nota divulgada pelo clube catari.

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Barcelos

Empresa municipal de Barcelos ilibada no caso do concerto de Júlio Iglésias

Situação já dura 15 anos.

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Foto: DR

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga absolveu a Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos no caso do concerto de Júlio Iglésias naquele concelho em 2004, em que a empresa representante do cantor exigia 225 mil euros.

Por sentença datada de 15 de janeiro, a que a Lusa hoje teve acesso, aquele tribunal condenou a empresa representante de Júlio Iglésias a uma multa superior a mil euros por litigância de má-fé.

Em causa está um concerto que a Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC) de Barcelos contratou para a inauguração do Estádio Municipal daquele concelho, em 02 de julho de 2004.

O contrato foi firmado com a sociedade comercial Golden Concerts, sediada em Gibraltar e que tem como objeto a representação exclusiva de Júlio Iglésias para Portugal e para outros países de expressão portuguesa.

Inicialmente, o concerto foi contratualizado por 325 mil euros, mas, entretanto, devido à fraca adesão do público, foi renegociado, tendo sido fixado em 195 mil euros.

Aquando da renegociação, o representante da EMEC rasgou o contrato inicial, tendo também o representante da Golden Concerts rasgado “uns papéis, como se do seu exemplar do contrato referido se tratasse”.

No entanto, em 2012 aquele representante moveu uma ação em tribunal reivindicando o pagamento dos 130 mil euros alegadamente em falta mais juros, num total de perto de 225 mil euros.

Um caso agora sentenciado pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, que deu como provado que o concerto “foi um fiasco” e que, por isso, o contrato inicial “foi dado sem efeito”, tendo sido substituído por outro, com valor de 195 mil euros e tendo como contrapartida o pagamento imediato de 50 mil euros e a preferência à Golden Concerts na organização da festa de fim de ano em Barcelos.

Na sentença, o tribunal refere que a transparência do representante legal Golden Concerts “é muito duvidosa” e que ele se quis aproveitar da “ingenuidade” da EMEC na contratação de um espetáculo daquela envergadura e do seu “deslumbramento fácil” perante a promessa de casa cheia.

Para Nuno Cerejeira Namora, advogado da EMEC, trata-se de uma sentença “douta e corajosa, que vem repor a justiça, esclarecendo definitivamente uma pretensa dívida que enlameou o bom nome de várias entidades e personalidades, ao longo de década e meia”.

“Durante este período, perdurou a dúvida e suspeita de que a EMEC e os seus então administradores tinham gerido levianamente os dinheiros públicos, em negócio nubloso e megalómano. A sentença veio terminar com essa querela, deixando claro que a EMEC nunca deveu nada ao representante de Júlio Iglésias”, acrescenta.

O advogado garante que o artista, quando subiu ao palco, “já tinha recebido tudo a que tinha direito” e que a empresa que o representava é que “construiu outra narrativa, inventando a existência de uma d”vida”.

“Fê-lo de forma temerária e recorrendo a mentiras, pelo que foi condenada como litigante de má-fé.

Afinal, o músico e verdadeiro artista era outro”, rematou Nuno Cerejeira Namora.

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Barcelos

A água em Barcelos vai ficar mais cara? “No conjunto, não é expectável que suba”

Autarca explicou que “é expectável” que a fatura da água desça cerca de 35%, sendo esta descida “descompensada” com o novo modelo de taxação do saneamento

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O presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, afirmou hoje que a alteração do contrato de concessão da água e saneamento do concelho não provocará mexidas no valor médio da fatura mensal.

“No conjunto dos valores da fatura mensal, não é expectável que suba. Há casos em que subirá um euro, há casos em que até descerá mais ou menos um euro”, referiu.

Explicou que “é expectável” que a fatura da água desça cerca de 35%, sendo esta descida “descompensada” com o novo modelo de taxação do saneamento.

“No total, o valor médio da fatura não terá perturbação”, vincou.

O autarca falava no final de uma reunião extraordinária do executivo, em que foi aprovada uma “adenda” ao contrato de concessão da água e saneamento, pela qual a câmara adquire 49% da concessão, por 59 milhões de euros.

A adenda foi aprovada com os votos favoráveis da maioria socialista e de um vereador dissidente do movimento Barcelos, Terras de Futuro (BTF).

Os vereadores do PSD e o do CDS-PP abstiveram-se e o líder do BTF votou contra.

Os restantes 51% da concessão ficam nas mãos da Somague Ambiente.

Trata-se de um acordo extrajudicial, pelo qual a câmara se “livra” da decisão do tribunal arbitral que a condenava ao pagamento à empresa concessionária, até 2035, de uma verba que ascenderia a 217 milhões de euros.

A água e o saneamento de Barcelos foram concessionados, em 2005 e por 30 anos, à Águas de Barcelos (AdB).

Em 2010, e porque os consumos previstos no contrato de concessão nunca foram alcançados, a AdB requereu a constituição do tribunal arbitral, com vista à reposição de equilíbrio económico-financeiro da concessão, resultando daí a condenação do município no pagamento de 172 milhões de euros, até 2035.

Uma condenação que, com juros e segundo a câmara, poderia ascender a 217 milhões de euros.

O presidente da câmara, Miguel Costa Gomes, já disse que esta é a solução mais vantajosa para o município, desde logo porque “elimina a sombra” da decisão do tribunal arbitral.

Sublinhou ainda que será eliminada a taxa de ligação dos ramais, da mesma forma que será adotado um tarifário com escalonamento dos consumos por quatro escalões e serão introduzidos tarifários sociais e para famílias numerosas.

O negócio, já discutido com a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), terá de ser autorizado pelo Tribunal de Contas.

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