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Braga

Mulher e bebé escapam ilesos após despiste aparatoso em variante de Braga

Variante do Fôjo

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Uma viatura entrou em despiste, seguido de capotamento, ao final da tarde desta sexta-feira, na Variante do Fojo, em Braga, causando grande aparato.

No carro capotado seguia uma mulher e um bebé que não sofreram quaisquer ferimentos.

No local, na estrada que liga Braga a Póvoa de Lanhoso, estiveram meios do INEM, mas não houve necessidade de transporte hospitalar.

A GNR registou a ocorrência que condicionou o trânsito naquela via.

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Braga

Antígona e Orfeu Negro juntam-se para apoiar livrarias independentes. Uma delas é de Braga

Covid-19

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Foto: CM Braga

A 100.ª Página, em Braga, é uma das livrarias independentes do país que serão apoiadas pela campanha conjunta lançada pelas editoras Antígona e Orfeu Negro.

O objetivo da iniciativa é ajudar as livrarias independentes, encerradas e em dificuldades devido à covid-19, através de apoio financeiro resultante de vendas ‘online’. Os dinamizadores desafiam outras editoras a juntarem-se com novas ideias.

O anúncio foi feito por ambas, em comunicado, especificando que, desta forma, as duas editoras, também elas independentes, querem “alertar o público para a situação cada vez mais frágil das livrarias independentes”.

Intitulada “Adopta uma livraria – 10 Dias, 10 Livrarias”, esta campanha de vendas ‘online’ decorre entre os dias 14 e 23 de abril (Dia Mundial do Livro), e visa dar às livrarias um terço do valor adquirido nas vendas.

“Os leitores que encomendarem livros nos ‘sites’ da Antígona ou da Orfeu Negro estarão a apoiar diretamente a livraria designada para esse dia: 30% do valor líquido das suas compras reverte para a livraria. Além disso, terão 10% de desconto sobre o PVP [Preço de Venda ao Público] de cada livro e portes gratuitos”, esclarece a nota.

Cada editora selecionou “as suas 10 livrarias independentes”, de norte a sul do país, ou seja, são 20 livrarias ao todo, e em cada um dos dez dias de campanha, vão estar a ser beneficiadas duas livrarias, uma selecionada pela Antígona e outra pela Orfeu Negro.

Assim, e por ordem de dias, as livrarias assinaladas pela Antígona são a 100.ª Página (Braga), Escriba (Almada), Fonte de Letras (Évora), Ler Devagar (Lisboa), A das Artes (Sines), Tigre de Papel (Lisboa), Culsete (Setúbal), Snob (Lisboa), Flâneur (Porto) e Arquivo (Leiria).

Já a Orfeu Negro (distinguida no ano passado na Feira do Livro Infantil de Bolonha com o prémio de Melhor Editora Europeia de Livro Infantil) dá parte do destaque a livrarias dedicadas ao livro ilustrado.

Sendo assim, as livrarias escolhidas para cada um dos dias são a Livraria Ler (Lisboa), Hipópomatos na Lua (Sintra), Arquivo (Leiria), Gigões e Anantes (Aveiro), Salta Folhinhas (Porto), Aqui há Gato (Santarém), 100.ª Página (Braga), Fonte de Letras (Évora), Faz de Conto (Coimbra) e Tigre de Papel (Lisboa).

As equipas da Orfeu Negro e da Antígona consideram que “é muito importante que as editoras e as livrarias independentes estejam unidas nesta altura particularmente difícil”.

“Umas e outras estão já habituadas a uma existência plena de adversidades em Portugal, mas cabe-nos a todos garantir que, ultrapassado este período, regressemos de boa saúde e mais ativas do que nunca”, afirmam.

Os impulsionadores da campanha afirmam que este é “um pequeno gesto de resistência”, ao qual pensam juntar outros nos próximos meses, e lançam um repto a outras editoras, para que “se juntem com ações semelhantes”.

No início deste mês, mais de meia centena de livrarias independentes de todo o país uniram-se para criar uma rede de cooperação com o objetivo de conjugar esforços para enfrentar a crise no setor, agravada agora pelas condições criadas pela covid-19.

Denominada RELI – Rede de Livrarias Independentes, esta associação livre de apoio mútuo foi lançada, juntamente com o respetivo ‘site’, com o objetivo de “coordenar esforços para enfrentar a crise no mercado livreiro, que vem comprometendo, já há vários anos, a existência de pequenas livrarias em todo o país”, segundo os livreiros.

Além disso, também enviaram uma carta aberta aos órgãos de soberania, com um conjunto de propostas para os ajudar a sobreviver à crise, que passam por medidas de apoio à tesouraria e rendas.

Antes disso, já as editoras tinham anunciado que suspendiam a produção de novidades e que se viravam para as vendas ‘online’, em alguns casos praticando descontos, para conseguirem sobreviver, face à crise no setor, que esvaziou e fechou as livrarias.

Este cenário passa-se um pouco por toda a Europa e na terça-feira, antecedendo a reunião de ministros da Cultura da União Europeia – que decorreu na quarta-feira –, a federação europeia de editores escreveu uma carta a alertar para a “gravosa situação” do setor livreiro e a solicitar apoio financeiro para aliviar os efeitos da crise.

Desta reunião não saíram medidas específicas para o mercado livreiro, mas sim a ideia de que alguns programas financeiros europeus para enfrentar a crise causada pela covid-19 – como a iniciativa de investimento, orçada em 37 mil milhões de euros, e o instrumento de mitigação de desemprego, no valor de 100 mil milhões de euros – vão poder ser utilizados no setor cultural e criativo.

Dirigido ao meio literário, foram anunciados incentivos à tradução de livros, no âmbito do programa Europa Criativa.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) tem dado conta dos dados relativos ao comportamento do mercado livreiro no mês de março e revelou que na primeira semana em que se iniciaram as medidas de isolamento, a venda de livros teve uma quebra de 65,8% e que, especificamente, as livrarias tiveram uma redução de 73% na venda dos livros.

A semana seguinte, a primeira depois de declarado o Estado de Emergência, trouxe um cenário ainda mais grave, com a APEL a anunciar uma “queda a pique do mercado”, de menos 83% de vendas de livros, e a avisar que vários trabalhadores estão já em situação de ‘lay-off’.

Até ao momento, o Ministério da Cultura ainda não anunciou medidas específicas para este setor.

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Braga

Galeria de Braga lança campanha de retratos para ajudar artistas

Covid-19

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Foto: Zet Gallery / Facebook

A zet gallery, de Braga, lançou a campanha “Um abraço na forma de um retrato” para ajudar alguns dos artistas plásticos que representa, numa altura em que o setor “está parado” por causa da pandemia da covid-19.

Em declarações à Lusa, a diretora da galeria, Helena Mendes Pereira, explicou que o objetivo é angariar encomendas de retratos aos seis artistas escolhidos para esta campanha.

“A nossa grande preocupação é fazer chegar dinheiro aos artistas”, referiu.

Os seis artistas que integram esta campanha são todos portugueses e vivem exclusivamente da venda de obras de arte.

Esta última particularidade faz com que integrem o grupo dos artistas que ficaram “mais descalços” com a crise pandémica.

Helena Mendes Pereira vincou que estes artistas encontram “sérias dificuldades de enquadramento” nos apoios anunciados pelo Estado ao setor das artes.

Adiantou ainda que a iniciativa tem subjacente um outro objetivo, de caráter mais simbólico.

“Numa altura em que os abraços estão proibidos, por que não dar um abraço em forma de retrato a alguém que nos é querido?”, referiu.

Lançada “há meia dúzia de dias”, a campanha já conta com cerca de uma dezena de encomendas.

Nesta fase, a galeria está a assumir todos os portes de envio e logística, para que o processo beneficie os artistas.

A zet gallery representa cerca de 480 artistas, nacionais e estrangeiros.

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Braga

Coletivo de Braga angaria fundos para ajudar artistas em tempos de crise

Covid-19

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Foto: DR

O coletivo Cosmic Burger lançou uma campanha de angariação de fundos para apoiar artistas independentes do Norte de Portugal, para que estes possam fazer face às despesas do dia-a-dia e ao mesmo tempo continuarem a criar, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Cosmic Burger refere que a campanha foi lançada ‘online’ e definiu como meta o valor de 20.000 euros, para depois apoiar 10 projetos com a quantia de 2.000 euros cada.

Cada pessoa pode escolher o valor que quer doar, sabendo que esse fundo será depois transformado em bolsas de criação que obedecerão à seleção de um júri e a um regulamento de candidatura.

O fundo foi criado a pensar no presente e no futuro da comunidade artística, cuja atividade está atualmente interrompida devido ao surto de covid-19.

O fundo promovido pela Cosmic Burger servirá depois para, através de uma “open cal”, selecionar 10 artistas individuais ou coletivos informais do norte de Portugal para que criem uma obra que possa ser exibida publicamente, assim que seja possível o regresso à normalidade.

A seleção dos vencedores será feita por um júri e obedece a um regulamento de candidatura, que serão revelados em breve.

Caso a meta seja atingida, serão distribuídos 2.000 euros a cada vencedor.

Na eventualidade da totalidade do valor não ser angariada, a Cosmic Burger optará por atribuir um número inferior de bolsas.

Para já, a Cosmic Burger está a apelar à solidariedade e participação de todos, com o valor que for possível disponibilizar, “pensando na sustentabilidade económica de uma comunidade artística independente, uma das franjas mais atingidas com os efeitos colaterais desta pandemia”.

Com sede em Braga, a Cosmic Burger apresenta-se como um coletivo de apoio à criação, desenvolvendo um trabalho de concretização de projetos culturais, produção de eventos, agenciamento de artistas e edição e promoção dos seus trabalhos.

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