Seguir o O MINHO

Alto Minho

Mulher suspeita de liderar rede de droga no Alto Minho fica em prisão preventiva

Único dos sete elementos detidos pela GNR que fica com medida mais gravosa

em

Imagem ilustrativa / Twitter

O Tribunal de Viana do Castelo decretou hoje a prisão preventiva para uma mulher e apresentações semanais para mais seis pessoas suspeitas de traficarem droga em três concelhos do Alto Minho, informou fonte da GNR.

Contactada pela agência Lusa, a fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo explicou que a medida de coação mais grave foi aplicada a uma mulher de 58 anos, considerada “a principal suspeita” neste caso de tráfico de droga, sendo que, “no dia da detenção, na terça-feira, tinha em sua posse a maior quantidade de produto estupefaciente”.

Na altura da detenção, os militares da GNR apreenderam 2.314 doses de vários estupefacientes e mais de 10 mil euros, após o cumprimento de 20 mandados de busca domiciliaria e oito buscas em veículos.

Apreendidas mais de duas mil doses de droga após 28 buscas em Viana, Caminha e Cerveira

Os outros seis envolvidos no processo, cinco homens e uma outra mulher, ficam obrigados a apresentações semanais no posto policial da sua área de residência.

Na quarta-feira, em comunicado, a GNR de Viana do Castelo informou que, além dos sete detidos, com idades entre os 24 e os 58 anos, foram ainda identificados mais oito homens.

A operação, que conduziu ao desmantelamento daquela rede que operava nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira e Viana do Castelo, contou com “o reforço dos Comandos Territoriais do Porto e de Braga, da Unidade de Intervenção e da Polícia de Segurança Pública (PSP)”.

Segundo a GNR de Viana do Castelo, aquela operação resultou de “um processo por tráfico de estupefacientes, cuja investigação decorre há um ano”.

No decurso daquelas ações apreenderam 1.028 doses de cocaína, 1.054 de haxixe, 224 de canábis e oito de MDMA, bem como 10.675 euros e diverso material relacionado com o tráfico droga.

Anúncio

Alto Minho

Descoberta necrópole medieval com 30 sepulturas em Valença

Junto à Fortaleza

em

Foto: UAUM / Direitos Reservados

Cerca de 30 sepulturas do período medieval moderno foram descobertas em Valença, naquilo que aparenta ter sido uma necrópole da população residente no centro histórico daquela cidade raiana.

As sepulturas datam do período compreendido entre o século 13 (finais da idade média) e século 17 (inícios da idade moderna), disse a O MINHO Alexandrina Amorim, mestre em Antropologia Biológica e elemento da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM).

Desde 2004 que a equipa da UAUM tem assegurado a intervenção arqueológica na Fortaleza de Valença, no âmbito do Projeto de Requalificação Urbana do Centro Histórico de Valença.

A 3.ª e última fase de execução do projeto foi concluída entre novembro e dezembro, tendo-se realizado sondagens prévias e o acompanhamento arqueológico permanente da obra de restauro da Fortaleza, destacando-se os trabalhos de escavação de parte da necrópole associada à igreja de Santo Estêvão.

O espaço seria local de enterramento para a população local, segundo conta a responsável.

Foto: UAUM / Direitos Reservados

As escavações junto à igreja começaram em maio de 2018, prolongando-se em diferentes intervenções até dezembro de 2019, altura em que foram descobertas as sepulturas, ainda com as respetivas ossadas dos defuntos enterrados à maneira cristã.

Segundo Alexandrina Amorim, os ossos “estão mais ou menos preservados”. “Antigamente, o local era uma rua onde passavam carros, gerando um impacto negativo”, explica.

“A ideia, daqui para a frente, é fazer a limpeza das ossadas e realizar estudos para apurar vários aspectos”, avança.

Vai ser possível identificar a data cronológica concreta da morte, o género dos sepultados e a idade com que morreram.

Alexandrina revela ainda que não foram feitos mais achados no local. “Em 2009, encontrámos uma necrópole em Santa Maria dos Anjos, mas os estudos ainda não avançaram”, conta a antropóloga.

De acordo com o boletim de arqueologia da UAUM, a fortaleza de Valença do Minho, Monumento Nacional classificado desde 1928, é “um exemplo notável de arquitetura militar portuguesa de época moderna”.

Continuar a ler

Alto Minho

Há cada vez mais peregrinos a passar em Caminha

Aumento de 38% em 2019

em

Foto: Divulgação / CM Caminha

Os peregrinos do Caminho de Santiago passam cada vez em maior número em Caminha, com um aumento de mais de 38% em 2019, relativamente ao ano anterior, foi hoje anunciado.

Segundo dados fornecidos pela autarquia local, foram 8.176 os peregrinos registados nos postos de turismo de Caminha e Vila Praia de Âncora ao longo do último ano, um valor recorde quando comparado com 2018.

Miguel Alves, autarca de Caminha, salienta que “a notícia tem correspondência com o que vemos nas nossas ruas e nas nossas praças durante todos os meses do ano. Para além da projeção internacional que o Caminho de Santiago está a ter, nos últimos anos, a autarquia e diversas empresas e instituições da região, fizeram um investimento muito forte na divulgação, sinalética e valorização do Caminho Português da Costa numa aposta que está a dar os seus frutos”.

“O que impressiona é o crescimento anual, sempre na casa dos 20% ou 30%. Nos últimos quatro anos, o número de peregrinos registados no nosso concelho cresceu 153% e só estamos a falar daqueles que se deslocam aos nossos Postos de Turismo para carimbarem a sua credencial. O trabalho é para continuar e reforçar já em 2021, ano Xacobeo”, salienta.

Por entre as diferentes nacionalidades, a alemã é a que mais cresce, representando 32% de todos os peregrinos registados. Portugueses seguem em segundo, com 12,1%, enquanto espanhóis totalizam 9,5% dos que passaram pelos postos de turismo. Itália e Estados Unidos completam o top-5. Setembro, maio e agosto foram os meses com maior número de peregrinos.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Viana é cidade há 172 anos

Antiga vila de Viana do Minho

em

Foto: DR / Arquivo

Foi há 172 anos, precisamente a 20 de janeiro de 1848, que Viana do Castelo nasceu como cidade e capital do Alto Minho.

A carta régia de elevação foi assinada por D. Maria II, conhecida como a “boa mãe”, que, depois de ter sido distituída do trono, numa primeira fase, pelo primo D. Miguel I, acabou por regressar a tempo de conceder a elevação a cidade à antiga vila de Viana do Minho.

“Hei por bem e Me Praz, que a Villa de Vianna do Minho fique erecta em cidade, com a denominação de Cidade de Vianna do Castello, e que n’esta qualidade goze de todas as prerogativas que direitamente lhe pertencerem”, pode ler-se no documento, enviado para a Torre do Tombo.

Para comemorar o aniversário, a autarquia tem preparada uma sessão solene que decorre no Teatro Sá de Miranda, a partir das 18:00 desta segunda-feira.

Continuar a ler

Populares