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País

Muito empenho e poucas horas de descanso resultam na primeira submarinista portuguesa

Noemie Freire recebeu hoje o diploma

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Foto: Facebook

“Muito estudo, muita dedicação, muito empenho e com poucas horas de descanso”, é assim que Noemie Freire, a primeira mulher submarinista a receber o diploma em Portugal, caracteriza o último ano da sua vida.

Hoje, na Base Naval do Alfeite, em Almada, Noemie Freire recebeu o diploma e o submarino que irá ser cosido na lapela da farda, tornando-se na primeira mulher a integrar a esquadrilha de um submarino em Portugal.

A aproximação à profissão deu-se há dois anos, quando foi convidada para visitar, durante quatro horas, o NRP Arpão, naquela que foi uma tentativa da Marinha em incentivar mais mulheres a ingressar na carreira de submarinista.

Aos 30 anos, a jovem nascida em França revelou que foi quando visitou o submarino que “despertou a curiosidade” e inscrever-se no concurso quando este abriu foi um passo normal.

“Agora que terminei o curso, sinto que estou bastante satisfeita com o meu sucesso. Foram muitas horas a estudar, muita dedicação, muito empenho, poucas horas de descanso. Há muito orgulho, imensa satisfação pessoal e profissional”, disse aos jornalistas Noemie Freire, após a breve cerimónia e com o NRP Arpão como “pano” de fundo.

A primeiro-marinheiro explicou que a principal diferença encontrada até ao momento, entre estar a trabalhar à superfície e num submarino, é o facto de haver mais camaradagem quando se está “confinado num espaço” mais pequeno e, talvez por isso, a tripulação é “mais unida”.

Depois de ter estado embarcada no submarino durante o curso, Noemie Freire descreve que é “diferente e difícil” não se ver a luz do dia, mas também o espaço muito delimitado onde não há lugar à intimidade: “só quando estou na minha cama, fecho a cortina e tenho o meu espaço”.

A primeira submarinista portuguesa revela nunca ter sido discriminada pelos companheiros, lembrando que existe respeito, apesar de ser a única mulher entre a guarnição de 33 pessoas.

Discriminação é algo que o vice-almirante Gouveia e Melo garante, igualmente, não existir entre os pares, avançando ser “uma mais valia” ter mais militares disponíveis no universo, já que a vida nos submarinos “é difícil e nem sempre há voluntários”.

“Abrir o leque de hipóteses de seleção é muito importante. As mulheres dão um toque diferente às guarnições”, explicou o comandante naval Gouveia e Melo, lembrando a sua experiência enquanto comandante de navio misto e enquanto comandante de um navio só com tripulantes homens.

Para Gouveia e Melo, que conta com 15 anos de serviço embarcado em submarinos, o feito de hoje de Noemie Freire como primeira submarinista é “mais uma fronteira que se rompe”, lembrando que os submarinos antigos “não tinham condições que permitissem condições de habitabilidade para haver mulheres a bordo”.

“A partir de agora passa a ser uma coisa normal”, frisou Gouveia e Melo, garantindo que “a normalidade é algo que procuramos”, referindo-se a esta força de defesa nacional.

Para o vice-almirante, as mulheres “dão um toque diferente às guarnições”, reconhecendo nelas “sensibilidade que os homens não têm”, e por isso são complementares aos homens: “e é nessa complementaridade que as guarnições acabam por encontrar melhores desempenhos. Para nós é uma vantagem extraordinária ter as mulheres dentro das guarnições”, reconheceu.

“A missão está acima dos pequenos incómodos da vida”, lembrou o vice-almirante.

Gouveia e Melo considerou ainda que, apesar de os submarinos, no dia a dia, criarem “incómodos na privacidade e na forma de estar”, tudo pode ser superado com pequenas adaptações.

“Foi mais de ordem mental, do que de ordem física interna, o submarino é o que é”, exemplificou, garantindo que “há muito tempo que as guarnições de esquadrilha de submarinos desejavam a abertura às mulheres”.

Para Gouveia e Melo, Noemie foi a primeira mulher a “quebrar a barreira”, esperando agora que muitas mais se sigam nos futuros cursos, tendo já confirmada a presença de mais duas naquele que se irá seguir.

Há sete anos que a Marinha portuguesa já dispõe de submarinos com condições logísticas e de habitabilidade que permitem responder aos requisitos de privacidade seja para homens ou mulheres, mas apenas em 2018 o ramo decidiu incentivar as militares a concorrer à especialidade.

A taxa de participação das mulheres nas Forças Armadas portuguesas é de cerca de 11%.

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País

Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: DR / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 25 de fevereiro: 1, 4, 18, 27 e 42 (números) e 4 e 6 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 51 milhões de euros.

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País

Mulher suspeita de estar infetada não tem o coronavírus

Covid-19

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Foto: DR

A mulher proveniente de Milão, em Itália, que foi dada na segunda-feira como o 15.º caso suspeito de Covid-19 em Portugal, recebeu, esta terça-feira, informação de que não está contaminada, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A mulher estava no Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) para realizar colheitas de amostras biológicas para análise.

Um outro caso suspeito em Portugal de infeção pelo novo coronavírus de uma pessoa também proveniente de Milão foi na segunda-feira declarado negativo depois de testes realizados no CHUSJ.

Esta terça-feira, um outro homem que viajou também de Milão para Portugal, foi igualmente considerado suspeito de estar infetado, tendo sido encaminhado para São João como o 16.º caso suspeito de Covid-19 no país.

Os restantes 13 casos obtiveram análises negativas, ou seja, não estavam infetados.

O único caso conhecido de um português infetado pelo novo vírus é o de um tripulante de um navio de cruzeiros que está hospitalizado no Japão.

Em todo o mundo, o balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de 2.707 mortos e cerca de 80.300 pessoas infetadas, de acordo com dados reportados até esta terça-feira, por cerca de 30 países.

Além de 2.665 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

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Português detido por tráfico de medicamentos para a disfunção sexual

Em Espanha

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Foto: Ilustrativa / DR

A polícia espanhola anunciou hoje a detenção de 47 pessoas, incluindo um português, envolvidas numa rede de tráfico de medicamentos para a disfunção sexual da Ásia para vários países europeus, entre os quais Portugal.

Numa “grande operação” contra o tráfico ilegal de drogas em várias províncias espanholas foram detidas 47 pessoas, “todas de nacionalidade espanhola, exceto um cidadão português”, que foram acusados de crimes contra a saúde pública, pertença a uma organização criminosa, fraude, contrabando e lavagem de dinheiro.

De acordo com um comunicado da Guarda Civil (correspondente à GNR), a venda dos medicamentos ilegais era feita em todo o território de Espanha, assim como em países como Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Rússia.

O líder da rede criminosa foi preso no Dubai, onde estava escondido, sendo procurado com três mandados de captura internacionais.

A rede importava da Malásia grandes quantidades de medicamentos, como Tadalafil e Sildenafil, princípios ativos diagnosticados para o tratamento da disfunção erétil, passando-os como suplementos alimentares naturais.

Foram realizadas 12 buscas domiciliares, 55 inspeções de locais de venda deste tipo de produto, bem como bloqueadas 59 páginas da internet e 39 contas bancárias.

“Estes produtos, uma vez manuseados no nosso país [Espanha], destinavam-se a ser vendidos em locais como ginásios, ervanárias, ‘sex-shops’ e através da internet”, explica o comunicado da polícia.

A investigação começou há mais de um ano e foi iniciada por uma queixa anónima que fez com que várias remessas aduaneiras da Malásia, suspeitas de conter princípios ativos de medicamentos sem serem declaradas como tal, começaram a ser seguidas.

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