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Braga

Movimento Zeitgeist de Braga junta-se a marcha mundial pelo clima

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Marcha Mundial do Clima (2015), no Porto. Foto: Climaximo

O Movimento Zeitgeist Braga vai participar na Marcha Mundial do Clima, na Avenida dos Aliados, no Porto, no próximo sábado, a partir das 15:00 horas, informou hoje aquela organização.

A marcha, que em Portugal também será organizada em Lisboa, tem como objetivos principais demonstrar o descontentamento perante a agenda petrolífera de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, como pode ler-se no manifesto, solicitar ao Governo Português uma posição clara contra a prospecção e exploração de produtos petrolíferos ao longo da costa portuguesa, do Algarve à Beira Litoral, do Oeste à Costa Alentejana, e, chamar a atenção para as alterações climáticas resultantes da emissão antropogénica de gases com efeito de estufa e o gigantesco perigo que estas representam para os ecossistemas e para a Humanidade.

“A solução passa pela transição justa para as energias renováveis, diminuindo progressivamente o uso de combustíveis fósseis e perigosos como o petróleo, o gás natural, e o carvão, ao mesmo tempo que se recusam soluções insustentáveis como a energia nuclear e as grandes barragens”, defende o Movimento, acrescentando que “enquanto cidadãos e coletivos queremos um país e um planeta em marcha para um novo paradigma energético, que respeite os direitos humanos, que ponha as pessoas e a natureza acima dos interesses da indústria petrolífera. Queremos uma outra economia, livre de conceitos e práticas que nos arrastam para a catástrofe”.

O Movimento Zeitgeist, iniciado em 2008, é uma organização internacional que advoga a sustentabilidade. Está organizado por grupos nacionais (capítulos) e grupos regionais (sub-capítulos), com acções de sensibilização, equipas de projecto, eventos anuais, media e trabalho de caridade.

Conforme se pode ler na página da organização no Facebook, “o foco principal é o reconhecimento de que a maioria dos problemas sociais que afligem o Homem neste momento não são unicamente o resultado de corrupção institucional, escassez, estratégias políticas, falhas inerentes à “natureza humana”, ou de outras hipóteses normalmente apontadas pela maior parte das comunidades activistas. Pelo contrário, o Movimento reconhece que questões como a pobreza, corrupção, colapso das instituições, sem-abrigo, guerra, fome e outras, são “sintomas”, e assim consequências de uma estrutura social ultrapassada. Para solucionar a raíz deste problema, é necessária a definição de um novo modelo socioeconómico baseado numa gestão, localização e distribuição de recursos que seja tecnicamente responsável, aplicando o método científico para a resolução de problemas e para encontrar soluções optimizadas”.

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