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Alto Minho

Movimento SOS Serra d’Arga exige imediata publicação de contratos mineiros

Serra d’Arga

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Foto: DR

O porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, exigiu hoje a publicação imediata de todos os contratos de prospeção e exploração mineira que disse terem sido assinados, recentemente, pelo Governo.


“Já tínhamos percebido que ia ser um verão quente. Agora, assinar contratos nas costas das populações e não os tornar públicos é o fim da picada. É inadmissível”, afirmou Carlos Seixas.

A serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Contactado pela Lusa, a propósito da posição assumida por 10 associações e movimentos cívicos das regiões no Norte e Centro afetadas pela eventual prospeção e exploração de lítio, Carlos Seixas reforçou que “a lei exige que sejam tornados públicos todos contratos assinados pelo Governo”.

“A lei não está a ser cumprida. Usar como argumento que o sítio na Internet da Direção-Geral de Energia e Geologia [DGEG] está ser reestruturado, enfim, dá muito jeito, mas não pode servir de desculpa para não tornar públicos esses contratos”, afirmou.

Na terça-feira, o jornal Publico noticiou que o Bloco de Esquerda (BE) enviou seis perguntas ao Governo a propósito da assinatura de 16 contratos mineiros antes da aprovação da regulamentação que vai apertar as condicionantes ambientais.

Segundo o jornal, os bloquistas querem saber quais foram as empresas e quando é que vai ser aprovada a lei pendente há mais de um ano, adiantando também que o PCP já pediu uma audição urgente do ministro do Ambiente.

Hoje, em comunicado enviado às redações, as associações Montalegre Com Vida, Guardiões da Serra da Estrela e os movimentos SOS Serra d’Arga, Em defesa da serra da Peneda e do Soajo, Não às minas – Montalegre, ContraMineração Beira Serra, Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, Unidos em defesa de Covas do Barroso, SOS Terras do Cávado e PNB – Povo e Natureza do Barroso acusam “o ministro do Ambiente, o secretário de Estado da Energia e a DGEG de não respeitarem as regras democráticas e atuarem à margem da lei”.

À Lusa, Carlos Seixas acrescentou que “o Governo, o Ministério do Ambiente e a DGEG estão a comportar-se como desde o início deste processo de mineração”.

“Estão a comportar-se de uma forma obscura, relegando as populações afetadas para segundo ou terceiro plano, ou seja, não tendo em conta o que a população deseja e as suas angústias em relação à mineração”, reforçou.

O Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio em nove áreas do país.

Serra d’Arga vai ser Área de Paisagem Protegida Regional

O porta-voz do movimento cívico exigiu que o Governo “oiça as populações”.

“Toma-nos como se fôssemos apenas uns grupos que estão no Facebook, que não existem no terreno. Isso não é verdade. Os movimentos são constituídos por elementos da população, são a população, representam a população, tal como as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia, e têm de ser ouvidos de uma vez por todas”, referiu.

Carlos Seixas sublinhou ainda que os movimentos que contestam a eventual prospeção e exploração de lítio “vão endurecer” a luta e “usar todas as medidas necessárias para que a lei seja cumprida”.

“O Governo tem de perceber que não estamos a brincar. Nós não estamos a brincar e, portanto, a partir de agora, estes movimentos vão endurecer a luta. Ainda não está nada definido porque nos estamos a reorganizar depois desta fase de confinamento, por causa da pandemia de covid-19 . Quando houver, nós tornamos as coisas públicas, ao contrário do Governo”, reforçou Carlos Seixas.

Em fevereiro, o movimento cívico SOS Serra d’Arga realizou uma ronda de contactos por cinco câmaras da região afetadas pelo projeto do Governo – Caminha (PS), Viana do Castelo (PS), Ponte de Lima (CDS), Vila Nova de Cerveira (movimento independente) e Paredes de Coura (PS) -, que “confirmaram” a sua oposição à prospeção e à exploração de lítio e de outros minerais na região.

Aqueles cinco municípios têm em curso o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

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Alto Minho

Mais um óbito por covid em Ponte de Lima. Há 19 casos ativos

Covid-19

em

Foto: DR

O concelho de Ponte de Lima contava, até esta sexta-feira, com 19 casos ativos de covid-19, mais sete do que na passada terça-feira, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Em termos de recuperados, há 57 pessoas já curadas da doença, mais cinco desde o último balanço divulgado pelo nosso jornal.

Há a lamentar dois óbitos causados pelo novo coronavírus, mais um do que na semana passada.

O total de casos acumulados desde o início da pandemia no concelho é de 78.

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Viana do Castelo

Sinos das igrejas de Viana vão tocar às 15:00 horas em memória de D. Anacleto Oliveira

Óbito

em

Foto: dkixot / Até Brilhas

Os sinos das igrejas de Viana do Castelo vão tocar em uníssono, pelas 15:00 horas deste sábado, em memória do falecido bispo D. Anacleto Oliveira, anunciou hoje a diocese.

Em comunicado enviado às redações, aquela instituição religiosa explica que esta medida foi deliberada pelo novo administrador diocesano, monsenhor Sebastião Ferreira, em conjunto com o colégio de consultores da diocese.

Este ato serve para sinalizar, em conjunto, o falecimento de D. Anacleto Oliveira.

Recomenda ainda a diocese a que se reze pelo “descanso eterno” do malogrado bispo durante as celebrações eucarísticas por ocasião da comemoração dos defuntos, e se substitua a invocação “pelo nosso Bispo, Anacleto”, pela prece pelo “nosso administrador diocesano Sebastião”.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu ontem na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja disse à Lusa que o alerta para o acidente foi dado às 11:29.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o homem era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu ao quilómetro 200 da A2, no sentido sul-norte, entre São Bartolomeu de Messines e Almodôvar.

Foram mobilizados, de acordo com o CDOS, bombeiros e veículos das corporações de Almodôvar e São Bartolomeu de Messines, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Albufeira e elementos da Brisa, além da GNR, num total de 16 elementos, apoiados por seis viaturas.

Natural da diocese de Leiria-Fátima onde nasceu, na freguesia de Cortes, frequentou o seminário diocesano de Leiria entre 1957 e 1969, tendo sido ordenado presbítero a 15 de agosto de 1970.

Em Roma fez a licenciatura em Teologia Dogmática na Universidade Gregoriana (1971), obtendo ainda, na mesma cidade, a licenciatura em Ciências Bíblicas no Instituto Bíblico de Roma (1974).

De 1974 a 1977 foi professor de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, tendo igualmente, neste último ano, obtido a licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Na Alemanha fez o doutoramento em Exegese Bíblica na Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Westfälischen Wilhelms-Universität de Münster (1987).

Naquele país foi Capelão de Emigrantes Portugueses na Diocese de Münster. De regresso a Portugal, a partir de 1988, retoma a lecionação de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra e, ao mesmo tempo, no seminário diocesano de Leiria, na Escola de Formação Teológica de Leigos de Leiria e na Faculdade de Teologia (Lisboa) da Universidade Católica Portuguesa.

Em 2001 assumiu, a presidência da Comissão diretiva do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra.

Entre outras funções, Anacleto de Oliveira foi ainda secretário da Comissão Científica dos Congressos Internacionais de Fátima (1997, 2001 e 2003), e membro do Conselho de administração e de gestão e finanças do Santuário de Fátima.

Atualmente era presidente da comissão episcopal para a liturgia e coordenador da nova tradução da Bíblia da Conferência Episcopal Portuguesa.

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Viana do Castelo

Um dia de luto oficial no Alto Minho pela morte do bispo de Viana

Óbito

em

Foto: Agência Ecclesia

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) declarou hoje um dia de luto oficial pelo falecimento do Bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira.

Além do dia de luto oficial, numa nota hoje envida à Lusa, a CIM Alto Minho expressa “profunda consternação” pelo “trágico desaparecimento” de D. Anacleto Oliveira, “uma personalidade marcante para a vida das populações do Alto Minho, pela sua afabilidade, capacidade de diálogo e sentido de solidariedade”.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu na sexta-feira, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Câmara decreta dois dias de luto municipal pela morte de bispo de Viana

A Câmara Municipal de Viana do Castelo decretou dois dias de luto municipal pela morte do bispo Anacleto Oliveira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota divulgada pela Presidência, lamentou a morte “repentina e trágica” do bispo Anacleto Oliveira e apresentou “sentidas condolências” à sua família e à Igreja Católica.

Presidente da República lamenta morte “repentina e trágica” do bispo de Viana

Natural da diocese de Leiria-Fátima onde nasceu, na freguesia de Cortes, frequentou o seminário diocesano de Leiria entre 1957 e 1969, tendo sido ordenado presbítero a 15 de agosto de 1970.

Em Roma fez a licenciatura em Teologia Dogmática na Universidade Gregoriana (1971), obtendo ainda, na mesma cidade, a licenciatura em Ciências Bíblicas no Instituto Bíblico de Roma (1974).

De 1974 a 1977 foi professor de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, tendo igualmente, neste último ano, obtido a licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Na Alemanha fez o doutoramento em Exegese Bíblica na Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Westfälischen Wilhelms-Universität de Münster (1987).

Naquele país foi Capelão de Emigrantes Portugueses na Diocese de Münster. De regresso a Portugal, a partir de 1988, retoma a lecionação de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra e, ao mesmo tempo, no seminário diocesano de Leiria, na Escola de Formação Teológica de Leigos de Leiria e na Faculdade de Teologia (Lisboa) da Universidade Católica Portuguesa.

Em 2001 assumiu, a presidência da Comissão diretiva do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra.

Entre outras funções, Anacleto de Oliveira foi ainda secretário da Comissão Científica dos Congressos Internacionais de Fátima (1997, 2001 e 2003), e membro do Conselho de administração e de gestão e finanças do Santuário de Fátima.

Atualmente era presidente da comissão episcopal para a liturgia e coordenador da nova tradução da Bíblia da Conferência Episcopal Portuguesa.

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