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Movimento de Rui Moreira considera redução de rotas da TAP “insultuosa” para a região

TAP vai retomar atividade com 71 rotas em Lisboa e apenas três no Porto

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Foto: DR / Arquivo

O ‘Porto, o Nosso Movimento’, movimento independente liderado pelo presidente da Câmara do Porto, considerou hoje “insultuoso” para a região que a TAP “enquanto pede dinheiro público para sobreviver” planeie retomar atividade “com uma desproporção no número de rotas”.


Num comunicado que tem como título “TAP ‘regional’ com dinheiros públicos não”, o movimento sublinha estar ao lado de Rui Moreira na defesa “da região do país que mais contribui para a economia nacional”, reagindo assim a uma notícia de sexta-feira do Jornal de Notícias que dá conta de que a TAP vai retomar a atividade – interrompida pela pandemia da covid-19 – com 71 rotas a partir do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e com apenas três com partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, distrito do Porto.

“A TAP é uma empresa semi-pública. Quer isto dizer que, metade do seu capital, resulta do esforço de todos os portugueses com os seus impostos. Para regressar à operação, no âmbito da crise que vivemos, precisa que o Estado aumente a sua participação, entrando com mais dinheiro público para o seu capital ou garantindo dívida com aval soberano. De uma forma ou de outra, usando o que é dos contribuintes”, lê-se no comunicado do ‘Porto, o Nosso Movimento’.

O movimento considera que “a manutenção de uma companhia de bandeira, suportada com dinheiro público, não é uma inevitabilidade”, apontando que “foi uma opção do Governo, com o apoio dos partidos à sua esquerda”, para concluir: “Como a privatização, mal desenhada, tinha também sido uma opção do Estado”.

Assim, para o ‘Porto, o Nosso Movimento’, “socorrer a TAP com dinheiros públicos” agora “pode ser necessário, se Portugal quiser continuar a ter uma companhia de bandeira para fazer serviço público”. Contudo, esta associação cívica diz não aceitar que “esse serviço público, sustentado por dinheiros públicos, seja concentrado num único aeroporto, favorecendo uma única região”, referindo-se à zona de Lisboa em detrimento do Norte.

“Se o Governo e os partidos políticos entendem que uma empresa regional que presta um serviço público de âmbito marcadamente regional deve ser apoiada com dinheiros públicos, deve deixar que sejam os municípios, as Comunidades Intermunicipais ou as Áreas Metropolitanas beneficiadas, com fundos próprios, a apoiarem essa empresa, entrando no seu capital”, defendeu o ‘Porto, o Nosso Movimento’.

O movimento recusa que “aos empresários e cidadãos das restantes regiões do país” paguem “um serviço de que são privados, por decisões não escrutináveis e tomadas por privados no uso de dinheiros públicos” e sublinha que “a retoma da economia, a necessidade que o Norte tem em matéria de viagens de negócios e o potencial que o aeroporto do Porto vinha demonstrando nos últimos anos, a produção industrial que a Região garante ao país, tornam, por isso, inaceitável um programa de retoma da TAP centrado em Lisboa”, isto, acrescenta, “em claro abandono da região mais produtiva do país”.

“Consideramos, por isso, insultuosa para a região, que a TAP, enquanto pede dinheiro público para sobreviver, não consiga esconder que planeia retomar a sua atividade com uma desproporção de 71 para três em número de rotas, podendo a desproporção ser ainda maior quanto ao número de voos”, lê-se na nota.

Por fim, o movimento, frisando estar ao lado do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, condena um “assalto à região do país que mais contribui para a economia nacional”, falando em cidadãos e empresários prejudicados.

“A Associação Cívica Porto, o Nosso Movimento não aceita (…) que os escassos recursos nacionais continuem a ser delapidados em apoios e financiamentos que, mais uma vez, partem de uma visão centralista e autista do país”, termina a nota.

Também hoje o presidente da Câmara de Viana do Castelo apelou para a intervenção do Governo no sentido de aumentar o número de rotas no aeroporto do Porto, enquanto a presidente da Câmara de Matosinhos disse, à Lusa, na sexta-feira que via com “muita preocupação” a proposta da comissão executiva da TAP em reduzir a operação no aeroporto do Porto a três rotas, ainda que se tenha mostrado confiante que o Governo defenderá a região.

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Montalegre em “confinamento natural” devido à neve

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Foto: Luís Gonçalves

A neve que caiu hoje provoca um “confinamento natural” em Montalegre onde, se não fossem as restrições provocadas pela pandemia se esperavam “milhares de visitantes” neste fim de semana, disse o presidente da autarquia.

As paisagens pintadas de branco pela neve costumam ser uma atração turística deste concelho do Norte do distrito de Vila Real.

“Neste momento estaríamos a preparar a receção aos milhares de turistas que, neste fim de semana prolongado, viriam por aí se não fosse esta situação arreliadora da covid-19, que põe toda a gente sequestrada na sua própria casa”, afirmou Orlando Alves à agência Lusa.

Para o autarca, esta situação “é uma pena” porque a “neve é um atrativo muito grande” e “viria ajudar à recuperação de alguma parte daquela economia que está mais fragilidade neste momento, como é o setor da hotelaria e da restauração”.

Forte nevão em Montalegre encerra escolas do concelho

Entre as 23:00 de hoje e as 23:59 de terça-feira estão proibidas as deslocações para fora do concelho de residência habitual, salvo algumas exceções previstas na lei.

“Nesta altura o território estaria já positivamente invadido por os nossos habituais visitantes e que provêm da Área Metropolitana do Porto, da zona urbana de Braga e Guimarães, de Paços de Ferreira e por aí fora”, salientou Orlando Alves.

O autarca elencou as muitas vantagens da neve, a nível da agricultura ou do reabastecimento dos lençóis freáticos, e disse que o tempo frio é importante para a matança do porco e para o fumeiro.

O concelho dispõe de vários veículos dos bombeiros e câmara preparados para limpar a neve das estradas e também, se necessário, espalhar sal.

Os conselhos são para que os munícipes fiquem em casa e só circulem se for mesmo necessário e, por precaução, as aulas foram suspensas em todo o concelho, deixando 700 alunos em casa até quarta-feira.

Situação idêntica aconteceu em Vila Pouca de Aguiar e, em Valpaços e Boticas, os transportes escolares das zonas mais altas não se realizaram.

Se necessário, os serviços de Proteção Civil municipais estão preparados para apoiar as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) na entrega de medicamentos ou refeições aos idosos, no âmbito dos serviços de apoio domiciliário.

Em Vila Pouca de Aguiar, o município assegurou também que, apesar das más condições meteorológicas, será mantido o funcionamento relativo aos testes à covid-19, designadamente a realização de testes, o respetivo transporte e outras ações necessárias.

O serviço municipal de Proteção Civil de Mesão Frio informou que, devido à queda de neve, a Estrada Nacional 101 (ligação Mesão Frio – Amarante) encontra-se cortada ao trânsito, por tempo indeterminado, em ambos os sentidos. Em alternativa, a circulação rodoviária deverá ser feita através da Estrada Nacional 108.

Devido às condições atmosféricas adversas à circulação rodoviária, a GNR de Vila Real aconselha a que se modere a velocidade, se circule com as luzes devidamente ligadas e se redobre a atenção.

O mau tempo que se vai fazer sentir no continente pelo menos até sábado surge na sequência da passagem em Portugal continental da depressão Dora, que trouxe vento forte, precipitação, neve e descida da temperatura.

Portugal contabiliza pelo menos 4.724 mortos associados à covid-19 em 307.618 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

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Forte nevão em Montalegre encerra escolas do concelho

Neve

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Foto: Luís Gonçalves

O Município de Montalegre anunciou hoje que todas as escolas do Agrupamento B. Bento da Cruz estarão encerradas no dia de hoje face ao nevão que caiu durante a madrugada e início da manhã desta sexta-feira.

Foto: Luís Gonçalves

Foto: Luís Gonçalves

Foto: Luís Gonçalves

Foto: Luís Gonçalves

Foto: Luís Gonçalves

Face à passagem da depressão Dora durante esta sexta-feira em território continental, os pontos mais altos do país vão assistir à queda de neve, podendo ocorrer até cotas acima dos 600 metros.

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Já neva em Trás-os-Montes

Depressão Dora

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Imagem Meteo Trás os Montes - Portugal

Já caem os primeiros flocos de neve provocados pela baixa de temperatura face à passagem da depressão Dora. Cerca da 01:00 hora desta sexta-feira, uma publicação da página dedicada à meteorologia Meteo Trás os Montes – Portugal dava conta da queda de neve em Alturas de Barroso, no concelho de Boticas, distrito de Vila Real.

Aquela região situa-se a mais de 1.000 metros de altitude, pelo que a cota da neve deverá baixar ao longo das próximas horas, podendo atingir os 600 metros no interior montanhoso minhoto, segundo o IPMA.

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