Seguir o O MINHO

Viana do Castelo

Movimento cívico de Viana do Castelo demarca-se de petição contra pórtico na A28

Por pedir o aumento de portagem em Vila do Conde

em

Foto: DR / Arquivo

Um movimento cívico de Viana do Castelo demarcou-se hoje da petição pela eliminação do pórtico de Neiva da Autoestrada 28 (A28) por propor a compensação da perda daquela receita com o aumento da portagem em Vila do Conde.

Em causa está a petição da Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL), estrutura que representa cerca de cinco mil empresas do distrito de Viana do Castelo, que reclama a eliminação do pórtico de Neiva da Autoestrada 28 (A28).

O documento, com mais de sete mil assinaturas e entregue em 2017 no parlamento, foi discutido em plenário na quinta-feira.

O pórtico de Neiva da A28, antiga SCUT (Sem Custos para o Utilizador) que liga Viana do Castelo ao Porto, está situado à entrada de uma zona industrial da capital do Alto Minho e que é considerado “entrave” à atividade empresarial da região.

O movimento “Naturalmente Não às Portagens na A28” considera “insensato evocar que a perda de receita provocada pela eliminação do referido pórtico deva ser compensada com o aumento de 0,25 euros na portagem do pórtico de Modivas, em Vila do Conde”, no distrito do Porto.

“Em circunstância alguma podemos aceitar uma proposta que quer o melhor para o nosso território à custa do pior do território nosso vizinho. Pois, é isso que esta petição pede”, sustenta o movimento cívico.

Na nota, o movimento garante que continuará a “associar-se, naturalmente, a todos os esforços que tenham por objetivo a mitigação dos danos e custos que os utentes, cidadãos anónimos e empresas têm suportado injustamente nesta via – A28, que não tem qualquer via alternativa”.

“Continuamos a manifestar-nos contra esta injustiça e ataque aos cidadãos e empresas deste território de Viana do Castelo e Alto Minho, apelando, assim, que considerem a reavaliação do modelo de portagens para introduzir uma maior justiça e coesão territorial e em particular nesta zona fronteiriça com Espanha com uma maior interdependência de atividades, nomeadamente no turismo, evitando a precipitação para níveis ainda maiores de desequilíbrios desta região do Alto Minho”, refere a nota.

Na terça-feira, em declarações à Lusa, o presidente da CEVAL, Luís Ceia, disse que a eliminação daquele pórtico garantirá “equidade” no acesso aos distritos de Viana do Castelo e do Porto.

“A eliminação do pórtico reduzirá o custo da viagem, em portagens, do itinerário entre Viana do Castelo e o Porto, e vice-versa, em 0,65 euros para veículos da Classe 1 e em 1,25 euros para veículos da Classe 2, indo até ao encontro da perspetiva do Governo de baixar o custo das portagens nos territórios do interior”, sustentou.

Luís Ceia defendeu ainda, “sem redução de receitas das portagens na ligação entre Viana do Castelo e o Porto, a correção dos valores no pórtico de Modivas, em Vila do Conde”, considerando que a medida “contribuirá para uma maior utilização do metro do Porto”.

“Bastará um aumento de 0,25 euros no valor do pórtico de Modivas para garantir a perda de receita pela eliminação do pórtico do Neiva, que, atualmente, se traduz numa receita mensal de 350 mil euros”, referiu, baseando-se nos dados do estudo que acompanha a petição da CEVAL.

Segundo Luís Ceia, “se o valor for corrigido conduzirá à redução do número de veículos nas entradas e saídas do Porto, mais um passo para a descarbonização da cidade e para a diminuição do tempo da travessia da cidade para quem viaja do Alto Minho e Galiza para o sul e vice-versa”.

Uma recomendação do Bloco de Esquerda ao Governo para a abolição do pagamento de portagens naquela autoestrada vai ser hoje votada no parlamento.

O projeto de resolução do Bloco de Esquerda (BE) reclama a “abolição imediata da cobrança de taxas de portagem em toda a extensão da A28”.

No dia 02 de fevereiro, onze deputados do PSD, três dos quais eleitos pelo Alto Minho, também apresentaram um projeto de resolução que recomenda ao Governo a eliminação do pórtico de Neiva.

Anúncio

Alto Minho

Viana serve quase duas mil refeições em duas semanas de estado de emergência

Covid-19

em

Foto: Ilustrativa / DR

A Câmara de Viana do Castelo informou hoje que, em duas semanas de estado de emergência, serviu 1.889 refeições a alunos e famílias carenciados, profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros.

Em comunicado enviado às redações, o município especificou que, do total de refeições, 517 foram servidas a alunos com escalão, 340 a famílias com dificuldades e 1.032 a profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros.

A autarquia acrescentou que foram entregues às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho 10 mil máscaras P1 e cinco mil pares de luvas, e que foram atendidos 247 pedidos nas Linhas de Apoio Social, devidamente encaminhados para instituições ou tratados pelos voluntários municipais.

Portugal regista hoje 246 mortes associadas à covid-19, mais 37 do que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (131), seguida da região Centro (61), da região de Lisboa e Vale do Tejo (51) e do Algarve, em que hoje se mantém o mesmo número de mortos (3) e se registou a primeira morte no Alentejo.

Relativamente a quinta-feira, em que se registavam 209 mortes, hoje observou-se um aumento de 17,7% (mais 37).

De acordo com os dados da DGS, há 9.886 casos confirmados, mais 852, um aumento de 9,4% face a quinta-feira.

Continuar a ler

Alto Minho

Viana distribuiu dez mil máscaras e cinco mil luvas por IPSS

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CMVC

Fazendo o balanço das primeiras duas semanas de estado de emergência, a Câmara Municipal de Viana do Castelo anunciou que, neste período, distribuiu dez mil máscaras P1 e cinco mil pares de luvas por Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho.

A autarquia refere, ainda, que “foram servidas 1889 refeições: 517 para alunos com escalão; 340 para famílias com dificuldades; 1032 para profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros” e que a Linha de Apoio Social atendeu 247 pedidos que “foram encaminhados para instituições ou tratados pelos voluntários municipais”.

O estado de emergência em Portugal foi hoje renovado com medidas ainda mais restritivas, como a proibição de sair do concelho de residência e o fecho de aeroportos, entre os dias 9 e 13 de abril.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Hospital de Viana do Castelo abre nova área destinada a doentes infetados

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, vai contar a partir de terça-feira com uma nova área para receber doentes com covid-19, no piso de especialidades cirúrgicas, informou hoje a administração hospitalar.

Em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, fonte da conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) realçou “não estar esgotada a capacidade instalada da enfermaria já existente para doentes covid-19”.

Em março, a ULSAM informou a abertura das áreas criadas “no departamento de medicina, cuidados intensivos e serviço de urgência” no âmbito do seu plano de contingência.

“A prestação de cuidados está salvaguardada em conformidade com o mesmo, embora esteja sujeito a alterações/ajustes de acordo com a evolução da situação e as orientações emanadas pelas autoridades de saúde”, referiu na altura.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Continuar a ler

Populares