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Alto Minho

Movimento cívico alerta para consequências da exploração de lítio na Serra d’Arga

Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho

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Foto: Facebook de Susana Araújo / Grupo "Movimento SOS Serra d'Arga"

Os efeitos da exploração de lítio na Serra D’Arga, no Alto Minho, na saúde das populações, água, biodiversidade e património são os temas da sessão de esclarecimento, na terça-feira, em Viana do Castelo, informou esta segunda-feira a organização.

A ação, promovida pelo Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, pretende sensibilizar para a “calamidade da exploração mineira massiva” na serra d’Arga e “parar” um projeto que “põe em causa 20%” daquele território.

Em comunicado, aquele movimento cívico explica que com “o lema da descarbonização e da tão necessária transição energética, o Governo empreendeu uma ação” que deixará “populações inteiras vulneráveis à destruição ambiental, prevendo-se, em alguns casos, a abertura de crateras com 800 metros de largura por 350 metros de profundidade, a céu aberto”.

No distrito de Viana do Castelo há dois movimentos cívicos que se opões à prospeção e exploração de lítio na Serra D’Arga, território comum aos concelhos de Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira.

A palestra “Não ao Lítio – Lítio e os seus Impactes”, vai decorrer na terça-feira, pelas 21:30, no auditório do Lar de Santa Teresa, em Viana do Castelo, capital do Alto Minho.

A ação terá como oradores a geóloga Teresa Fontão e a Corema – Associação de Defesa do Património, com sede em Caminha.

Para o movimento cívico “a necessidade de transição energética é indubitável, mas ela deve ser feita de forma responsável, não selvagem e não abusiva, através de processos de exploração que não causem os efeitos nefastos previstos”.

Segundo o movimento, a exploração de lítio e outros minerais “coloca em risco a saúde das populações”.

“As poeiras provocadas pelo desbaste e pelas explosões podem provocar silicose, cancro do pulmão e várias doenças do foro respiratório, até vários quilómetros de distância”, sustenta.

Na nota hoje enviada à imprensa realça que aquela atividade “consome grandes quantidades de água potável por dia, para além de intoxicar e contaminar rios, ribeiras e reservas de água usadas na agricultura e na rede de abastecimento, contaminando também os veios/lençóis freáticos, o que coloca em risco a saúde pública a muitos quilómetros das explorações”.

O movimento alerta ainda para o risco que presenta para a biodiversidade.

“Estão em causa explorações em áreas protegidas – Reserva Agrícola Mundial (FAO), Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês- Xurés, Património Mundial da UNESCO, Rede Natura 2000, zonas limítrofes do único Parque Nacional (Peneda Gerês), no futuro Geoparque Estrela e em vários parques naturais”, sublinha.

O património histórico, cultural e natural é, segundo o Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, outra das áreas que estará em risco com o projeto de mineração.

“Há áreas que correspondem à existência de património de interesse cultural, arqueológico, histórico, arquitetónico, paisagístico, artístico, património privado em risco de expropriação”, denuncia.

Para o movimento cívico “a viabilidade do modelo económico associado à mineralização previsto é, portanto, altamente questionável, porque todo o processo está a ser conduzido sem dar garantias seguras de que irão existir soluções para os impactes gerados”.

“As empresas de mineração correrão riscos de falir e de abandonar o nosso território, deixando um tremendo e irrecuperável passivo ambiental. É urgente parar esta calamidade que está prestes a destruir o nosso país, os nossos territórios, as nossas águas, a nossa vida”, adverte.

Segundo dados anteriormente fornecidos à Lusa pelo coordenador do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que envolve os municípios de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima, Guilherme Lagido, a Serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

O responsável, que é também vice-presidente da Câmara de Caminha, adiantou que “cerca de 90% dos 10 mil hectares da Serra d’Arga distribuem-se pelos concelhos de Caminha e Viana do Castelo, 8% no concelho de Ponte de Lima e os restantes 2% em Vila Nova de Cerveira.

O projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” foi apresentado publicamente em junho. Envolve os concelhos de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima e visa a classificação daquele território como Área de Paisagem Protegida como forma de travar o projeto de prospeção de minerais.

Alto Minho

Casos ativos descem em Viana, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez, mas sobem em Monção e Melgaço

Atualização da ULSAM

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Há 3.182 casos ativos no Alto Minho, menos 232 do que ontem, segundo o boletim da Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM), atualizado às 20:00 desta quarta-feira.

O distrito de Viana do Castelo soma, desde o início da pandemia, 11.733 casos, mais 552 desde ontem.

Contam-se ainda 8.344 recuperados, mais 774 em relação a terça-feira.

Há a lamentar mais dez óbitos (207 no total desde o início da pandemia): um em Viana do Castelo (total de 55), três em Ponte de Lima (39), um em Valença (10), um em Paredes de Coura (2), dois em Arcos de Valdevez (18) e dois em Monção (25).

Viana do Castelo tem agora 816 casos ativos (- 91 do que ontem), Ponte de Lima 612 (- 29), Caminha 340 (- 27), Arcos de Valdevez 380 (- 59), Ponte da Barca 198 (- 51), Valença 155 (- 9), Melgaço 183 (+ 19), Monção 151 (- 2), Paredes de Coura 166 (+ 3) e Cerveira 181 (+ 14).

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Alto Minho

Câmara de Ponte da Barca quer fechar escolas após vinte casos positivos

Covid-19

Foto: DR

O presidente da Câmara de Ponte da Barca pediu hoje a suspensão do ensino presencial “face ao agravamento da situação epidemiológica na comunidade escolar”, com 20 novos casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 detetados em dois dias”.

Em declarações à agência Lusa, no final de uma reunião da comissão municipal de proteção civil, o social-democrata Augusto Marinho explicou que a decisão de pedir à Direção Geral da Saúde (DGS) a suspensão da atividade letiva presencial nos estabelecimentos de educação e ensino do concelho de Ponte da Barca  foi tomada por unanimidade.

Na terça-feira, a Câmara de Ponte da Barca iniciou do rastreio voluntário da comunidade escolar, através de testes rápidos de deteção de antigénio para o Sars-Cov-2.

Segundo o autarca, o agrupamento de escolas é composto por 1.198 alunos, 137 professores e 86 auxiliares de ação educativa.

“Na terça-feira dos 408 testes realizados, dez tiveram resultado positivo, todos alunos. Hoje realizámos 201 despistes, e detetámos oito alunos e dois professores infetados”.

“Na semana passada já tínhamos testado os 86 auxiliares de ação educativa, sendo que dois estão infetados com vírus SARS-CoV-2”, destacou.

Segundo Augusto Marinho, a estes números “acrescem 250 estudantes que já não estão a ir à escola por se encontrarem em confinamento obrigatório ou isolamento profilático”.

“Esses alunos não foram testados”, ressalvou à Lusa no final da segunda reunião da comissão municipal de proteção civil realizada hoje.

“Na quinta-feira vamos realizar os testes que faltam, nomeadamente aos 100 alunos, 28 professores e sete auxiliares na Escola Profissional do Alto Lima (EPRALIMA)”, acrescentou.

Augusto Marinho adiantou que na segunda reunião da comissão municipal de proteção civil participaram o delegado de Saúde do distrito de Viana do Castelo, o diretor do agrupamento de escolas de Ponte da Barca, a presidente da Associação de Pais do agrupamento de escolas de Ponte da Barca e o diretor-geral da Escola Profissional do Alto Lima (EPRALIMA).

“Foi decidido solicitar à Administração Regional de Saúde do Norte, à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) e ao Instituto da Segurança Social (ISS) que diligenciem, junto da Direção-Geral da Saúde (DGS), a suspensão da atividade letiva presencial nos estabelecimentos de educação e ensino do Concelho de Ponte da Barca, com efeitos imediatos e até que a mesma se justifique, mediante a monitorização da situação”, referiu.

“Esta é uma medida urgente que deve ser tomada num momento em que ainda é possível controlar uma maior propagação em contexto escolar”, sustentou.

Além do rastreio à comunidade escolar, “integralmente suportado pela Câmara Municipal, na semana passada foram testados os 267 funcionários municipais onde se incluem as auxiliares de ação educativa”.

O presidente da Câmara de Ponte da Barca, retomou a atividade na segunda-feira, após ter recuperado da infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Bandeira Verde Eco atribuída a seis escolas de Monção

Ambiente

Seis escolas do concelho de Monção receberam a Bandeira Verde Eco Escolas, atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), para premiar as boas práticas ambientais, foi hoje divulgado.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia destaca que “a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), secção portuguesa da Foundation for Environmental Education, reconheceu o município de Monção como “Município Parceiro Eco-Escolas 2020, legitimando a sua colaboração com a entrega de certificado oficial”.

A escola secundária e as escolas básicas Deu-la-Deu Martins, de Vale do Mouro, em Tangil, de Estrada, em Mazedo e de Pias, e o jardim de infância de Cortes foram os estabelecimentos de ensino distinguidos.

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