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Motoristas: Volume de combustíveis na rede de emergência entre 35 e 45%

Dados da Entidade Nacional para o Setor Energético

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Foto: DR

O volume de combustíveis nos postos da rede de emergência situava-se, esta terça-feira às 08:00, entre os 35 e os 45%, mas havia locais em sete distritos com menos de um terço do ‘stock’ total.

Segundo dados da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), os 315 postos de combustível da rede de emergência (REPA) tinham, em média, 35,65% da capacidade total de gasolina e 45,95% de gasóleo.

No entanto, sete distritos mostravam um volume disponível de gasolina abaixo dos 33%, ou seja, de um terço do total.

Segundo dados da ENSE, em Faro existem 22 postos REPA que tinham, hoje de manhã, 20,6% do ‘stock’ total de gasolina e 21,6% de gasóleo, sendo o caso onde o volume estava mais baixo.

Também em Beja, o volume disponível estava abaixo dos 30%, com 27,9% de gasolina e 21,2% de gasóleo nos 11 postos incluídos na rede de emergência.

Nos restantes distritos, os volumes abaixo de um terço do total verificavam-se apenas em relação a gasolina, como no caso de Santarém, onde os 25 postos da rede estavam com 28,5%, ou em Bragança, onde existem quatro postos da REPA e que tinham 29,7% de gasolina disponível.

Acima de 30%, mas abaixo de um terço do total possível, estavam os seis postos de Portalegre, os 51 postos de Lisboa e os 28 de Setúbal.

Todos os postos da REPA têm de comunicar à ENSE, duas vezes ao dia, o “total da tancagem disponível do posto” e a “quantidade de combustível (gasóleo e gasolina) disponível no posto”.

Esta obrigação decorre da necessidade de monitorização da situação de ‘stocks’ de combustível nos postos de abastecimento no âmbito da greve de motoristas de matérias perigosas, que cumpre hoje o segundo dia.

Os motoristas iniciaram na segunda-feira uma greve por tempo indeterminado com o objetivo de reivindicar junto da associação patronal – Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) – o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

Na segunda-feira, o Governo decretou uma requisição civil por considerar que os serviços mínimos não estavam a ser cumpridos.

A portaria que efetiva “de forma gradual e faseada” a requisição civil dos motoristas em greve visa assegurar o abastecimento da rede de emergência, aeroportos, postos servidos pela refinaria de Sines e unidades autónomas de gás natural.

“A presente requisição civil produz efeitos até ao dia 21 de agosto de 2019”, lê-se na portaria assinada pelos ministros da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e que foi publicada em Diário da República na segunda-feira à noite.

O âmbito da requisição visa assegurar o “abastecimento de combustíveis destinados à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA)” e o abastecimento de combustíveis “destinados aos terminais e aos postos de abastecimento servidos a partir do centro de carga da Refinaria de Sines, tendo por referência 50% dos trabalhadores afetos a este tipo de serviços por cada empresa”.

Além disso, pretende-se ainda assegurar o abastecimento de combustíveis destinados aos aeroportos e o abastecimento de combustíveis destinados ao funcionamento das unidades autónomas de gás.

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Incêndios: 84% dos fogos provocaram menos de um hectare de área ardida

Dados oficiais do ICNF

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Foto: Eduardo Ferreira / Arquivo

Mais de 80% dos 7.192 incêndios rurais que deflagraram este ano até 15 de agosto, provocaram menos de um hectare de área ardida, indicam dados oficiais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

No capítulo referente à distribuição do número de incêndios rurais por área ardida, o relatório provisório do ICNF mostra que 84% dos incêndios provocaram uma área ardida inferior a um hectare (ha) e que até 15 de agosto uma ocorrência provocou uma área ardida superior ou igual a 10 mil hectares (Vila de Rei, 20 de julho).

O documento indica ainda que 34 dos fogos estão enquadrados na categoria de grandes incêndios (área total igual ou superior a 100 hectares), dos quais resultaram em 17.379 hectares de área ardida, cerca de 66% do total.

Da análise por distritos afetados destaca-se o Porto, onde deflagraram 1.136 fogos, seguido de Lisboa com 600 e Braga com 563, com a ressalva para a área ardida ser menor que um hectare na sua maioria.

O distrito que teve maior área ardida foi Santarém, com 6.084 ha, representando 23% da área total ardida até 15 de agosto, seguido de Castelo Branco com 5.564 hectares (21% do total) e de Beja com 1.991 hectares (8% do total).

Entre os 20 concelhos mais afetados pelos fogos, que totalizam 66% da área total ardida, 17 situam-se a norte do Rio Tejo, totalizando 26% do número total de ocorrências e 10% da área total ardida.

O mês de julho foi o mais afetado por incêndios rurais, com um total de 1.626 fogos, 23% do número total registado desde janeiro.

Os dados do ICNF mostram ainda que, nos primeiros 15 dias de agosto, já deflagraram 783 fogos, que deram origem a 2.282 hectares de área ardida.

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Menos incêndios rurais e menor área ardida desde 2015

Dados oficiais do ICNF

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Os 7.192 incêndios rurais que deflagraram até 15 de agosto provocaram mais de 26.000 hectares da área ardida, o segundo valor mais reduzido do número de fogos e de área ardida dos últimos 10 anos, segundo dados oficiais.

O segundo relatório provisório de incêndios rurais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas ICNF deste ano indica que foram detetados, de 01 de janeiro a 15 de agosto, 7.192 incêndios rurais, dos quais resultaram 26.198 hectares de área ardida, um valor menor do que os 34.819 hectares ardidos em igual período de 2018.

Comparando os dados referentes aos últimos 10 anos, registaram-se menos 43% dos incêndios rurais e menos 63% da área ardida tendo em conta a média anual, o que representa o segundo mais reduzido valor de ambos os indicadores.

Dos 26.198 hectares de área ardida, 13.901 hectares foram em povoamentos florestais, 8.767 hectares em matos e 3.530 em terrenos de agricultura.

O relatório provisório indica ainda que foram investigados 73% do número total de fogos (5.229) responsáveis por 49% da área total ardida.

A investigação permitiu atribuir uma causa a 3.488 incêndios (69%), que foram responsáveis por 40% da área ardida até 15 de agosto.

O documento sublinha que entre as causas mais frequentes está o fogo posto, responsável por quase um quarto (23%) dos incêndios investigados e sendo os restantes 22% devido a queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas.

As várias tipologias de queimadas e queimas representam 44% das causas apuradas, precisa o relatório.

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Legislativas: Porta-voz dos motoristas vai ser candidato do partido de Marinho e Pinto

Advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques

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Foto: Facebook

O presidente do Partido Democrático Republicano (PDR), António Marinho e Pinto, anunciou hoje que o advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, é candidato às eleições legislativas de outubro.

“Pardal Henriques vai ser candidato pelo PDR, mas na altura própria divulgaremos o círculo eleitoral por onde se candidatará”, disse aos jornalistas o advogado e ex-deputado europeu, depois de entregar a lista dos candidatos pelo círculo eleitoral do Porto.

Marinho e Pinto assumiu que ter Pardal Henriques nas listas é um “grande orgulho” porque ele foi a “imagem e a cara de um combate sindical extremamente importante por ter fugido ao controlo que os aparelhos partidários têm sobre o sindicalismo em Portugal”.

“Portanto, isto é de enaltecer e de elogiar”, frisou.

O advogado do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, foi noticiado como sendo o cabeça-de-lista do PDR pelo círculo eleitoral de Lisboa, cabendo a Marinho e Pinto a primeira posição pelo Porto.

Em outubro de 2015, o PDR foi a sétima força política mais votada nas eleições legislativas, com 1,14% (61.632 votos), atrás do PAN, que elegeu um deputado.

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