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Braga

Motoristas de autocarros manifestam-se em Braga por aumento salarial de 90 euros

Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal

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Foto: Ilustrativa / DR

Os motoristas de transporte de passageiros exigiram hoje, numa concentração em Braga, um aumento salarial de pelo menos 90 euros para este ano e tempos de trabalho “mais humanos”, sem intervalos de três horas.

Segundo Agostinho Silva, coordenador regional de Braga do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), os motoristas estão, na sua maioria, a ganhar o salário mínimo nacional (SMN).

“Pelas nossas contas, se tivesse havido, desde 1999, uma subida dos salários que acompanhasse a evolução do SMN, neste momento estaríamos a ganhar 1.100 euros. O problema é que os salários congelaram”, referiu.

O dirigente sindical disse que os salários dos motoristas foram sendo “absorvidos” pelo SMN.

“Os salários não vão de encontro das exigências da profissão nem dignificam a carreira”, frisou Agostinho Silva.

Além da questão salarial, os motoristas querem tempos de trabalho “mais humanos”, acabando com as três horas de intervalo que muitos têm de cumprir, por conveniência das empresas.

Com esse intervalo, explicou Agostinho Silva, os motoristas ficam “presos” durante 11 horas diárias.

“É desumano, não fica tempo nenhum para a família, para os filhos, para as nossas coisas”, criticou.

O sindicalista aludiu ainda ao “falso trabalho em [regime de] ‘part-time’”, com motoristas que cumprem seis horas de trabalho por dia, mas repartidas pela manhã, pelo almoço e pela tarde.

Para o STRUP, esta é uma situação ainda mais desumana, uma vez que os trabalhadores apenas recebem pelas seis horas que cumprem “mas acabam por estar praticamente a tempo inteiro à ordem da empresa”.

O STRUP promoveu na manhã de hoje uma ação de sensibilização junto à Central de Camionagem de Braga, estando também marcada uma ação idêntica para a tarde, em Guimarães.

“Para já, estamos a ouvir os trabalhadores e a sensibilizá-los para a luta. Depois, será o tempo do contacto com as empresas e, eventualmente, de partirmos para a luta, caso as nossas reivindicações não sejam atendidas”, disse ainda Agostinho Silva.

Esta ação insere-se numa jornada de luta que a CGTP promove ao longo do dia de hoje em todo o país, sob o Lema “Com Confiança, Determinação e Luta – Por um Portugal com Futuro! Salários, Emprego e Direitos”.

A jornada inclui a realização de manifestações em todos os distritos e greves e plenários em vários setores de atividade.

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