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Morte de Freitas do Amaral marca o penúltimo dia de campanha

Eleições Legislativas

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Foto: Facebook de CDS

A morte do fundador do CDS e antigo ministro Freitas do Amaral, na quinta-feira, marcou o penúltimo dia de campanha para as legislativas de domingo, com os democratas-cristãos a não cancelar, mas adaptar a sua agenda.


O presidente do PSD, Rui Rio, reagiu de imediato à notícia da morte de Diogo Freitas do Amaral, aos 78 anos, considerando que foi “um aliado” dos sociais-democratas nos momentos importantes do país, e deixou-lhe “uma palavra de homenagem”, durante um almoço de campanha, em Gaia, no distrito do Porto.

No final desse almoço, Rui Rio informou que o PSD cancelou o seu comício de encerramento da campanha eleitoral, previsto para o Largo do Carmo, em Lisboa, na sexta-feira, e que irá fazer a descida do Chiado, mas sem barulho, eliminando também a música nos comícios.

Por sua vez, António Costa divulgou uma nota na qualidade de primeiro-ministro, recordando Freitas do Amaral como um dos fundadores do regime democrático português, “ilustre académico e distinto estadista”, e comunicou que o Governo vai decretar luto nacional no dia do seu funeral, que será no sábado.

A título pessoal, o secretário-geral do PS referiu que aprendeu muito com “o seu saber jurídico, a sua experiência e lucidez política e o seu elevado sentido de Estado e cultura democrática”, quando foram colegas de Governo.

O PS decidiu, entretanto, retirar a música das suas iniciativas de campanha e fazer um minuto de silêncio no início do comício de Setúbal, ontem à noite.

A presidente do CDS-PP recebeu igualmente a notícia durante um almoço de campanha, em Barcelos, Braga, e pediu aos militantes que cumprissem um minuto de silêncio. Assunção Cristas elogiou “a coragem” de Freitas do Amaral no período pós-25 de Abril e agradeceu o seu papel na fundação do partido.

Num breve discurso, Cristas fez apelo ao voto nas eleições de domingo e anunciou que, embora sem cancelar a campanha, o partido iria adaptá-la devido à morte do seu fundador: “Não ficamos indiferentes a esta triste notícia e vamos fazer ajustamento para a poder manter, para introduzir a sobriedade que o momento exige”.

Mais tarde, em Viana do Castelo, a presidente dos democratas-cristãos anunciou que o CDS-PP decidiu transformar o seu jantar-comício de ontem, no Porto, numa homenagem “em memória” de Freitas do Amaral.

O PCP lamentou a morte de Freitas do Amaral, através do seu deputado António Filipe, considerando-o uma das personalidades “mais marcantes da vida política portuguesa nas ultimas décadas” e um “notável académico”.

No Porto, a coordenadora nacional do BE, Catarina Martins, considerou que, apesar das “tantas diferenças” de posicionamento político, foi possível uma “convergência” com Freitas do Amaral sobre questões como direitos humanos e a paz, enviando condolências à família e amigos pela sua morte.

No distrito de Setúbal, o secretário-geral dos comunistas considerou que a campanha da CDU (PCP/PEV) está “em crescendo”, sem se comprometer sobre a possibilidade de o seu partido vir a ser um apoio parlamentar suficiente para o PS voltar a formar Governo: “Essas contas apressadas, geralmente, dão mau resultado”.

Durante uma “arruada” matinal pelas ruas do Barreiro, Jerónimo de Sousa foi também questionado sobre a sua continuidade à frente do PCP, e foi evasivo: “A questão não está colocada, nem por mim nem pelos meus camaradas. Agora é andar para a frente nesta campanha”.

Não muito longe, em Almada, o porta-voz do PAN devolveu críticas ao Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), apontando-o como “um projeto que perdeu a sua validade” e que constitui uma “ficção política”, que tem como “patrão” o PCP.

André Silva propôs “regras mais apertadas” para a criação e comercialização de animais domésticos.

De manhã, em Barcelos, Braga, a presidente do CDS falou sobre a tentativa de agressão de que foi alvo na véspera, no Porto. Assunção Cristas condenou “qualquer tipo de violência e agressão”, mas adiantou que o seu partido não irá apresentar queixa, assegurando que vai continuar na rua a falar com as pessoas.

Sobre a presença, anunciada e depois cancelada, do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, num espetáculo na Casa da Música, no Porto, também na véspera, a presidente do CDS-PP disse que “aparentemente houve ali um equívoco, que está ultrapassado” e que houve “uma sobreinterpretação” dessa suposta presença.

O presidente da Aliança, Pedro Santana Lopes, esteve na feira da Malveira, em Mafra, no distrito de Lisboa, onde preferiu não comentar as sondagens, lamentou a falta cobertura mediática da sua campanha e defendeu que há que “tomar medidas para a participação ser maior” nas urnas.

Em Mangualde, Viseu, o secretário-geral do PS, António Costa, visitou duas fábricas de têxteis e defendeu a aposta na inovação, qualificação e estabilidade no trabalho, atribuindo prioridade política a um acordo de concertação social para elevar salários, ao longo da próxima legislatura, e excluiu uma eventual descida da Taxa Social Única (TSU).

No Porto, o presidente do PSD manifestou-se contra a redução das propinas no ensino superior, à conversa com dirigentes associativos: “Não faz nenhum sentido”. Segundo Rui Rio, pelo contrário, “deveria subir” e ser “igual para todos”, sem descontos com base nos rendimentos, e “o contraponto faz-se pela ação social”.

Mais tarde, perante empresários, em Vila Nova de Gaia, Rui Rio sustentou que tem um perfil com maior “sensibilidade para a gestão” do que o atual primeiro-ministro e recusou responder se admite viabilizar um executivo do PS, num cenário de impasse à esquerda. “Respondo-lhe a isso quando o doutor António Costa responder se está disponível para viabilizar o meu governo, no caso de eu ganhar e não ter maioria absoluta”, retorquiu.

Em Sintra, o líder do Movimento Alternativa Socialista (MAS), Gil Garcia, criticou os partidos da esquerda no parlamento, considerando que “proximidade ao poder” os fez “amolecer”, e assegurou que o MAS “seria muito mais exigente do que a CDU ou o BE”.

Também no distrito de Lisboa, o Partido da Terra (MPT) promoveu uma ação de limpeza na praia de Carcavelos, enquanto o presidente do Nós, Cidadãos!, Mendo Castro Henriques, esteve numa cooperativa na Amadora, onde prognosticou “um resultado interessante” para o seu partido no domingo, em particular nos círculos de Lisboa, Porto e Évora.

A cabeça de lista do PCTP/MRPP por Lisboa, Maria Cidália Guerreiro, reuniu-se com a administração do Opart (Organismo de Produção Artística), no Teatro Nacional de São Carlos e manifestou preocupação com um “duplo horário” dentro desta estrutura, que tutela também a Companhia Nacional de Bailado.

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JP fala em “desleixo” por atraso na reabertura das pousadas da juventude

Francisco Mota

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A Juventude Popular (JP), estrutura que representa os jovens do CDS-PP, criticou o atraso na abertura das pousadas da juventude geridas pela Movijovem, que começaram a abrir hoje, e acusou aquela entidade de “inoperância e desleixo”.

“Há dois pesos e duas medidas, como de resto em muitas matérias de atuação da covid tem acontecido. As pousadas em que a gestão são da responsabilidade da Movijovem continuam encerradas, por outro lado aquelas que são geridas por outras entidades como é o caso de alguns municípios já se encontram em normal funcionamento”, afirma o presidente da JP, numa nota enviada à Lusa.

Para Francisco Mota, “o que está em causa não são razões de saúde pública, mas antes inoperância e desleixo da Movijovem”.

Numa resposta enviada à agência Lusa, a Movijovem refere que gere diretamente 36 dos 42 estabelecimentos que compõem a Rede Nacional de Pousadas de Juventude, sendo que as restantes seis “estão concessionadas a outras entidades”.

“As Pousadas de Juventude vão reabrir de uma forma gradual, que ocorrerá em três momentos distintos, nos dias 3 [hoje], 10 e 15 de julho”, garante, acrescentando que “não está ainda definida a reabertura das pousadas de juventude de Lisboa – centro e Lisboa – Parque das Nações, e também da pousada de juventude de Vila Nova de Cerveira, que pelo menos ao longo de todo o mês de julho continuarão ao serviço da comunidade”.

A Movijovem assinala que antes da reabertura, “procedeu-se à desinfeção, levada a cabo pela Marinha e pela Força Aérea, e à higienização de todas as unidades” e foi também dada “formação a todos” os trabalhadores “para lidarem com as novas exigências, decorrentes do desconfinamento e da contenção da pandemia de covid-19”.

“Todos estes passos estão a ser dados em conjunto com a Direção-Geral da Saúde, com quem temos articulado a retoma da atividade de modo a que os nossos procedimentos estejam em linha com as melhores práticas”, garante.

A cooperativa refere que “grande parte destas instalações estiveram ao serviço do país no combate à pandemia de covid-19”. Trinta das 42 unidades foram disponibilizadas, durante o estado de emergência, para acolher “os profissionais de saúde e da proteção civil”, idosos “deslocados dos lares onde residiam, cidadãos que não tinham condições para concluir o período de isolamento social nas suas residências e pessoas em situação de sem-abrigo”.

“As pousadas de juventude foram estruturas importantes de apoio aos profissionais de saúde, bem como de retaguarda às IPSS no auxílio aos idosos institucionalizados, contudo, com o reatar da normalidade da atividade económica e social do país, não compreendemos o contínuo encerramento da sua atividade de apoio aos mais jovens e ao associativismo”, critica a JP.

Francisco Mota defendeu que “o Governo não pode pedir aos portugueses que viagem pelo país e ajudem alavancar a economia e depois esse mesmo governo condiciona a mobilidade dos mais jovens e do associativismo com o encerramento das pousadas da juventude” e questiona por que razão estas estruturas “não abriram ao mesmo tempo da restante hotelaria”.

O presidente dá o exemplo da própria JP, que reúne este fim de semana o Conselho Nacional em Ponte de Lima e “viu-se impedida de usar a pousada da juventude” para os seus jovens centristas pernoitarem.

“Tivemos de recorrer a entidades hoteleiras, o que ficou bastante mais caro”, disse à Lusa.

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Sonae vai analisar “com rigor e firmeza” acusação da Concorrência ao Continente

Autoridade da Concorrência

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Foto: DR

A Sonae MC afirmou hoje que vai analisar “com total rigor e firmeza” a acusação feita pela   (AdC) ao Modelo Continente Hipermercados de concertar preços de venda ao público, prejudicando o consumidor.

Seis grupos de distribuição alimentar, incluindo o Modelo Continente, e dois fornecedores de sumos, vinhos e outras bebidas, foram acusados pela AdC de concertarem preços durante vários anos em prejuízo do consumidor.

“Lamentamos a forma como a Autoridade da Concorrência coloca de novo em causa o bom nome e a reputação da Sonae MC e da sociedade por si participada sem garantir previamente o direito de defesa, uma vez que a acusação representa apenas uma fase provisória, ainda sujeita ao exercício do direito de defesa das partes envolvidas”, refere em comunicado a Sonae MC.

Segundo a nota da Sonae, “os termos das acusações serão analisados com total rigor e firmeza no sentido de, em momento e lugar próprio, serem utilizados todos os meios ao alcance, com vista à salvaguarda dos direitos, reputação, valores e integridade da Sonae MC e da sua participada”.

“A Sonae MC está ciente das suas obrigações legais e reitera o seu compromisso de conduzir a sua atividade no estrito cumprimento da lei, concretamente no que concerne a regras em matéria de concorrência”, refere ainda o grupo retalhista.

A AdC anunciou hoje em comunicado que, após investigação, “concluiu que existem indícios de que Modelo Continente, Pingo Doce e Auchan utilizaram o relacionamento comercial com os fornecedores Sumol+Compal e Sogrape para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos daqueles, em prejuízo dos consumidores”.

Nas bebidas não alcoólicas e sumos, a acusação da AdC visa também a cadeia de distribuição Lidl e, nas bebidas alcoólicas, abrange as cadeias Intermarché e E-Leclerc, referindo a autoridade que estes distribuidores representam “uma vasta” percentagem do mercado da distribuição em Portugal.

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Pingo Doce “repudia” acusação da Concorrência de concertação de preços

Autoridade da Concorrência

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Foto: DR

O Pingo Doce afirmou hoje que repudia a acusação da Autoridade da Concorrência (AdC) de concertar preços de venda ao público, prejudicando o consumidor, e disse que vai contestá-la.

“Perante a nota de ilicitude que nos chegou da AdC, o Pingo Doce repudia a acusação feita e vai contestá-la, não deixando de apresentar os seus argumentos num processo em que estamos seguros da nossa conduta e do nosso trabalho diário para levar até aos consumidores portugueses as melhores oportunidades de preço e promoções, e os maiores descontos”, referiu a cadeia retalhista num comunicado enviado à Lusa.

Seis grupos de distribuição alimentar e dois fornecedores de sumos, vinhos e outras bebidas, foram acusados pela Autoridade da Concorrência (AdC) de concertarem preços durante vários anos em prejuízo do consumidor.

“Após investigação, a AdC concluiu que existem indícios de que Modelo Continente, Pingo Doce e Auchan utilizaram o relacionamento comercial com os fornecedores Sumol+Compal e Sogrape para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos daqueles, em prejuízo dos consumidores”, anunciou hoje a autoridade em comunicado.

Nas bebidas não alcoólicas e sumos, a acusação da AdC visa também a cadeia de distribuição Lidl e, nas bebidas alcoólicas, abrange as cadeias Intermarché e E-Leclerc, referindo a autoridade que estes distribuidores representam “uma vasta” percentagem do mercado da distribuição em Portugal.

A AdC indicou que os comportamentos investigados “duraram vários anos”, tendo-se desenvolvido entre 2002 e 2017, no caso da Sumol+Compal, e, entre 2006 e 2017, no caso da Sogrape.

“O Pingo Doce assume o compromisso público de oferecer a melhor qualidade aos melhores preços, com grande resiliência, mesmo nos momentos de crise, como o que vivemos atualmente. Os próprios clientes do Pingo Doce reconhecem este esforço consistente e a prova disso é que cerca de metade das nossas vendas totais é feita com produtos em promoção”, referiu o grupo na sua resposta à acusação da AdC.

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