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Alto Minho

Morreu uma das vítimas de despiste contra árvore em Valença

Óbito

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Foto: DR

Morreu uma das vítimas de um violento despiste contra uma árvore, que ocorreu este sábado à noite, na EN 201, em Valença, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.


A vítima, de 54 anos, seguia no lugar do pendura da viatura que se despistou em Cerdal, e não resistiu aos ferimentos enquanto era transportada para o Hospital de Braga.

A outra vítima, de 56 anos, ficou ferida com gravidade.

No local estiveram os Bombeiros de Valença com cinco viaturas e doze operacionais, apoiados pelo INEM através da ambulância de Suporte Imediato de Vida de Valença e da VMER de Viana do Castelo.

A circulação na EN 201 na zona de Cerdal esteva cortada nos dois sentidos durante mais de uma hora.

Duas patrulhas da GNR estiveram no local para orientar o trânsito e registar a ocorrência.

O alerta foi dado às 20:49.

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Viana do Castelo

Câmara de Viana recusa pedido de grandes superfícies para abrirem antes das 10:00

Estado de emergência

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Foto: Divulgação / Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo vai indeferir um pedido efetuado pelas grandes superfícies local para que a abertura das mesmas ocorra antes das 10:00 horas aos sábados e domingos abrangidos pelo estado de emergência.

Em comunicado, a autarquia cita as normas legais para explicar que a abertura das grandes superfícies comerciais antes das 10:00, durante o estado de emergência, não é permitida.

“É entendimento da autarquia que a legislação em vigor mantém a impossibilidade de abertura antes das 10 horas de todos os estabelecimentos, não considerados essenciais, pelo que a autarquia vai indeferir qualquer pedido de alteração no horário”, explica o comunicado.

Ao que O MINHO apurou, esta decisão surge depois de um pedido efetuado pelas administrações do Estação Viana Shopping e do Viana Retail Center, as duas grandes superfícies comerciais existentes no concelho.

Esta medida não se aplica a supermercados e hipermercados, pelo que podem continuar a abrir à hora de sempre (entre as 08:00 e as 09:00) durante o estado de emergência.

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Alto Minho

Sobe para cinco o número de mortes em lar de Caminha

Covid-19

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Foto: DR

A morte de um utente do lar do Bom Jesus dos Mareantes, em Caminha, elevou para cinco o número de óbitos naquela instituição, que tem atualmente 54 utentes e 24 funcionários infetados com o novo coronavírus, foi hoje revelado.

Contactada pela agência Lusa, a diretora daquela instituição no distrito de Viana do Castelo, Cristina Malhão, adiantou que o utente morreu na segunda-feira, sendo que dos 54 idosos infetados “quatro estão hospitalizados”.

Antes do início do surto de covid-19, detetado no dia 03, o lar acolhia um total de 63 idosos.

Do total de 42 funcionários, o surto de covid-19 infetou 24, sendo que “apenas nove estão disponíveis para trabalhar, porque os restantes já se encontravam de baixa médica”.

Cristina Malhão adiantou que na segunda-feira chegou à instituição uma Brigada de Intervenção Rápida composta por dois enfermeiros e quatro auxiliares.

“A situação não está estabilizada. Está um pouco mais controlada. Consigo aguentar assim a instituição mais uma semana. Não consigo aguentar muito mais. Preciso é que as minhas funcionárias comecem a testar negativo para voltarem ao seu local de trabalho”, referiu.

No domingo, o presidente da Câmara de Caminha pediu ajuda para fazer face à situação “caótica” do lar do Bom Jesus dos Mareantes que, naquele dia, registava quatro mortes.

“A situação na Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes está descontrolada. É caótica, apesar das ajudas que nos foram chegando da Segurança Social que já tem, há alguns dias, uma brigada de Intervenção Rápida com três pessoas. Precisamos de ajuda”, apelou Miguel Alves.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.328.048 mortos resultantes de mais de 55 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.553 pessoas dos 230.124 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Bloco de Esquerda questiona Governo sobre assoreamento de barra em Caminha

Política

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda vai questionar o Governo sobre o assoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora, em Caminha, que “limita muito” a atividade da pesca tradicional e lúdica, disse hoje a deputada Maria Manuel Rola.

Em declarações à agência Lusa, no final de uma visita àquela estrutura e de uma reunião com a Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora, a deputada do Bloco de Esquerda destacou “a necessidade de um assoreamento urgente” daquele portinho que “limita e muito” a atividade dos pescadores.

“As entradas e saídas da barra são um exercício de resiliência, o que é extremamente preocupante e tem de ter resposta por parte da tutela e da DocaPesca”, sustentou a deputada.

O assoreamento no portinho de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, que hoje conta com pouco mais de vinte embarcações de pesca tradicional e uma centena de pescadores, é um problema recorrente.

Após vários anos de reivindicações, o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos gastou, no primeiro semestre de 2013, mais de 400 mil euros para dragar aquela barra.

Contudo, em junho desse mesmo ano, cerca de 15 dias depois de concluída a operação, a barra já se encontrava novamente assoreada, problema que os pescadores afirmam dever-se também à configuração do portinho, construído há cerca de uma década.

Maria Manuel Rola defendeu a realização de “uma intervenção que garanta que dentro de um ano não se esteja, novamente, a falar da falta de possibilidade destes pescadores saírem em segurança para a faina”.

“Esta estrutura assoreia com bastante facilidade e rapidez. É preciso arranjar uma solução sólida. Há estudos que foram feitos pelo Laboratório Nacional de Engenharia e que podem ajudar a resolver, de uma vez por todas, ou de uma forma mais duradoura, os problemas que se conseguem aferir aqui”, adiantou.

Maria Manuel Rola insistiu na criação de uma empresa pública de dragagens para resolver situações como a do portinho de Vila Praia de Âncora.

“Já defendemos por várias vezes, não só para este porto como para os outros que tem vindo a debater-se com problemas de assoreamento, a necessidade de termos uma empresa pública de dragagens que garanta a realização destas intervenções com a frequência que é necessária”, reforçou.

Segundo a deputada do Bloco de Esquerda, “em terra” o portinho de Vila Praia de Âncora também apresenta “várias situações de abandono”.

“Desde logo, a inexistência de regulamentação, de manutenção que garanta a segurança de quem opera no portinho e questões relacionadas com a venda do pescado. Estas situações denotam que tem havido abandono do porto que serve a pesca tradicional”.

Em maio, à Lusa, o presidente da Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora disse que “os acidentes e a morte espreitam” a cada saída e entrada no portinho pesca, que “não é desassoreado há vários anos”.

“Os riscos que corremos a cada dia de faina são enormes. Há anos que não é feita qualquer dragagem e nunca foi feita uma intervenção de fundo no portinho de Vila Praia de Âncora. Fazem sempre desassoreamentos parciais que não resolvem o problema”, afirmou, na altura, Vasco Presa.

Na ocasião, também contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, confirmou que a barra se encontra “completamente assoreada”.

“É um perigo. Há anos que ando nessa luta. Já há um procedimento feito no âmbito da sociedade Polis Litoral Norte, mas falta adjudicar porque não há garantia financeira da parte da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, tutelada pelo Ministério do Mar. Só há dinheiro do Ministério do Ambiente. Desde a aprovação do Orçamento de Estado que estamos à espera de que a verba, prometida desde o ano passado, seja disponibilizada. Enquanto não é, o procedimento não avança e o portinho está um perigo”, referiu.

Em maio, a Lusa questionou a sociedade Polis Litoral Norte, mas não obteve resposta até ao momento.

Estima-se que a atividade piscatória envolva perto de 200 pessoas em Vila Praia de Âncora, da pesca propriamente dita à venda e ou à restauração.

A operação de desassoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora foi considerada como prioritária, em 2012, pela secretaria de Estado do Mar, por a situação condicionar a atividade piscatória.

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