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Braga

Morreu operário vítima de explosão em pedreira de Vieira do Minho

Hélder Azevedo era da Póvoa de Lanhoso

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O homem de 46 anos que, no dia 5 de agosto, sofreu queimaduras graves na sequência de uma explosão numa pedreira em Vieira do Minho morreu na passada sexta-feira no Hospital de Coimbra.


Hélder Azevedo, da freguesia de Santo Emilião, concelho de Póvoa de Lanhoso, estava em coma induzido na unidade de queimados, apurou O MINHO junto de fonte próxima da família.

Acabou por não resistir aos graves ferimentos após 23 dias internado no Hospital de Coimbra.

Vítima de explosão em Vieira do Minho com 45% do corpo queimado foi para Coimbra

Hélder Azevedo, que vivia com a mãe em Santo Emilião, deixa duas filhas menores, de cinco e sete anos.

Contactado por O MINHO, o presidente da Junta de Santo Emilião, José Alves, adiantou que ainda não foi marcado funeral, o que deverá acontecer nos próximos dias.

Explosão em pedreira de Vieira do Minho faz um ferido

Como O MINHO noticiou na altura, o homem ficou gravemente ferido na sequência de uma explosão numa pedreira em Vieira do Minho, tendo sido transportado de helicóptero para o Hospital de Coimbra com queimaduras em 45 por cento do corpo.

Apresentava queimaduras nos braços, tronco e cabeça. As queimaduras afetaram as vias respiratórias.

O acidente ocorreu numa pedreira entre as freguesias de Anissó e Tabuaças, com o ferido a ser inicialmente transportado de carro particular até à rotunda do Ouro, em Póvoa de Lanhoso, onde foi chamado socorro de emergência médica e um helicóptero.

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Braga

Terras de Bouro isenta comerciantes e feirantes de rendas e taxas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A câmara de Terras de Bouro vai isentar de rendas, taxas e tarifas feirantes e comerciantes, apresentando as medidas como “mitigadoras” dos efeitos da pandemia de covid-19 no tecido empresarial local, anunciou hoje aquela autarquia.

Em comunicado, a autarquia explica que as medidas adotadas vão entrar em vigor dia 01 de dezembro e se vão prolongar até dia 31 de março de 2021.

Entre as medidas, está a “isenção de todas as tarifas da faturação de águas, saneamento e recolha de resíduos, dos consumidores não domésticos” e a isenção total de rendas de espaços e estabelecimentos comerciais celebrados com o município de Terras de Bouro”.

A isto, soma-se “a isenção de todas as taxas relativas aos feirantes e de todas as taxas de ocupação de via pública, por motivos comerciais”.

Portugal contabiliza pelo menos 4.276 mortos associados à covid-19 em 285.838 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23:00 e as 05:00, enquanto nos fins de semana e feriados a circulação está limitada entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e entre as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,4 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado.

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Braga

Braga: DST premiada em concurso internacional de arquitetura

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A DST, empresa de Braga, foi premiada no concurso internacional “Architecture MasterPrize 2020”. O projeto “Capela”, implementado no campus da construtora, em Braga, foi distinguido no prestigiado concurso, que atribuiu ainda uma menção honrosa, na categoria “industrial buildings”, à fábrica bysteel fs, inaugurada no ano passado naquele complexo industrial.

Em comunicado, a empresa explica que ambos os projetos têm assinatura do arquiteto Nuno Capa, que, em 2019, foi reconhecido na categoria “Commercial Architecture”, com o projeto “Urbo Business Centre”, em Matosinhos, também promovido pelo grupo bracarense presidido por José Teixeira.

Inserida no jardim Teresa Gonçalves do complexo industrial da DST, a Capela “repousa no terreno como um lugar de reflexão, de descanso espiritual e de contemplação da envolvente”, é explicado em comunicado.

Foi idealizado para ser um lugar de recolhimento individual, diferente de outros espaços que existem no campus, e a sua localização, isolada dos edifícios, obriga a um percurso a pé, numa alusão ao caminho percorrido por um peregrino em reflexão.

Foto: João Morgado

Os dois volumes em betão aparente que a constituem estão afastados por uma incisão de atravessamento livre, separando assim o lugar do divino e o lugar humano. Não há qualquer ponto de contacto. No seu interior, os dois planos são habitados de forma tranquila, um por um banco para contemplação e o outro pela Cruz de Cristo suspensa, uma escultura cerâmica concebida pelo artista plástico Alberto Péssimo, professor da Cooperativa Árvore, que embora represente a religião cristã, se encontra num espaço de todos e para todos.

“Reconhecimento do trabalho que tenho vindo a desenvolver”

“Optámos pela construção em arquétipo de capela, com elementos modulares pré-fabricados que se repetem, encerrados nos topos nascente e poente por Uglass, actuando como vitrais para entrada de luz natural”, destaca Nuno Capa, citado no comunicado, adiantando ainda que “a entrada é garantida pela subtração de um dos módulos, aberta aos elementos naturais como a chuva, o sol, a neve e o vento habitualmente presentes no dia-a-dia dos trabalhadores. À noite, o feixe de luz que flui pela abertura e pelos extremos em Uglass, transforma estes blocos de betão numa matéria visualmente leve”.

A utilização de materiais como o betão, o vidro, o aço e o tijolo caracteriza a matéria construtiva deste projeto, tornando-os nobres, porque são materiais diariamente manipulados pelos trabalhadores do dstgroup.

Sobre a atribuição dos prémios, Nuno Capa considera que são “o reconhecimento do trabalho que tenho vindo a desenvolver para o dstgroup e do mérito das equipas de projecto, de gestão e de construção que demonstraram a mesma dedicação, quer em projectos de pequena escala como a Capela, quer em projectos de maior dimensão e complexidade como a unidade industrial da bysteel fs.” Para o galardoado, “trata-se de dois projectos complementares no contexto de trabalho, já que a Capela representa a importância da pausa no tempo de trabalho como descanso e reflexão, uma simbiose fundamental na cultura empresarial do grupo que enriquece e reforça a importância da arquitectura em qualquer contexto”.

Bysteel fs conquista menção honrosa no “Architecture MasterPrize 2020”

Resultado de um investimento de 17 milhões de euros, a bysteel fs foi a mais recente aposta industrial do dstgroup. Inaugurada no ano passado, na presença do primeiro-ministro António Costa, a unidade conta com 7000 m2 de construção em dois pisos e uma nave de 6 700m2, onde a luz natural flui para um trabalho dedicado de fabricação e assemblagem de envelopes arquitetónicos de fachada. Com assinatura do arquiteto Nuno Capa, foi agora reconhecida com uma menção honrosa na categoria “industrial buildings”, na edição deste ano do “Architecture MasterPrize”

José Teixeira refere, citado em comunicado, que “os prémios que ganhamos e a que nos candidatamos são uma espécie de pauta de avaliação dos nossos trabalhos. E nós precisamos que os nossos trabalhos sejam avaliados por elementos neutros”, sublinha. Sobre a origem da Capela, o responsável revela que “aconteceu, porque me foi oferecido um Cristo de uma dimensão considerável, pelo artista plástico Alberto Péssimo e quando o vi decidi que tinha de o colocar em lugar de destaque. Como temos tido foco na espiritualidade e na meditação para nos tornarmos mais leves e competitivos, desafiei o Nuno Capa, arquiteto que tem uma grande sintonia com as minhas orientações estéticas, para desenhar, a partir de elementos de obras, uma capela. O resultado foi uma peça austera e muito simples. Acrescentámos apenas uma lamparina a azeite”.

“O prémio é uma consagração do Nuno, com quem temos, de resto, ganho outros prémios”, finaliza José Teixeira.

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Braga

Braga: Agere e Braval acordam com sindicatos 35 horas e salário base de 655 euros

Trabalhadores recebem meio ano de retroativos

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Foto: DR / Arquivo

As empresas Agere e Braval assinaram esta sexta-feira, em Braga, no Altice Forum, um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), que fica em 35 horas semanais o período normal de trabalho dos funcionários, salário base de 655 euros. No caso da Braval 42 colaboradores subcontratados serão integrados na empresa. Este acordo preconiza uma previsão de aumentos de custos de 1 milhão de euros na AGERE e de 350 mil euros na Braval.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, dos administradores da Agere, empresa de aguas e resíduos de Braga, da Braval, empresa que procede à valorização e tratamento dos resíduos sólidos no Baixo Cávado,  e dos representantes dos sindicatos acima referidos.

O acordo tem um período de vigência de dois anos e entra em vigor no quinto dia posterior à sua publicação. Exceto a tabela remuneratória que entra em vigor em 01 de julho deste ano, ou seja, os trabalhadores receberão retroativamente meio ano, sendo que, para ambas as empresas, foi definido como ordenado base o valor de 655 euros.

O acordo estipula que o período normal de trabalho passa para as 35 horas, para todos os trabalhadores.

Foram criadas as condições específicas de trabalho, que permitirão em situações devidamente fundamentadas o período normal de trabalho diário ser antecipado ou adiado até duas horas e, por outro lado, por períodos nunca superiores a uma semana de trabalho, pode o período normal de trabalho diário ser aumentado até ao máximo de duas horas em épocas festivas ou quando ocorra a realização nos vários Municípios de eventos para os quais seja necessário garantir condições de higiene, manutenção ou mobilidade em condições extraordinárias.

42 trabalhadores integrados nos quadros da Braval

O período anual de férias tem a duração mínima de vinte e dois dias úteis, ao qual acresce um dia útil por cada dez anos de serviço.

A duração do período de férias pode ainda ser aumentado no quadro de sistemas de recompensa do desempenho, mediante avaliação positiva, em 1 ou 2 dias.

Para além dos feriados legalmente obrigatórios passam a ser ainda considerados os dias dos feriados municipais e a terça-feira de Carnaval, deixando, portanto, esta de ser considerada tolerância.

Serão ainda automaticamente considerados como tolerância de ponto o dia útil anterior ao dia 25 de dezembro; o dia útil anterior ao dia 1 de janeiro; e a segunda-feira de Páscoa.

Relativamente a faltas, para além das legais, passam a contar como justificadas as ausências previamente autorizadas, no caso de trabalhadores que sejam bombeiros voluntários, pelo tempo necessário a acorrer a sinistro ou acidente. Serão também justificadas as ausências para efeitos de doação de sangue.

Há no acordo um capítulo específico para a Igualdade e não discriminação, regulamentando o Direito à igualdade no acesso a emprego e no trabalho, a proibição de discriminação, a indemnização por ato discriminatório e a proibição de assédio.

Relativamente a retribuições, na Braval foi criado um subsídio de triagem de resíduos: os trabalhadores terão direito a um subsídio de 0,40 euros por cada hora de serviço efetivamente prestado. Foi também criado um subsídio de prevenção específico para os trabalhadores da área do biogás e da informática quando escalados para tal de 0,25 euros por hora.

No pagamento do trabalho suplementar, caem os 25% pela primeira hora ou fração desta e passam todas a ser remuneradas a 37,5% por hora ou fração subsequente, em dia normal de trabalho.

Na Agere foi estabelecido um mecanismo de participação nos resultados da empresa de todos os trabalhadores, cujo cálculo base começa para resultados líquidos do exercício de valor igual ou superior a quatro milhões de euros.

Na Braval, os cerca de 42 colaboradores que estavam a trabalhar através da subcontratação de uma empresa de trabalho temporário serão integrados nos quadros da empresa.

Os impactos económicos esperados são de um milhão de euros na Agere e 350 mil na Braval.

“Capital mais importantes são os nossos recursos humanos”

“Mas não existirá maior impacto do que aquele que é esperado pelo aumento da motivação dos nossos colaboradores, por termos conseguido concretizar rapidamente aquilo que muitos prometeram no passado, mas não foram capazes de concretizar”, salienta, em declarações a O MINHO, o presidente das duas empresas, Rui Morais.

“Resta-me por isso agradecer, em nome dos dois conselhos de administração, aos acionistas, ou seja, aos seis presidentes de camara que compõe o baixo cavado, Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde bem como aos acionistas privados, por um lado pela criação das condições necessárias à realização das negociações e por outro pelo impulso necessário ao fecho das mesmas”, declara o responsável, estendendo os agradecimentos “às duas estruturas sindicais pela forma elevada como decorreram as negociações”.

“Acérrimos defensores dos interesses dos trabalhadores, mas sempre cientes da necessidade da obtenção de consensos no sentido de levarmos a bom porto esta ‘empreitada’”, realçou Rui Morais.

O responsável considera que “as apostas dos últimos anos têm colocado a Agere e a Braval no top das empresas nacionais e europeias” e estas continuarão a servir a região “com a máxima qualidade e excelência”.

“Mas o investimento, não pode, e não é só feito em termos materiais. Existe um capital importante, diria mais, fundamental para que esta estratégia chegue a bom porto. Esse capital são os nossos Recursos Humanos”, reforça, lamentando o bloqueio de “sucessivos Orçamentos de Estado, que praticamente congelaram a 100% todas as atualizações pecuniárias, bafejados apenas pela atualização do salário mínimo”.

“Não poderíamos deixar de aproveitar a abertura legal da possibilidade de atualização através de acordos com os representantes dos trabalhadores”, considera, dando conta de que este processo foi iniciado em 2019 “com total abertura de todas as partes (Agere, Braval, SINTAP e STAL) e, apesar da pandemia, as negociações nunca foram suspensas”.

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