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Braga

Morreu o jovem atingido a tiro em Braga

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Morreu o jovem de 25 anos, natural de Bouro Santa Maria, Amares que foi atingido por dois tiros, na passada terça-feira, numa esplanada em Braga. Carlos Galiano não resistiu aos ferimentos e faleceu esta quinta-feira, no Hospital de Braga.

A vítima tinha sido submetida a uma cirurgia de emergência depois de uma das balas ficar alojada junto a uma vértebra cervical, recolhendo depois para os Cuidados Intensivos, onde acabou por perder a vida.

Sensivelmente à mesma hora em que era declarado o óbito de Galiano, o atirador, conhecido pela alcunha de “Max”, também ele de Amares, era enviado para a cadeia através da medida de coação de prisão preventiva, enquanto aguarda o julgamento, que passa agora a ser de um crime de homicídio consumado.

Os dois eram amigos mas desavenças relacionadas com tráfico de droga acabaram por ditar este trágico desfecho.

“Max” à saída da PJ de Braga. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Da bola à canábis

“Max” entregou-se, no dia do crime, à tarde, na PSP de Braga, tendo confessado e dito que tinha umas contas a ajustar.

Os dois são de Amares, o Carlos de Bouro Santa Maria e o Luís, de Lago.

Cresceram de forma normal e convivendo, jogaram futebol em clubes da zona do Cávado, mas, no final da adolescência, meteram-se nas drogas leves.

Acabaram julgados e condenados no Tribunal de Braga, por tráfico de menor gravidade, a um ano e seis meses de prisão, com pena suspensa.

Na altura do crime, o Max estava acompanhado de outro homem, mas que não teve parte ativa no crime. De seguida, deitou a pistola fora, tendo dito que a atirou para o rio Este.

O agressor, que esteve emigrado em França após o julgamento, vivia atualmente em Braga, num apartamento da mãe.

Julgamento

Conforme O MINHO noticiou, o Tribunal de Braga condenou, em janeiro, a penas que vão de cinco anos a um ano e meio de prisão, 15 dos 16 arguidos julgados por tráfico de droga. Um foi absolvido. As penas ficaram suspensas.

Os arguidos, entre os quais estavam o Max e o Galiano, foram considerados culpados de tráfico de droga de menor gravidade.

O grupo fora acusado pelo Ministério Público de traficar droga – canábis (resina), heroína, cocaína e MDMA, para consumo ou revenda – em Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Braga, Póvoa de Lanhoso, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Famalicão e Porto.

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