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Braga

Morreu José Ribeiro, bracarense ‘dos quatro costados’ e lutador anti-corrupção

Zé Pregueiro

em

Foto: DR

Faleceu, ontem, e foi hoje sepultado no cemitério de Real, em Braga, um bracarense de quatro costados, José Ribeiro de seu nome, conhecido desde pequeno como Zé Pregueiro.

O José Ribeiro, que deixa mulher e uma filha, era um homem sério e honrado, cidadão de corpo inteiro, amigo do amigo e sem inimigos, de espinha direita, e que se não coibia de dizer o que pensava, mesmo que isso lhe trouxesse dissabores.

Ao tempo do chamado Estado Novo e já depois do 25 de Abril, e enquanto secretário-geral do Sindicato Independente da Panificação, lutava, com desassombro e sem medo à PIDE ou outras polícias – incluindo as políticas do tempo do PREC- Processo Revolucionário em Curso, depois de 1974 – pelos direitos dos trabalhadores.

No tempo de Salazar e, logo a seguir, quando era suposto haver medo, o José Ribeiro, enfrentava os patrões exigindo que cumprissem a legislação laboral e pagassem aos trabalhadores o que lhes era devido. Teve êxito em centenas de casos e nunca aceitou um tostão de prendas ou prebendas.

Nos anos 90 do século passado, e enquanto homem que abominava a corrupção, investigou e denunciou às autoridades policiais e judiciais, o comportamento menos correto do então presidente da Junta de Freguesia de Real, eleito pelo PS, o qual se veio a comprovar em Tribunal.

O autarca recebeu luvas de uma imobiliária, que entretanto faliu, facto dado como provado pelos juízes, embora o dito autarca não tenha sido condenado porque o crime prescrevera. Foi o primeiro caso concreto de autarca suspeito que chegou à barra do tribunal no distrito de Braga.

Depois disso, e sempre que detetava algo suspeito, denunciava o caso às autoridades.

O Zé Pregueiro foi, também, candidato independente pelo PSD à Junta de Real, o que leva um dos dirigentes do partido, João Granja, a dizer que os social-democratas “muito lhe devem”.

Era, ainda, sócio, há décadas do Sporting Clube de Braga, o seu clube do coração…

O funeral realizou-se hoje, pelas 17 horas, em Real, com partida da igreja paroquial.

À família enlutada, que muito amava, o MINHO apresenta as mais sentidas condolências.

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