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Morreu a cantora Dina aos 62 anos

Vencedora do Festival da Canção de 1992

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A cantora Dina, que representou Portugal no Festival da Eurovisão, morreu aos 62 anos. A informação foi avançada pela RTP3.

Ondina Maria Farias Veloso nasceu em Carregal do Sal, distrito de Viseu, a 18 de junho de 1956.

Em 1992, saltou para a ribalta, após ter ganho o Festival da Canção, com a música Amor de Água Fresca.

Antes, em 1980, já havia participado no mesmo concurso, com a música Guardado em Mim (8.º lugar).

Desde 2006, lutava contra uma fibrose pulomonar. Segundo a RTP, morreu ontem à noite, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa.

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Álbum de estreia de Blaya é editado na segunda-feira e inclui “Faz Gostoso”

“Blaya com Dios”

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Foto: DR/Arquivo

A cantora Blaya edita na segunda-feira o primeiro álbum, “Blaya com Dios”, resultante de uma mistura de influências e de um trabalho de equipa com vários compositores e produtores, que inclui no alinhamento o tema “Faz Gostoso”.

Seis anos depois do primeiro EP a solo, homónimo, Blaya edita o álbum de estreia, uma mistura de todas as influências da cantora e bailarina, que integrou os Buraka Som Sistema, e no qual explora o seu “lado brasileiro”, cantando várias músicas em português do Brasil.

“Já tinha feito algumas coisas de funk, mas agora também quis explorar esse lado”, afirmou Blaya em declarações à Lusa, recordando que não pode “fugir ao facto de ter nascido no Brasil” e de a sua família “ser toda brasileira”.

Apesar de viver “há imenso tempo em Portugal”, continua a ter “sempre sangue brasileiro e raiz brasileira”. Ao fazê-lo, “não foi com o intuito de querer entrar no [mercado do] Brasil”, embora reconheça que se tal acontecer tanto “melhor”.

A Blaya de hoje, em comparação com a do EP de estreia, é “a mesma Blaya, mas um bocadinho mais madura e a trabalhar em equipa”.

No álbum “Blaya com Dios”, a maioria dos 15 temas resultaram de um ‘writing camp’ (algo como campo de escrita, em português).

“Juntámos vários ‘songwriters’ [compositores], vários produtores, e durante dois dias trabalhámos em várias músicas. Desses dois dias saíram 21 músicas, das quais escolhemos umas 12”, recordou.

E, por isso, Blaya fala no álbum de estreia a solo como um “trabalho de equipa”, que contou com a participação de, entre outros, Virgul, MC Zuka, a dupla No Maka, Deejay Telio, Laysha, Laton, April Ivy ou Ella Nor.

Os temas que foram gravados depois do ‘writing camp’, como “Yoga” e “Cash”, “surgiram com o tempo”, à medida que Blaya ia “percebendo mais em que direção é que ia”.

Nas redes sociais, nomeadamente no Instagram, Blaya partilha com frequência mensagens associadas à igualdade de género e no disco está também presente o lado esse “mais agressivo” da cantora que quer “empoderar as mulheres”.

“O público não tem noção, maioritariamente as mulheres, mas maior parte delas canta músicas contra as mulheres, muito felizes, mas quando são as artistas femininas a cantar, elas não empoderam tanto essas músicas. É uma coisa que acontece sem elas se aperceberem, mas acontece muito isso. Não têm consciência disso, mas acontece muito”, defendeu.

Embora não haja um espetáculo de apresentação de “Blaya con Dios”, que é editado no dia de anos da cantora, este será mostrado nos próximos meses, nos “muitos concertos” que Blaya tem em agenda.

“Vou ter oportunidade de fazer os lançamentos nos concertos”, afirmou Blaya, destacando o espetáculo agendado para o palco principal do festival Sudoeste, em agosto na Zambujeira do Mar.

Nos concertos, o objetivo principal da cantora e bailarina é “sempre colocar o público à vontade, para dançar à vontade, para se sentir bem” e, para isso, promete “muita energia, dança e animação”.

No alinhamento estarão os temas do disco, alguns dos quais já tem apresentado há alguns meses, como “Faz Gostoso”, que fez sucesso no verão e acabou por chegar ao novo álbum da cantora norte-americana Madonna.

“Madame X”, a ser editado a 14 de junho, inclui uma versão do tema de Blaya, cantada pela ‘rainha da pop’ e pela cantora brasileira Anitta.

Blaya, quando criou o tema, “só estava a fazer música”. “Não estava a pensar ‘esta música vai ter não sei quantos milhões’. Nós pensámos ‘vamos fazer música, vamos fazer o melhor possível, trabalhar bem nas músicas’. E foi isso que aconteceu”, partilhou.

A cantora confessou que “não estava à espera que [o tema] tivesse este impacto”, até porque, “como em tudo”, não tem “expectativas para nada”.

“Como era uma coisa que não tínhamos a certeza que ia acontecer, deixámos sempre ir, foi sempre na boa, sempre de leve, até à decisão final. Até termos a certeza das coisas, não podemos meter a carroça à frente dos bois, então mantive a calma, até perceber o que é que isto ia dar”, recordou.

Agora que é real, ainda não pode adiantar muita coisa. “A equipa Mojo [produtora e editora RedMojo] já ouviu a versão, mas não posso contar nada, vão ter que ouvir quando sair, mas a essência do ‘Faz Gostoso’ está lá”, disse.

Quando ao impacto que isto poderá vir a ter na sua carreira, Blaya prefere falar na música portuguesa.

“Há sempre público que gosta de saber muito mais além da música e o seu significado, e muitas pessoas vão depois até à música original e isso é sempre bom. E o facto de estar uma música em português no álbum da Madonna é muito bom. As pessoas vão acabar por dar uma olhadela na música original, e talvez outros artistas venham para Portugal explorar como ela explorou”, afirmou.

Lembrando que a música “é uma coisa mundial”, e que, por isso, “pode chegar aos ouvidos de toda a gente por mero acaso”, reforça que “a música portuguesa, feita em Portugal, chegar aos ouvidos de estrelas internacionais é sempre muito bom”. “E significa que trabalhámos muito bem na música”, defendeu.

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Um ano de aplicação do regulamento de dados sem lei portuguesa para o executar

Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD)

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Foto: DR / Arquivo

Portugal continua sem lei para executar o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), que cumpre hoje um ano de aplicação em toda a União Europeia, preparando-se o parlamento para aprovar o diploma nas próximas semanas.

O grupo de trabalho de deputados que tem em mãos a elaboração do diploma, e que foi criado há pouco mais de um ano, reúne-se novamente esta terça-feira para votar na especialidade a proposta de lei que altera o regime do tratamento de dados do sistema judicial e prepara-se para, no início de junho, aprovar a proposta de lei que vai executar o RGPD em Portugal.

“Conseguimos chegar a um texto que, embora não fosse todo ele ao encontro e entendimento de todos os grupos parlamentares, acabou por ser, em grande parte, consensual”, disse à Lusa a coordenadora do grupo de trabalho, a deputada Andreia Neto (PSD).

A proposta de diploma – que teve por base uma proposta do Governo, que pretendia isentar por três anos o setor público da aplicação das coimas previstas no regulamento – já foi aprovada na especialidade (artigo a artigo) pelos deputados e ratificada pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdade e Garantias, que integra o grupo de trabalho.

“Está fechado o processo na especialidade. Falta a votação global pelo plenário no início de junho”, precisou Andreia Neto, revelando que o grupo de trabalho ainda admite eventuais alterações à proposta de diploma.

O texto final do diploma, disponível no ‘site’ do parlamento, tem no entanto algumas normas que têm sido contestadas pela Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), como o prazo de seis meses de adaptação das empresas às disposições do RGPD ou a possibilidade de a CNPD isentar, por três anos, o setor público de coimas que tenham sido aplicadas por incumprimento do regulamento.

O grupo de trabalho, nestes 12 meses, ouviu várias entidades sobre o RGPD, como associações de imprensa, de ‘marketing’, de seguradores e de empresas de contabilidade, o comité para a Unicef, o Conselho de Supervisores Financeiros, o Instituto Nacional de Estatística, a Comissão da Carteira de Jornalista ou a própria CNPD.

“Iniciámos a discussão da proposta do Governo ouvindo várias entidades, para procurar um consenso alargado e responder às maiores preocupações das varias aéreas sobre o regulamento”, afirmou Andreia Neto.

Além da lei que executa o RGPD, o grupo de trabalho tem em mãos a lei orgânica da CNPD, um processo também fechado pela primeira comissão e que aguarda a votação final, e mais duas propostas de lei relativas aos tribunais e à aplicação do RGPD, estando ainda em discussão na especialidade esta última proposta.

“Numa próxima reunião encerramos estes dois diplomas”, disse a coordenadora do grupo de trabalho, assegurando que “todas as propostas irão a votação final no início de junho”.

Esta semana, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Tiago Antunes, baseando-se nas conclusões preliminares de um inquérito às empresas, anunciou que a aplicação do RGPD ao tecido económico nacional vai custar 140 milhões de euros por ano.

“O regulamento foi feito a pensar nas grandes multinacionais. Para Portugal, muitas das soluções são exageradas. Procurámos algum equilíbrio, moderando na proposta [de lei] alguns excessos”, disse o governante, considerando como excessos as sanções até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios por incumprimento do regulamento.

“Este valor pode justificar-se para uma Google, mas o efeito desta coima no nosso tecido empresarial ou no setor público seria enorme”, defendeu Tiago Antunes.

Além de Portugal, apenas a Grécia não tem, em toda a União Europeia, lei nacional que execute o RGPD.

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Especialista defende plano de ordenamento e de atração de imigrantes para repovoar interior

Segundo Luiz Ugeda

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Soajo. Foto: DR

Um especialista em geografia e direito defendeu hoje que Portugal tem de conjugar políticas públicas de ordenamento do território com medidas de apoio à fixação de imigrantes para repovoar o interior português.

Luiz Ugeda, doutorado em Geografia e formado em Direito no Brasil, está a desenvolver na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra um outro doutoramento na área do ordenamento, procurando sinalizar como melhor distribuir recursos escassos, como a demografia, pelo território português, recapacitar o interior para absorver mão de obra e reverter o fluxo demográfico para as grandes cidades.

Para Luiz Ugeda, Portugal não vai conseguir atrair habitantes para o interior sem atrair novas pessoas para o país, pelo que uma solução para repovoar o interior de Portugal – atualmente a enfrentar uma grave crise demográfica – poderá ser a criação de políticas migratórias, aproveitando os emigrantes da América do Sul, especialmente brasileiros e venezuelanos, que, por diversas razões, pretendem imigrar para Portugal.

“Hoje existe uma imigração de brasileiros qualificada. Não é mais o que vem buscar baixos salários para se integrar na base da sociedade. Esse também continua a vir, mas vêm brasileiros mais qualificados. Na diáspora do Brasil, há descendentes de japoneses que estão a regressar ao Japão, há quem busque os EUA e o Canadá, e há também um volume considerável que tem optado por Portugal”, afirmou.

Para isso, seriam precisas políticas de atração e fixação desses imigrantes em locais do interior, para evitar que se fixem em Lisboa e no Porto, cidades onde já há saturação demográfica.

“O centro desta preocupação é casar demografia com uma política pública de ordenamento do território. É casar política imigratória e usar essa política imigratória como vetor para o reordenamento do território. É isso que temos estudado e acreditamos que os mapas têm uma função importante nisso”, disse o investigador.

Entre as possíveis medidas que poderão ser discutidas, sugere vantagens a quem se estabeleça nestes territórios, “no sentido tributário ou na educação”, e “até facilitar a nacionalidade pode ser um incentivo, desde que o imigrante fique numa determinada região ou município”.

“Se Portugal, que tem uma política pública que atrai fundos europeus para desenvolver o território, fizer uma política de atração dessa mão de obra que hoje está a ser oferecida no mundo e conseguir fazer a comunicação para essa mão de obra se fixar na interioridade, mostrando como funcionam os fundos europeus, mostrando o que pode ser feito, parece-me um caminho interessante”, considerou.

Ugeda considerou que “não seria desproporcional pensar numa emigração de um milhão de brasileiros para Portugal”, tendo em conta que representariam 16% da população portuguesa, a mesma proporção de emigrantes portugueses no Luxemburgo.

“O Brasil tem mão de obra para isso. E qualificada. […] A questão é quão rápido Portugal vai ser capaz de entender que isso pode ser uma janela de oportunidade, porque, em dado momento, ela vai-se fechar”, concluiu.

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