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Futebol

Moreirense traz Gil Vicente de volta à Terra

2.ª jornada da I Liga

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O Moreirense conquistou hoje o primeiro triunfo da edição 2019/20 da I Liga portuguesa de futebol com um 3-0 sem contestação na receção ao regressado Gil Vicente, em jogo da segunda jornada.

Fábio Abreu e Bilel, com golos aos oito e 22 minutos, colocaram o Moreirense a vencer confortavelmente ainda antes do intervalo, e Luther Singh lançou uma ‘bomba’ aos 72 que acabaria por sentenciar o jogo.

O Moreirense somou os primeiros três prontos, os mesmos do Gil Vicente, uma semana depois de a equipa de Barcelos ter surpreendido, no regresso à I Liga, com uma vitória (2-1) sobre o vice-campeão, o FC Porto.

Num jogo com poucas alterações nos dois ‘onzes’ face à jornada anterior – Kellyton e Erick foram as novidades nos gilistas, e Fábio Pacheco ocupou o lugar de Sori Mané no Moreirense – a turma de Barcelos até começou bem com uma arrancada de Lourency pela esquerda, a deixar Iago para trás e tentar servir Sandro Lima, que ficou a centímetros da emenda (seis minutos), mas quem acabou por dominar o encontro foi o conjunto de Moreira de Cónegos.

O Moreirense, que se estreava em casa após duas derrotas fora (1-0 em Setúbal para a Taça da Liga e 3-1 em Braga na primeira jornada do campeonato) chegou ao primeiro golo através de um cabeceamento cruzado de Fábio Abreu, após livre de Pedro Nuno (08 minutos).

O conjunto ‘cónego’ atacava bem pelos corredores e ganhava mais bolas perante uma defesa visitante muito nervosa. Perto do quatro de hora de jogo, aos 14, um remate de Fábio Abreu muito perto do alvo saiu por cima e meia dúzia de minutos depois, aos 20, foi a vez de Pedro Nuno tentar o segundo, mas o Gil conseguiu o alívio.

As ameaças acabaram por surtir o efeito desejado pelo técnico Vítor Campelos, que viu Bilel, após passe perfeito de Fábio Pacheco, fazer o 2-0, aos 22.

A resposta do Gil Vicente surgiu tímida e só um remate forte de Kraev de fora da área, mas a sair por cima (38 minutos), assustou de facto a defesa da casa.

No segundo tempo, o emblema orientado por Victor Oliveira apareceu mais atrevido, mas mantendo a incapacidade de se impor no jogo, enquanto o Moreirense se expunha pouco, aparecendo muito cauteloso.

Aos 51 minutos, Naidji, um dos poucos atletas que sobreviveu à revolução feita no clube barcelense face à época passada, tentou o golo com um cabeceamento por cima. Sandro Lima também mostrava estar insatisfeito com o resultado e copiando o colega argelino, tento de cabeça, depois de cruzamento de Lourency, mas a bola saiu ligeiramente ao lado da baliza à guarda de Pasinato (57).

E aos 72 minutos, o momento alto do jogo foi protagonizado por um sul-africano emprestado ao Moreirense pelo Sporting de Braga que tinha entrado em campo há quatro minutos e chegado a Moreira de Cónegos há quatro dias: Luther Singh acercou-se da entrada da área em zona frontal e ‘disparou’ ao ângulo superior esquerdo da baliza de Denis, assinando o 3-0.

Apesar da desvantagem pesada, o Gil Vicente reagiu e viu Lourency rematar à barra, aos 79, e depois para defesa do guardião brasileiro dos vimaranenses, aos 81, mas o conjunto barcelense não foi capaz de afinar a eficácia e reduzir a desvantagem.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freiras, em Moreira de Cónegos.

Moreirense – Gil Vicente, 3-0.

Ao intervalo: 2-0.

Marcadores:

1-0, Fábio Abreu, 08 minutos.

2-0, Bilel Aouacheria, 22 minutos.

3-0, Luther Singh, 72 minutos.

Equipas:

– Moreirense: Pasinato, João Aurélio, Iago, Steven Vitória, Djavan, Fábio Pacheco, Alex Soares, Bilel Aouacheria, Filipe Soares (Luther Singh, 68), Pedro Nuno (Luiz Henrique, 84) e Fábio Abreu (Nenê, 86).

(Suplentes: Trigueira, Rosic, D’Alberto, Luiz Henrique, Luther Singh, Machado e Nenê).

Treinador: Vítor Campelos.

– Gil Vicente: Denis, Kellyton (Naidji, 46), Rúben Fernandes, Rodrigo, Arthur (Vente, 46), João Afonso, Soares, Kraev (Samuel Lino, 77), Erick, Sandro Lima e Lourency.

(Suplentes: Wellington Luís, Nogueira, Vente, Léo Cordeiro, Ahmed, Samuel Lino e Naidji).

Treinador: Vitor Oliveira.

Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Kellyton (07), Soares (82) e Rodrigo (88).

Assistência: 1.792 espetadores.

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Futebol

Treinador do Moreirense espera “jogo equilibrado” nos Açores

5.ª jornada da I Liga

em

Foto: DR / Arquivo

O treinador do Moreirense, Vítor Campelos, antecipou este sábado um “jogo equilibrado” nos Açores, frente ao Santa Clara, para a quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, mas frisou que a sua equipa está preparada para pontuar.

O técnico defendeu que a turma da vila de Moreira de Cónegos, com sete pontos em quatro jogos, fez um “excelente arranque”, mas lembrou que o campeonato é mais uma “maratona” do que “uma prova de velocidade”, tendo projetado um “jogo difícil” no domingo, frente a uma das equipas com “menos mexidas” face a 2018/19, “bem orientada” pelo treinador João Henriques.

“Temos mais um jogo extremamente difícil, mas tudo faremos para conquistar pontos. Creio que vai ser um jogo equilibrado, com duas boas equipas”, disse, na antevisão ao encontro do Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, às 15:00 locais (16:00 em Lisboa).

O embate de domingo vai colocar frente a frente duas das equipas menos batidas neste início de competição – os açorianos sofreram dois golos e são a melhor defesa, a par da do Benfica, enquanto os vimaranenses contabilizam três.

Vítor Campelos reconheceu o mérito do Santa Clara nesse capítulo, mas realçou que o Moreirense está preparado para ser “uma equipa organizada”, sempre com “os olhos postos na baliza adversária”, para contornar essa eficácia defensiva do adversário, atual 10.º classificado, com cinco pontos.

Nas duas últimas semanas, marcadas pela interrupção do campeonato, o treinador só pôde contar com seis jogadores chamados às seleções nacionais em dois treinos de preparação para o duelo nos Açores, mas mostrou-se simultaneamente “orgulhoso” desse facto.

“Temos de aproveitar a motivação que trazem, porque todos saíram vencedores dos seus jogos”, disse, em referência a Steven Vitória (Canadá), Halliche (Argélia), Sori Mané (Guiné-Bissau), Fábio Abreu (Angola), Luther Singh (sub-23 da África do Sul) e Filipe Soares (sub-21 de Portugal).

O Moreirense, sétimo classificado, com sete pontos, defronta o Santa Clara, 10.º, com cinco, em jogo agendado para domingo, no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, nos Açores, às 15:00 locais (16:00 em Lisboa).

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Futebol

Vitória baixa passivo para 7,45 milhões de euros

Finanças

em

Foto: DR / Arquivo

O passivo do Vitória SC, clube cuja SAD participa na I Liga portuguesa de futebol, caiu pela sétima época seguida e fixou-se em 7,45 milhões de euros no final de 2018/19, mostra o respetivo relatório e contas.

Depois de ter atingido os 24 milhões de euros em 2011/12, valor que obrigou o clube a restruturar-se financeiramente, com um Plano Extrajudicial de Conciliação, o passivo diminuiu sempre nos anos seguintes, tendo, entre 2017/18 e 2018/19, caído 16%, dos 8,86 milhões para os 7,45 milhões, revela o documento publicado na sexta-feira, no sítio oficial vitoriano.

No relatório e contas do clube, que vai ser votado na Assembleia Geral de 21 de setembro, vê-se que a quebra ocorreu, sobretudo, no passivo não corrente (longo prazo), com as dívidas à banca a caírem de 4,43 para 3,97 milhões e ao Estado a descerem de 1,99 para 1,53 milhões.

Já o ativo (descida de 34,9 para 34,1 milhões) e o capital próprio (subida de 26 para 26,6 milhões) pouco oscilaram.

A época 2018/19 valeu ainda uma subida do lucro nas atividades do clube, que não incluem futebol profissional e de formação acima dos 11 anos, de 303.000 para 747.000 euros, sendo que a diferença entre rendimentos e gastos, antes de encargos como juros e impostos, foi de 1,68 milhões de euros.

Os rendimentos totais cresceram 18%, dos 5,05 para os 5,96 milhões, graças aos aumentos de 5% nas receitas de quotização, que atingiram os 1,77 milhões, e ainda de 13% nas modalidades e de 5% na gestão das piscinas.

As modalidades vitorianas registaram, porém, gastos de 1,1 milhões de euros, após uma subida de 49% face a 2017/18, e contribuíram para o aumento de 13% nos gastos totais, dos 3,72 para os 4,28 milhões.

Na próxima reunião magna, os sócios do clube vão ainda votar o orçamento para a época 2019/20, decisão que costuma acontecer em junho, mas foi adiada por força do processo que começou com a demissão da anterior direção, liderada por Júlio Mendes, em 27 de maio, e terminou com a eleição de Miguel Pinto Lisboa como novo presidente, em 20 de julho.

O orçamento prevê rendimentos de 4,4 milhões de euros, gastos de 3,5 milhões e um resultado líquido negativo de 95.000 euros, com a previsão relativa às modalidades a dar conta de um prejuízo de 380.000 euros – valor, ainda assim, inferior ao défice de 436.000 euros no final de 2018/19.

O Conselho Fiscal emitiu pareceres favoráveis ao relatório e contas 2018/19 e ao orçamento 2019/20, tendo dito, em relação a este último documento, que é preciso refletir sobre a “alteração do sistema de quotização” do clube e também sobre “medidas de controlo financeiro para as modalidades”.

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Futebol

SC Braga perde em Setúbal e já não vence na Liga há quatro jogos

Crise de resultados no campeonato

em

Foto: Twitter SC Braga

Um golo solitário do marroquino Hachadi garantiu esta sexta-feira o primeiro triunfo do Vitória de Setúbal, frente o Sporting Clube (SC) de Braga (1-0), em jogo da quinta jornada da I Liga de futebol, no Estádio do Bonfim, em Setúbal.

De uma assentada, a equipa sadina não só conseguiu marcar o primeiro golo no campeonato, após 434 minutos, como também assegurou o primeiro triunfo, após três empates e uma derrota.

Por seu lado, os arsenalistas, que arrancaram a prova com um triunfo, já vão em quatro jogos sem ganhar, incluindo três derrotas, duas delas seguidas, pois, antes da paragem para as seleções, tinham perdido em casa com o Benfica por 4-0.

Começou melhor na partida o Braga, mais dominador, mas o melhor que conseguiu na etapa inicial foram dois remates de João Novais, aos 18 e 25 minutos, e um tiro cruzado de Ricardo Horta ao poste, aos 37.

Aos bracarenses faltou-lhes clarividência para chegar ao golo nas poucas vezes em que se acercaram com algum perigo da baliza sadina.

O Vitória de Setúbal mostrou grande dificuldade no jogo ofensivo, deixando perceber porque ficou em branco nas primeiras quatro jornadas, mas tentou responder aos bracarenses em jogadas de contra-ataque, embora sem criar perigo junto à baliza de Matheus.

Apesar de tudo, a equipa sadina ainda conseguiu um bom remate, por Nuno Valente, aos 33 minutos, mas que saiu à figura e sem dificuldades de maior para o guarda-redes bracarense.

O nulo que se verificava ao intervalo no Estádio do Bonfim não escandalizava, apesar do sinal mais do Braga.

Na etapa complementar, acentuou-se do domínio dos guerreiros, remetendo a equipa sadina para o seu meio-campo e foi criando sucessivas oportunidades para se adiantar no marcador, mas a defensiva do Vitória, com maior ou menor dificuldade, ia retardando o golo bracarense, que parecia iminente.

Mas, sem merecer, foi o Vitória de Setúbal que acabou por surpreender a equipa bracarense, aos 75 minutos, com Hachadi a marcar um golo inesperado, após uma grande confusão na pequena área do Braga.

O lance do golo começou com um cruzamento de Zequinha, que tinha entrado pouco antes para o lugar de Carlinhos, a que Mansilla correspondeu com o remate de cabeça para defesa incompleta de Matheus.

O marroquino Hachadi, que também tinha entrado para o lugar de Guedes, aproveitou a confusão que se gerou para fazer o primeiro golo sadino desta época e colocar o Vitória de Setúbal a vencer.

O Braga ainda tentou responder, mas a equipa de Sá Pinto nunca conseguiu afinar a pontaria e foi esbanjando algumas oportunidades para chegar à igualdade.

O triunfo do Vitória de Setúbal premeia o acerto defensivo da equipa sadina e a boa prestação do guarda-redes Makaridze e penaliza a falta de eficácia dos bracarenses, de quem se esperava mais, frente a um Vitória de Setúbal com grandes limitações, compensadas com uma grande determinação.

Declarações dos Treinadores

Sandro Mendes (treinador do Vitória de Setúbal): Fizemos um golo, não sofremos nenhum, qual é a injustiça.

Sabíamos que era um jogo difícil, demos mais posse de bola ao Braga, soubemos sofrer. Felizmente, hoje conseguimos fazer o que não fizemos noutros jogos. Marcámos um golo e ganhámos.

O Vitória de Setúbal tem um grupo fantástico. Parabéns aos meus jogadores pelo que fizeram. O Vitória que eu quero é um Vitória a ganhar.

Não trago o jogo feito de casa. As substituições foram feitas em função do que o jogo ditou. Quando os jogadores entram e resulta, o treinador é muito bem. Quando não resulta é muito mau.

Criou-se uma nuvem negra à volta deste grupo não sei porquê. Mas, este grupo trabalha. Depois do que têm ouvido, fazer um golo foi fantástico. Os jogadores e a equipa técnica que cá estão são os mesmos da semana passada”.

– Ricardo Sá Pinto (treinador do SC Braga): “Foi um jogo marcado pela superioridade do Braga.

Fomos melhores no jogo ofensiva, na posse de bola, na chegada, na criação de diversas situações, que, com alguma assertividade, poderiam ter sido transformadas em golos.

Previa-se que a nossa equipa ia sair daqui com os três pontos, pelo que já tínhamos feito na primeira parte, e pelo que fizemos depois na segunda parte, mas o futebol é isto. Estamos tristes porque, pelo que fizemos, merecíamos mais.

Tivemos um bom desempenho, a atitude foi boa, faltou-nos definir no último terço. Foi uma grande injustiça. Se tivéssemos empatado já ficávamos tristes.

E ainda fomos penalizados pelo árbitro. Há uma falta sobre o Esgaio. E eu já vi o lance, é penálti. Tenho pena que o vídeoárbitro não tenha visto esse lance e depois tivesse visto o lance da expulsão [de Fransérgio, aos 90+2 minutos]”.

Ficha Técnica

Jogo no Estádio do Bonfim, em Setúbal.

Vitória de Setúbal – SC Braga, 1-0.

Marcador:

1-0, Hachadi, 74 minutos.

Equipas:

– Vitória de Setúbal: Makaridze, Sílvio, Artur Jorge, Bruno Pirri, André Sousa, José Semedo, Carlinhos (Zequinha, 71), Nuno Valente, Mansilla, Guedes (Hachadi, 56) e Berto (Eber Bessa, 66).

(Suplentes: Milton Raphael, Jubal, Mano, Hachadi, Eber Bessa, Leandrinho e Zequinha).

Treinador: Sandro Mendes.

– SC Braga: Matheus, Esgaio, Bruno Viana, Wallace (Pablo, 46), Sequeira, João Novais, Palhinha (Rui Fonte, 78), Fransérgio, Galeno (Murillo, 63), Paulinho e Ricardo Horta.

(Suplentes: Eduardo, Claudemir, Diogo Viana, Pablo, André Horta, Rui Fonte e Murilo).

Treinador: Ricardo Sá Pinto.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto).

Ação disciplinar: Xartão amarelo para Artur Jorge (11), Bruno Viana (15), Esgaio (63) e Fransérgio (78). Cartão vermelho direto para Fransérgio (90+2).

Assistência: Cerca de 3.500 espetadores.

Notícia atualizada às 23h33

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