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Viana do Castelo

Moradores escrevem carta aberta a António Costa em defesa do prédio Coutinho em Viana

Demolição “imoral e financeiramente ruinosa”

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Os últimos moradores no prédio Coutinho, em Viana do Castelo, escreveram uma carta aberta ao primeiro-ministro, hoje publicada na imprensa, apelando a António Costa para que desista de uma demolição “imoral e financeiramente ruinosa” do edifício de 13 andares.

“O vosso legado político não deve ficar manchado por o vosso Governo permitir que o Estado obrigue pessoas, a maioria idosos, a abandonarem coercivamente as suas habitações, assente numa expropriação fundamentada numa falsidade. Senhor primeiro-ministro, por favor desista desta demolição imoral e financeiramente ruinosa”, lê-se no documento hoje publicado.

Em junho, a VianaPolis iniciou o despejo “de seis frações habitadas por nove moradores”, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) que declarou improcedente a providência cautelar movida em março de 2018.

No entanto, aqueles moradores recusaram sair. A sociedade que gere o programa Polis de Viana do Castelo determinou que quem saísse do prédio não era autorizado a regressar, cortou a eletricidade, o gás e a água de todas as frações do prédio, impediu a entrada de outras pessoas e de bens, bem como avançou com a “desconstrução” do edifício.

No dia 01 de julho, o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga aceitou a providência cautelar movida pelos últimos moradores do prédio, ainda a aguardar decisão.

Foram suspensos os despejos, a desconstrução do edifício e restabelecidos os serviços de água, luz e gás foram restabelecidos progressivamente.

Na carta aberta, os últimos moradores contam o percurso do projeto de demolição do Edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, que tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas que a batalha judicial então iniciada pelos moradores tem vindo a travar.

O projeto, iniciado quando era António Guterres primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente, prevê para o local hoje ocupado pelo prédio, no centro da cidade, a construção do novo mercado municipal.

“Há mais de 19 anos que vivemos num permanente estado de angústia e incerteza, a braços com uma expropriação fundamentada numa falsidade, cujo processo ora avança (PS) ora abranda (PSD), consoante o Governo que está no poder. É por tudo isto que resistimos e nos recusamos a abandonar as nossas habitações”, referem na carta aberta.

Contactada pela agência Lusa, Maria José da Ponte, uma das últimas moradoras no prédio, explicou que a carta aberta foi “subscrita por todos os moradores”.

“A carta foi escrita por Ronald Silley, um dos moradores da torre 122, a quem foram retiradas as fechaduras da porta do apartamento, na torre 122, com os contributos de todos os moradores. Ao longo de um mês e meio que temos vindo a trabalhar esta carta. É uma carta dos moradores que estão a residir no prédio e dos que, querendo morar, lhes foi retirada a fechadura da porta”, disse.

Maria José da Ponte, afirmou que “11 frações” do edifício de 13 andares são “habitadas em permanência por 10, número que aumenta para cerca de 25 pessoas, quando os familiares dos moradores que não chegaram a acordo com a VianaPolis se deslocam à cidade”.

Aquela moradora referiu que o objetivo da carta aberta “é alertar as pessoas que não conhecem o caso, mas é sobretudo dirigida os governantes para que saibam que o está a acontecer”.

“Um momento de eleições [legislativas] é adequado. Não queremos deixar passar esta oportunidade de explicar o que sentimos e o que temos vindo a viver. Alguns políticos têm vindo visitar-nos. Uns não querem que se comunique, outros têm vindo de forma aberta”, reforçou Maria José da Ponte.

A moradora adiantou que a carta aberta pretende ainda divulgar a petição pública “Vamos Salvar o Prédio Coutinho”, que “já reúne quase cinco mil assinaturas, número suficiente para que o assunto seja debatido em plenário, na Assembleia da República”, o que deverá acontecer na próxima legislatura.

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Viana do Castelo

Viana vai ter uma “Praça Natal”

Na Praça da República

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Foto: Divulgação

A Praça da República, ex-libris de Viana do Castelo, vai ser transformada em Praça Natal, decorada e com animação própria da época festiva que se avizinha, foi anunciado nesta sexta-feira.

Um carrossel parisiense, a casa do Pai Natal, trenó do Pai Natal são algumas das atividades que vão decorrer naquela praça do centro histórico de Viana do Castelo.

O programa foi apresentado esta sexta-feira pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, em conferência de imprensa, após a assinatura de um protocolo de cooperação com a associação empresarial, responsável pela iluminação de 22 ruas, avenidas e praças da cidade, num investimento de 122 mil euros, “um acréscimo de 50 mil euros em relação ao ano passado”.

A Praça Natal e a iluminação começam no dia 30, pelas 18:00 e permanecem até 06 de janeiro.

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Viana do Castelo

PSD questiona Governo sobre avarias de TAC do hospital de Viana do Castelo

Unidade Local de Saúde do Alto Minho

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Hospital de Viana do Castelo. Foto: Divulgação

Os deputados do PSD eleitos pelo Alto Minho querem que a ministra da Saúde explique porque “não foram sanadas de vez as recorrentes avarias” do equipamento de TAC do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Num requerimento enviado a Marta Temido, e a que a Lusa teve, esta sexta-feira, acesso, os deputados Jorge Mendes, Emília Cerqueira e Eduardo Teixeira querem saber “por que motivo a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) não concretizou o Plano de Investimentos de 2019, onde estava previsto a aquisição de um novo TAC”.

A última avaria daquele equipamento ocorreu entre 30 de outubro e 02 de novembro.

“Os doentes necessitados deste serviço têm sido encaminhados, consoante a gravidade/urgência, para o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima (rede ULSAM), ou para unidades privadas, acompanhados por equipas clínicas do hospital de Santa Luzia, desfalcando os serviços de saúde desta unidade e acarretando custos desnecessários ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, lê-se no requerimento entregue na quinta-feira no parlamento e dirigido à ministra da Saúde.

Os três deputados do PSD querem saber qual “o valor dos encargos suportados pela ULSAM/SNS com a realização destes exames no setor privado, pela falta de reparação e ou substituição do equipamento no hospital de Viana do Castelo”.

“Dada a reiterada suborçamentação com que se tem confrontado a administração da ULSAM, resultado dos cortes e cativações impostas pelo Orçamento de Estado, como vai esta concretizar o Plano de Investimentos, em matéria de equipamentos, da requalificação das instalações, por exemplo da consulta externa, ou para contratar profissionais de saúde de que carece”, questionam os sociais-democratas.

Os parlamentares querem ainda saber “se o Ministério da Saúde vai, com urgência, repor a equidade orçamental, equiparando o financiamento da ULSAM, com base na capitação, às suas congéneres ou unidades hospitalares da região norte”.

A ULSAM integra os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, 13 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente superior a 250 mil pessoas.

No total, a ULSAM emprega mais de 2.500 profissionais, entre eles, 501 médicos e 892 enfermeiros.

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Viana do Castelo

FNAC de Viana cria 18 novos empregos e espera faturar 3,2 milhões por ano

Inaugurada ontem, a loja abre hoje ao público

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Foto: DR/Arquivo

O grupo FNAC vai investir cerca de sete milhões de euros até 2020 para atingir as 40 lojas no país, disse ontem à Lusa o diretor-geral da FNAC Portugal, na abertura do 32.º espaço, em Viana do Castelo.

A loja no centro comercial Estação Viana, na capital do Alto Minho, representou um investimento de cerca de meio milhão de euros e a criação de 18 postos de trabalho diretos.

Na inauguração da nova loja de bens culturais, tecnológicos e de lazer, Nuno Luz explicou que o espaço pretende “servir os 85 mil habitantes do concelho de Viana do Castelo e das zonas limítrofes, abrangendo, no total, cerca de 200 mil habitantes”.

“As previsões apontam para uma faturação anual a rondar os 3,2 milhões de euros”, salientou.

A inauguração da loja, com uma área comercial de 500 metros quadrados, incluiu uma breve atuação de Pedro Abrunhosa, padrinho do espaço.

Em Portugal, a empresa quer abrir mais oito lojas nos próximos três anos.

“Temos a ambição de chegar às 40 lojas até 2022, num investimento de cerca de sete milhões de euros”, afirmou Nuno Luz.

O diretor-geral acrescentou que “na primeira semana de dezembro abrirá a 33.ª loja, no Arena Shopping, em Torres Vedras”, adiantando que esta “será a quarta loja de 2019, num investimento global de quatro milhões de euros”, tendo sido criados “mais de uma centena de postos de trabalhos diretos”.

“Em 2020 estimamos abrir entre duas a quatro lojas, prevendo-se o mesmo investimento e a criação do mesmo número de postos de trabalho deste ano. Para nós é significativo, uma vez que em 21 anos estamos hoje a abrir a 32.ª loja. Abrir quatro lojas num ano é um passo grande”, considerou Nuno Luz.

O diretor-geral da FNAC explicou que a insígnia francesa está a “apontar muito no conceito de proximidade, abrindo lojas com espaços mais reduzidos e maximizando a ‘omnicanalidade’, com as referências disponíveis em loja e os artigos do catálogo ‘on-line'”.

“É um conceito diferenciador porque vemos hoje o retalho a apostar muito no ‘on-line’, a reduzir espaços e a fechar lojas, e a FNAC continua a apostar em espaços físicos porque quer estar mais perto de todos os portugueses que estão longe dos grandes centros urbanos”, referiu.

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