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Montenegro diz que deve ser próximo líder a decidir sobre lei eleitoral e revisão da Constituição

Eleições no PSD
Montenegro diz que deve ser próximo líder a decidir sobre lei eleitoral e revisão da constituição
Foto: saudemais.tv / DR

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro defendeu hoje que deve ser o próximo presidente do partido a decidir o que fazer com os projetos de revisão da lei eleitoral e da Constituição da atual direção.

Questionado pelos jornalistas à margem da apresentação dos seus mandatários da juventude, que decorreu em Caxias (Lisboa), Luís Montenegro recusou ainda o desafio lançado por André Ventura para uma conversa sobre um “movimento de convergência à direita”.

“Eu sei que se está a referir a uma carta que estará em trânsito para as minhas mãos e a minha resposta é simples e objetiva: Não, não vou fazer isso, vou concentrar-me em dar uma alternativa política ao PS, é a oposição ao PS e a construção de uma alternativa ao PS que são a minha motivação nesta campanha”.

O antigo líder parlamentar do PSD disse também ainda não ter sido contactado pelo presidente Rui Rio para uma conversa sobre os projetos de revisão eleitoral e da Constituição que a atual direção tem prontos, mas que já assumiu que só irá entregar no parlamento depois de uma conversa com os dois candidatos à liderança.

Depois de nos Açores ter pedido “bom senso” à atual direção do partido e do grupo parlamentar, Luís Montenegro foi hoje mais claro.

“Eu diria que bom senso é um conceito que toda a gente consegue interpretar e também espero que os deputados e a direção do PSD a saibam interpretar. Mas não fujo à questão: se o PSD fez um trabalho para ter dois projetos um de alteração à lei eleitoral e à Constituição e esse trabalho está feito, nós só podemos agradecer a quem o fez e esperar que o próximo líder e a sua direção façam com ele o que entenderem nos próximos anos”, afirmou.

Montenegro disse ainda não conhecer os projetos, mas manifestou a sua disponibilidade para alterar quer a lei eleitoral e a Constituição.

“Só não há alteração à lei eleitoral e à Constituição há muitos anos porque o PS não quer”, acusou.

 
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